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26/12/12
14/11/11
O João César das Neves está indignado e sentiu um arrepio nas costas [ou o grau zero do pensamento]
Diz ele que somos uns ingratos. Que já os avós dele eram uns ingratos. Que já os pais dele eram uns ingratos. Neves, porém, viu a Luz: "quem quer mais do que tem nunca aproveita o que há!"
E, enquanto isto, Bárbara ressona serenamente na tenda ao lado.
Pensam que invento? Ide e lede ó gente de pouca fé!
26/10/10
João César das Neves desperta de novo o animal que há em mim mas alegra-me saber que ele vive com mais de 2 USD por dia que eu cá não sou de invejas
"Nestes tempos de pluralismo, diversidade e agitação existem poucos consensos. Um dos mais gerais é a crítica ao sistema. Vivemos no regime mais reprovado, vituperado e desprezado da história. É espantoso o grau e vastidão desse acordo. Toda a gente acha que isto está mesmo muito mal.Em Portugal, Europa e mundo, das esquerdas às direitas, conservadores ou revolucionários, jovens e idosos, governos e oposições, todos concordam que isto anda cada vez pior. E não se diga que a causa é a crise financeira, porque mesmo no período anterior, que hoje nos parece de optimismo e euforia, as queixas eram universais. O nosso tempo detesta-se a si próprio. Os únicos períodos, aliás fugazes, de algum alívio e esperança vêm de oportunidades de mudar a detestada situação. O mais recente, na eleição de Obama, foi visto como um triunfo da heterodoxia e contracultura. Já acontecera o mesmo com Blair ou até Sarkozy. Depois, como é inevitável, todos acabam atacados por se acomodar e manter a abominação.
Os lamentos e mal-estar são compreensíveis pelas múltiplas injustiças, abusos, sofrimentos, miséria, desorganização, corrupção, vícios, perversões. Cada um identifica os males que considera piores e todos se queixam por razões objectivas e reais, embora muitas vezes contraditórias. Aquilo a que uns atribuem a maldade, outros lamentam a falta. Mas a questão é, não a justificação, mas a sabedoria das acusações.
Antes de mais é bom perguntar: para quê criticar o sistema? Este é o mundo que temos e ninguém nos vai dar outro. Já era mau quando cá chegámos e continuará a sê-lo depois de partirmos. Não seria mais sensato entretanto contentar-nos com o que temos?
É verdade que o conformismo é um dos vícios mais abominados neste tempo, e todos pensam que estes protestos nos desinstalam, contribuindo para melhorar a situação. Mas será mesmo assim? É indispensável que cada um tente deixar o mundo o melhor possível. Mas isso é uma actividade humilde e atenta, ao nosso nível local, amando e ajudando o próximo. Nada tem que ver com bramar contra males remotos e genéricos, nos quais a nossa influência é nula. Tal lisonjeia o nosso ego, mas não passa de vacuidade ociosa. Quando não é mesmo prejudicial, como as próximas greves, nada resolvendo, pois não há mesmo dinheiro, apenas servem para diminuir o pouco que ainda existe.
Suponhamos, no entanto, que as nossas queixas eram ouvidas. Iriam mesmo melhorar alguma coisa? A verdade é que os problemas globais são muito complexos, e as soluções têm inesperadas consequências nocivas. Basta lembrar como a ingénua confiança dos nossos avós nas virtudes do progresso industrial criou os actuais pesadelos ambientais, ou como o desenvolvimento das regiões pobres, tão ansiosamente desejado, começa a suscitar perigosos desequilíbrios globais que irão assombrar o futuro.
Por outro lado, será a situação assim tão má? Não há dúvida de que, persistindo muitos e graves problemas, o mundo progrediu nos últimos tempos muito mais do que seria de esperar há uma ou duas gerações. A percentagem de pessoas a viver no planeta com menos de dois dólares por dia é ainda de quase 50%. Mas era de 63% em 2002 e de 75% em 1980. Mesmo a actual crise e desemprego, se significam graves sofrimentos para muitos, não têm comparação com a miséria que se vivia por cá há 20 ou 30 anos, em crises menos profundas que esta.
O aspecto mais grave deste clima de descontentamento e queixume é, no entanto, a ingratidão. Tudo aquilo que somos e temos devemo-lo ao sistema que nos sustenta. É este mundo que tanto desprezamos que nos alimenta todos os dias, nos veste, abriga, educa e orienta. Podemos protestar, mas é graças a ele que todos sobrevivemos. Aliás, os críticos só conseguem atacar com tanta eficácia o regime usando os largos meios que o mesmo lhes fornece.
Esta é hoje a suprema posição incorrecta, mas quero dizer uma palavra a favor deste nosso horroroso sistema. Não porque é bom, justo ou agradável, mas porque é nosso. Tem muitos defeitos, mas a grande vantagem de existir."
Lido AQUI, a partir DAQUI.
02/06/10
Dedico este post ao João César das Neves, professor universitário e defensor assumido da democratização do orgasmo
Para quem não esteja a par da coisa, isto tem que ver com isto.
01/06/10
Eu sei que não devia personalizar mas o que é que João César das Neves poderá ter contra os meus orgasmos?
