Mostrar mensagens com a etiqueta Michel Chandeigne. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Michel Chandeigne. Mostrar todas as mensagens

25/09/08

Porque há coisas que me irritam: o tal de Magalhães que não tem culpa nenhuma

Num país sério – mas também dou de barato que tal coisa não exista – o «Magalhães» seria motivo de debate nacional.
Um debate que não se ficaria pela pacóvia questão de saber se o «Magalhães» é ou não é português [o que é certo é que o outro, o original, fez a célebre viagem de circum-navegação ao serviço do rei de Espanha sabendo de antemão que o mundo era redondo e não nasceu em Sabrosa (segundo investigação levada a cabo e publicada em livro pelo francês Michel Chandeigne)…].
Eu, pessoalmente, gostaria de saber outras coisas. Por exemplo:

1. Porque é que a parceria do governo é feita com a INTEL, multinacional que chegou a ser acusada por Nicholas Negroponte, o criador da iniciativa One Laptop Per Child (OLPC), de concorrência desleal? (Houve em tempos uma parceria entre Negroponte e a INTEL, mas a coisa não durou muito…)



2. Como é que os computadores portáteis vão ser usados nas salas de aulas pelos alunos mais novos e de que modo irão favorecer a sua aprendizagem?
Não me entendam mal. Nada tenho contra o uso da tecnologia. Mas quando estudos em neurologia, como os levados a cabo, por exemplo, pelo Professor Alexandre Castro Caldas, vêm em defesa da memorização da tabuada considerando-a indispensável ao desenvolvimento cognitivo, a pergunta anterior parece-me, no mínimo, legítima.
Estas e outras coisas é que eu gostava de ver discutidas. Para a propaganda tecnocrática, socrática ou outra qualquer, já dei.
Sócrates a vender «Magalhães»: há demonstradores da Bimby menos chatos