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29/10/13
"Se não tivessem chumbado o PEC4, os portugueses poderiam ter em suas casas cães e gatos com fartura." - José Sócrates
Roubado ao António Costa Santos no Facebook.
Nem os animais escapam... Mas, vendo bem, por algum lado tinham de começar a Reforma do Estado*
07/06/13
Por outro lado, que se lixem o Gaspar e a Cristas: chuva, suor e cerveja!
Porque, como diria o Isaac Jacob Blummenfeld, "se me perguntares como vou, responder-te-ei com o coração nas mãos: muitíssimo bem porque podia sempre estar pior"
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Vítor Gaspar
25/01/13
29/04/12
Não é 1 de Maio, o 25 de Abril já foi, mas o que eu quero agora é falar do 27 de Julho... de 1970
É dos livros que Salazar caiu de uma cadeira e depois disso nada foi como dantes. Como seria de esperar numa terra de escravos, cu pró ar ouvindo/ ranger no nevoeiro a nau do Encoberto, a queda, embora aparatosa, foi amortecida. Tão amortecida que uma farsa se organizaria em torno do Presidente do Conselho, convencendo-se este por dois anos que continuava a mandar. Mas “Tudo É Vaidade” e a Ceifeira levá-lo-ia a 27 de Julho de 1970, dia em que muitos portugueses optaram por aprimorar-se com uma gravata vermelha, ainda as gravatas não tinham sido proibidas por Assunção Cristas.
O caso é que antes da morte do ditador se tornar oficial, na editora onde a minha mãe trabalhava se soube por portas e travessas clandestinas que Salazar já não estava entre nós. Primeiro foi a descrença, natural ao fim de 36 anos, depois foi a festa. Resumindo: a contribuição dos presentes para o Produto Interno Bruto baixou nesse dia para níveis negativos.
A minha mãe resolveu, então, avisar o marido da boa nova, certa que essa seria a retaliação possível pelos anos que este passara a olhar o mar revoltado e teatral no Forte de Peniche. Telefonou e disse: “Prepara champanhe, temos de comemorar”. Uma colega acrescentaria entre risos: “Acabaram as filmagens do Solar das Oliveiras”.
A graça acabou mal e acabaram as duas na António Maria Cardoso, no edifício da PIDE onde, em memória das vítimas, foi entretanto erguido um condomínio de luxo. A polícia chegara depressa, e elas, identificadas já pela voz, receberam ordem de prisão. Quanto a meu pai, passaria a noite à espera da mulher na rua de má memória, sem champanhe, e não sei se de gravata vermelha.
E é também por isto que gosto muito do 25 de Abril.
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O caso é que antes da morte do ditador se tornar oficial, na editora onde a minha mãe trabalhava se soube por portas e travessas clandestinas que Salazar já não estava entre nós. Primeiro foi a descrença, natural ao fim de 36 anos, depois foi a festa. Resumindo: a contribuição dos presentes para o Produto Interno Bruto baixou nesse dia para níveis negativos.
A minha mãe resolveu, então, avisar o marido da boa nova, certa que essa seria a retaliação possível pelos anos que este passara a olhar o mar revoltado e teatral no Forte de Peniche. Telefonou e disse: “Prepara champanhe, temos de comemorar”. Uma colega acrescentaria entre risos: “Acabaram as filmagens do Solar das Oliveiras”.
A graça acabou mal e acabaram as duas na António Maria Cardoso, no edifício da PIDE onde, em memória das vítimas, foi entretanto erguido um condomínio de luxo. A polícia chegara depressa, e elas, identificadas já pela voz, receberam ordem de prisão. Quanto a meu pai, passaria a noite à espera da mulher na rua de má memória, sem champanhe, e não sei se de gravata vermelha.
E é também por isto que gosto muito do 25 de Abril.
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28/02/12
“Em Fevereiro, tem Carnaval”
"O mês do ano em que os políticos dizem menos disparates é Fevereiro porque Fevereiro só tem vinte e oito dias" (Coluche, Paris 1944-1986).
Tal afirmação adequar-se-á, peut-être, ao país que inventou o croissant, o surrealismo e os saltos compensados de Nicolas Sarkozy, mas, por cá, manifestamente não cola. Em Fevereiro, a coisa correu entre nós rotineira.