João César das Neves tem uma coluna onde escreve sobre coisas. Desta vez a coisa era o narcisismo.
No essencial, concordo com ele: o narcisismo raramente é aceitável, excepto, por exemplo, se o João César das Neves fosse o Gregory Peck e eu a Rita Hayworth.
Mas se quanto ao narcisismo ok,o mesmo já não posso dizer dos orgasmos.
Dando a César o que é de César (e os orgasmos para quem os queira...), escreve o próprio: “por detrás de leis como o aborto, divórcio, procriação artificial, educação sexual e outras está o totalitarismo do orgasmo”.
Totalitarismo do orgasmo?!
Pus-me a pensar. Primeiro, ocorreu-me aquela expressão “o que é bom nunca foi demais”; depois lembrei-me de um episódio já antigo, passado com uma figura pública cujo nome não interessa para a história.
Estávamos num daqueles simpáticos jantares anos 80 onde, em consciência, ninguém sabia quem pagava a conta. Comemorava-se qualquer coisa ou era o lançamento de qualquer coisa. A figura pública, tida por especialista em medicina oriental e temas adjacentes, pontificava numa mesa totalmente feminina.
Dado que as conversas são como as cerejas, foi o referido especialista passando da sopa fria de melão para a acupunctura, do filet de thon para a celulite, do carpaccio de canard para a macrobiótica, da mousse de manga para a astrologia chinesa e da astrologia chinesa para o ioga tântrico estava-se mesmo a ver.
Chegados aos digestivos, iam altas as confidências. Tendo tido o bom gosto de nos poupar aos pormenores à mesa, o especialista declarara-se praticante exímio da difícil modalidade. E sem que ninguém lhe perguntasse nada, garantia que, com ele, numa só noite qualquer mulher atingia pelos menos dez orgasmos.
Dez orgasmos?! engasgámo-nos em uníssono eu e uma amiga do peito. E acrescentámos também em coro, engolido o Jameson muito em voga nessa época, para grande desconsolo do nosso contorcionista: Que canseira!
Não sei se é a este tipo de totalitarismo que se refere João César das Neves mas se for estou com ele e a minha amiga também.
Post inspirado daqui
26/05/09
Cruzamento de dados: o paraíso sexual de João César das Neves e o deboche da igreja irlandesa
Não sei porquê, durante muito tempo pensei que João César das Neves, colunista do DN, fosse padre. Afinal é economista, professor universitário e ex-assessor de Cavaco Silva. Estamos sempre a aprender.Padre ou não padre, César das Neves é ferveroso defensor da Igreja católica apostólica romana. Tem todo o direito a sê-lo. Nessas coisas da intimidade de cada um não me meto. Agora o que não acho bem é que, sem me conhecer de lado algum, o Neves se ponha com insinuações acerca da minha pessoa.
Esquerdistas é comigo, claro. Não que eu seja canhota. Ou cega. Ou surda. Para resumir: sou de esquerda e tenho dúvidas.
Por exemplo, tenho dúvidas sobre a utilidade ― e exequibilidade ― de uma disciplina de "Educação Sexual" autónoma. Tenho dúvidas que isso seja uma disciplina, à semelhança da Geografia [que saudades da geografia!], da Matemática, da Física ou das Línguas.
Posto isto: que César das Neves, padre ou não padre, venha falar dos good old times em que prevaleciam "o pudor, a castidade e matrimónio", opondo-os aos actuais, em que prevalecem a "masturbação" o "impulso sexual" e a "perfeita equivalência entre todas as opções sexuais", já me parece excessivo ― mesmo para uma esquerdista ambidextra.
Sejamos claros: não é preciso ter lido o Velho Testamento para saber que a rebaldaria vem de longe. Pormenores teológicos à parte, fiquemo-nos pelo recente relatório irlandês sobre os abusos sexuais praticados pela Igreja católica durante 60 anos na maior das impunidades. Aos padres e freiras metidos ao barulho, teria César das Neves de lhes chamar "porcalhões", "debochados", "proxenetas" e etc. Mas o problema, caro professor, é que os abusos eram endémicos. E tudo isto antes da "deseducação sexual"! Há coisas do diabo!
Posto isto: que César das Neves, padre ou não padre, venha falar dos good old times em que prevaleciam "o pudor, a castidade e matrimónio", opondo-os aos actuais, em que prevalecem a "masturbação" o "impulso sexual" e a "perfeita equivalência entre todas as opções sexuais", já me parece excessivo ― mesmo para uma esquerdista ambidextra.
Sejamos claros: não é preciso ter lido o Velho Testamento para saber que a rebaldaria vem de longe. Pormenores teológicos à parte, fiquemo-nos pelo recente relatório irlandês sobre os abusos sexuais praticados pela Igreja católica durante 60 anos na maior das impunidades. Aos padres e freiras metidos ao barulho, teria César das Neves de lhes chamar "porcalhões", "debochados", "proxenetas" e etc. Mas o problema, caro professor, é que os abusos eram endémicos. E tudo isto antes da "deseducação sexual"! Há coisas do diabo!
Texto de João César das Neves descoberto aqui.
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