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18/05/13

Jerónimo tem razão: se Cavaco Silva invocasse em vão o nome de Maria noutros tempos, havia pedrada pela certa.

Jerónimo de Sousa acusa Cavaco Silva do pecado da blasfémia. AQUI.

Vejamos como se resolviam esses assuntos há uns tempos.


12/05/09

Palavras para quê? É a massa cinzenta a dar o melhor de si

Nunca fui ao Bairro da Bela Vista. Imagino que não seja muito diferente de outros guetos urbanos que por aí existem, em Portugal e no estrangeiro que a modernidade não tem fronteiras. Perante a recente explosão de violência que assolou o dito, notei a propósito alguns comentários supinamente inteligentes.
José Sócrates saiu-se com mais uma daquelas frases de efeito: Nos Estados democráticos não se ataca a polícia. Bom, não sei quem foram os professores de História do primeiro-ministro, mas a verdade (histórica) diz precisamente o contrário: é nos Estados democráticos que a polícia é mais atacada (nos outros já foi tudo engavetado no entretanto…).
Para ajudar à festa, surgiu depois Jerónimo de Sousa garantindo alto e bom som que primeiro tem que se resolver a situação económica e social e as discriminações sociais, afirmação que, se os moradores da BelaVista perdessem tempo a ouvir Jerónimo de Sousa, os teria deixado certamente em estado de choque pelo que contém de condenação eterna ao Far West.
E, na escala da profundidade analítica, tivemos ainda direito a coisas tão sábias como: Os meninos querem carro topo de gama, roupa de marca e muito dinheiro na carteira. Mas não querem estudar nem trabalhar. O ideal seria um “maná” mas isso foi no Antigo Testamento e de temor a Deus só aquelas cruzes enormes que usam ao pescoço.
Se uns teriam que ver o Viridiana para perceber que ser pobrezinho não garante necessariamente um lugar no céu dos explorados e oprimidos, e outros teriam de, no mínimo, imaginar-se adolescentes a viver nos bunkers setubalenses, ao primeiro-ministro talvez lhe bastasse umas lições de História.
Mas o que nenhum dos acima citados gostaria era, certamente, de viver no Bairro da Bela Vista. Já agora, nem eu. E, também por isso, é que me fazem espécie tantas banalidades.
* Uma nota: depois de escrever isto, encontrei isto. E que bem que me soube!