O PS, inflado de patriotismo, interpelou firme e construtivamente o Governo sobre Olivença, cidade onde o alcaide inimigo prepara uma “megaprodução” comemorativa da infame Guerra das Laranjas (cada um tem as Malvinas que pode…).
Muito embaraçado terá ficado Paulo Portas, tanto mais que o MNE, logo no dia 1, havia nomeado (Decreto nº24/2012) Jaime Van Zeller Leitão embaixador não residente da (sic) “República do Kuwait” (e ainda falam das Novas Oportunidades…), a que se seguiu (a ordem é arbitrária) a pungente declaração de Assunção Cristas, ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (em suma, das gravatas…) revelando estar à espera que chova!
Fevereiro foi também o mês em que o jovem João Pinho de Almeida, ex-Presidente da Juventude Popular, ex-Presidente do Clube de Futebol “Os Belenenses” e actual Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP (é o que se chamaria deslocalizar-se de cavalo para burro…), lançou o grito viril “Mobilidade ou Rua!”
Fomos também informados em Fevereiro que os cidadãos saudáveis que teimem em não ir ao médico durante três anos serão “expurgados” das listas de médico de família (ou adoecem ou morrem…); quanto à explicação para a crise surgira uns dias antes: batendo todos os 13 países inquiridos, 68% dos portugueses dizem fazer sexo duas ou mais vezes por semana.
Haja saúde!
Tal afirmação adequar-se-á, peut-être, ao país que inventou o croissant, o surrealismo e os saltos compensados de Nicolas Sarkozy, mas, por cá, manifestamente não cola. Em Fevereiro, a coisa correu entre nós rotineira.
O PS, inflado de patriotismo, interpelou firme e construtivamente o Governo sobre Olivença, cidade onde o alcaide inimigo prepara uma “megaprodução” comemorativa da infame Guerra das Laranjas (cada um tem as Malvinas que pode…).
Muito embaraçado terá ficado Paulo Portas, tanto mais que o MNE, logo no dia 1, havia nomeado (Decreto nº24/2012) Jaime Van Zeller Leitão embaixador não residente da (sic) “República do Kuwait” (e ainda falam das Novas Oportunidades…), a que se seguiu (a ordem é arbitrária) a pungente declaração de Assunção Cristas, ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (em suma, das gravatas…) revelando estar à espera que chova!
Fevereiro foi também o mês em que o jovem João Pinho de Almeida, ex-Presidente da Juventude Popular, ex-Presidente do Clube de Futebol “Os Belenenses” e actual Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP (é o que se chamaria deslocalizar-se de cavalo para burro…), lançou o grito viril “Mobilidade ou Rua!”
Fomos também informados em Fevereiro que os cidadãos saudáveis que teimem em não ir ao médico durante três anos serão “expurgados” das listas de médico de família (ou adoecem ou morrem…); quanto à explicação para a crise surgira uns dias antes: batendo todos os 13 países inquiridos, 68% dos portugueses dizem fazer sexo duas ou mais vezes por semana.
Haja saúde!
13/02/12
Contributo musical para reforçar a fé de Cristas: "Ministra da Agricultura espera que chova"
A ministra da Agricultura afirmou ter esperança que possa chover em breve, garantindo que se a seca continuar vai colocar a questão junto das estâncias europeias.
Julgo saber que não há nenhuma estância de sky em Bruxelas, mas se a fé move montanhas porque não há-de também criá-las?
E siga o baile!
Julgo saber que não há nenhuma estância de sky em Bruxelas, mas se a fé move montanhas porque não há-de também criá-las?
E siga o baile!
18/11/11
O sentido maternal das ministras [não sei se é disto que se fala quando se fala das vantagens do feminine touch na política]
"Façam sopa em casa", Ana Jorge, ministra da Saúde de José Sócrates"As crianças devem voltar a comer fruta em estado natural", Assunção Cristas, ministra da Agricultura de Passos Coelho
Razão tem a Shakira: "The worst mistake of a woman is to go to the kitchen, because then she never gets out of there"
14/08/11
Já que estamos na silly season… falemos de política
O tema pareceu-me apropriado, se não inspirador, particularmente à luz desta frase de Mark Twain: Suppose you were an idiot and suppose you were a member of Congress. But I repeat myself.
Creio que não estaremos muito longe da verdade se dissermos que, este ano, a abertura oficial da silly season ficou marcada pela entrevista de 14 de Julho a Lili Caneças.
