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28/06/24

MEDITAÇÃO DE SEXTA: «Altas Temperaturas»

«(...) Quando, no ano já distante de 2014, Matt Taylor, astrofísico britânico e um dos responsáveis pelo sucesso da missão Rosetta, apareceu em público a chorar – reagindo à enxurrada de críticas que milhares de mulheres terráqueas e ofendidas tinham feito chegar às redes sociais –, a pedir desculpa por ter ousado vestir uma camisa de manga curta com desenhos de pin-ups, houve quem se lembrasse imediatamente da Revolução Cultural Chinesa e dos seus métodos de flagelação e humilhação públicas.

08/09/23

MEDITAÇÃO DE SEXTA: «No pasa nada»

08/04/22

A MEDITAÇÃO DE SEXTA: «BOMBAS SIM, ESTALADAS NÃO!»

«... Entre os que se dispuseram a analisar o sucedido, os campos dividiam-se basicamente em dois: aqueles que achavam que o actor tinha estado muito bem e aqueles que achavam que o actor tinha estado muito mal. Poucos foram os que consideraram que o actor tinha estado assim-assim. Curiosamente, desta vez não li ninguém a citar erroneamente Voltaire. Como se tornou prática corrente, surgiram depois as desculpas públicas, versão actualizada e mitigada das distintivas autocríticas praticadas durante a Revolução Cultural Chinesa, dispensando-se agora o desfile pelas ruas do prevaricador com um cartaz pendurado ao pescoço, bastando uma pequena frase no Twitter. O princípio não será muito diferente, mas sempre é outro asseio.

Em geral, comungou-se de um certo espírito Miss Universo, com apoiantes e detractores do gesto do actor a concordarem que nos devemos bater pela paz no mundo. (...)»

A CRÓNICA COMPLETA AQUI

20/05/12

Leave the kids alone

A semana passada fiquei a saber três coisas que gostaria de partilhar com o leitor, se este não levar a mal.
A primeira (a ordem é aleatória, são todas péssimas…) é que existe um pediatra indignado por ter falhado nas farmácias um dos medicamentos prescritos para crianças que sofrem do chamado Distúrbio de Deficit de Atenção.
A falta de tal medicamento, cuja substância activa é o metilfenidato, um psicoestimulante que actua sobre o sistema nervoso central, “pode levar crianças a chumbar”. Desta vez nem o eduquês nem o ministro eram chamados à colação. A matéria ficava ao nível da ‘Lucy in the sky with diamonds’, mas, dizem, sem riscos de maior. E para menores.
Nas palavras do pediatra indignado, “As crianças querem estudar e não conseguem. Sem estudo e concentração não conseguem boas notas. Estão a ser empurradas para o insucesso escolar e até para a reprovação".
Ainda mal refeita do choque (I beg your pardon, o que é mesmo que andam a dar aos putos para eles terem boas notas?!), fiquei a saber, também através dos jornais, que numa escola do 1º ciclo de Portimão os recreios passaram a ser patrulhados por alunos e professores no âmbito do projecto PSP (Patrulha de Segurança do Pontal).
As equipas, constituídas por dois alunos por turma, terão que registar os colegas indisciplinados, cujos nomes serão depois exibidos em lugar público e bem visível. Com o cérebro ainda a oscilar entre os “queixinhas” do meu tempo e a Revolução Cultural Chinesa com os seus rituais de humilhação públicos, levo com a terceira notícia. Um livro sobre a crise em duas versões, uma para “miúdos de esquerda” e outra para “miúdos de direita”!
Como diria o Eliot, foi mesmo “very much reality” numa semana.