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16/12/08

Non flere, non indignari, sed intellegere*


O vice-presidente norte-americano Dick Cheney veio defender publicamente a prática da tortura como forma de obter confissões. Quando interrogado sobre o "afogamento", o grande arquitecto da guerra do Iraque disse concordar com o método.
A questão da tortura coloca graves problemas morais. O mais óbvio é o da proporção: se um prisioneiro recusar confessar onde vai decorrer um atentado que levará à morte um determinado número de inocentes, será legítimo recorrer à tortura como forma de prevenir a mortandade?
Quem tiver uma visão utilitária da moral, dificilmente poderá responder pela negativa. Mas e se a ética não for uma pragmática, tão-só o que nos salva da barbárie?
*Não chorar, não se indignar, mas compreender, Espinosa