Embora eu, pessoalmente, tenha apreciado sobretudo a deixa final de Lili, Obrigada eu. Não se esqueça de pagar o meu sumo, muitos houve que preferiram as revelações acerca do beijo trocado com Polansky, as leituras de Marx, os amigos maoistas ou as simpatias trotskistas da própria…
Ainda mal refeitos do extremismo de Lili, fomos informados que Nuno Fernandes Thomaz, do CDS, dera entrada na Caixa Geral de Depósitos como administrador-executivo, apesar de este nunca ter conseguido cumprir a promessa feita em 2005 — mandar construir um Museu da Bíblia a Norte e um parque tipo Eurodisney a Sul, tendo ficado por apurar se a ideia teria o beneplácito de Álvaro Santos Pereira, o Álvaro, ministro que nos fizera saber em Junho (ou seja, antes da abertura oficial da silly season e depois da dupla Pinho/Bidarra nos ter mandado rigorosamente p’ra outra banda) o quanto lhe aprazeria ver Portugal transformado numa Florida.
Em matéria de dress code, também se registaram alguns factos relevantes. Disputaram-se (e disputam-se) aventais, a Universidade Católica de Lisboa decidiu abolir os chanatos e as camisolas do Benfica, e o monárquico Rodrigo Moita de Deus garantiu que uma grande diferença entre os políticos de esquerda e os políticos de direita diz respeito ao guarda-roupa e [à] capacidade de transmitir a sexualidade. A direita costuma ser melhor nessas coisas, convicção tornada pública após a ministra Assunção Cristas ter abolido a gravata (esse símbolo fálico!) por razões energéticas e ambientais, esquecendo-se que muito pior do que as gravatas é a flatulência das vacas, animais que também estão sob a sua alçada.
Já depois disso aumentaram os transportes, foi anunciada a subida do IVA do gás e da electricidade e o fim de algumas comparticipações na saúde.
No entretanto, parece que alguém do PSD ligou para o 112 da Assembleia da República e o PS veio exigir um pedido público de desculpas. Temos oposição!
Creio que não estaremos muito longe da verdade se dissermos que, este ano, a abertura oficial da silly season ficou marcada pela entrevista de 14 de Julho a Lili Caneças.
Embora eu, pessoalmente, tenha apreciado sobretudo a deixa final de Lili, Obrigada eu. Não se esqueça de pagar o meu sumo, muitos houve que preferiram as revelações acerca do beijo trocado com Polansky, as leituras de Marx, os amigos maoistas ou as simpatias trotskistas da própria…
Ainda mal refeitos do extremismo de Lili, fomos informados que Nuno Fernandes Thomaz, do CDS, dera entrada na Caixa Geral de Depósitos como administrador-executivo, apesar de este nunca ter conseguido cumprir a promessa feita em 2005 — mandar construir um Museu da Bíblia a Norte e um parque tipo Eurodisney a Sul, tendo ficado por apurar se a ideia teria o beneplácito de Álvaro Santos Pereira, o Álvaro, ministro que nos fizera saber em Junho (ou seja, antes da abertura oficial da silly season e depois da dupla Pinho/Bidarra nos ter mandado rigorosamente p’ra outra banda) o quanto lhe aprazeria ver Portugal transformado numa Florida.
Em matéria de dress code, também se registaram alguns factos relevantes. Disputaram-se (e disputam-se) aventais, a Universidade Católica de Lisboa decidiu abolir os chanatos e as camisolas do Benfica, e o monárquico Rodrigo Moita de Deus garantiu que uma grande diferença entre os políticos de esquerda e os políticos de direita diz respeito ao guarda-roupa e [à] capacidade de transmitir a sexualidade. A direita costuma ser melhor nessas coisas, convicção tornada pública após a ministra Assunção Cristas ter abolido a gravata (esse símbolo fálico!) por razões energéticas e ambientais, esquecendo-se que muito pior do que as gravatas é a flatulência das vacas, animais que também estão sob a sua alçada.
Já depois disso aumentaram os transportes, foi anunciada a subida do IVA do gás e da electricidade e o fim de algumas comparticipações na saúde.
No entretanto, parece que alguém do PSD ligou para o 112 da Assembleia da República e o PS veio exigir um pedido público de desculpas. Temos oposição!
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