09/08/24
01/03/23
O ESPECTÁCULO DO MUNDO: COVID 19 E PROPAGANDA
Quando a coisa chegou da China, quem falava de vírus de laboratório era apelidado de maluquinho conspirativo.
05/02/23
GUERRA NA UCRÂNIA: DO ESTADO DE NEGAÇÃO
Se, no final de Dezembro, a Rússia estava a ficar sem mísseis e a entrar num beco sem saída (palavras de Zelensky), no início de Fevereiro, diz também Zelensky, a situação na linha da frente está a complicar-se.
27/09/22
GUERRA NA UCRÂNIA: A PROPAGANDA COMO MAL ABSOLUTO
E foi depois de dar com o título de uma notícia que anunciava a fuga de Putin para um "palácio secreto" (o bunker de Hitler, topam...?) que descobri esta crónica que traduzo.
E sobre a propaganda do lado putinista, lamento, lamento mesmo, mas não tenho matéria para fazer omoletes. A censura está instalada do lado de cá e para nosso bem, naturalmente, não fosse a gente correr a alistar-se no exército russo.
«PODE AINDA DEBATER-SE A GUERRA NA UCRÂNIA?
Gérad Araud (Le Point, 18-9-2022)
«Desconfiemos dos especialistas de salão que povoam as TVs e impedem qualquer debate equilibrado sobre esta guerra.
Quando dei por mim num estúdio de televisão para participar num debate sobre a guerra na Ucrânia, senti imediatamente a armadilha em que havia caído. Todos os outros participantes eram “verdadeiros crentes” que vinham celebrar as recentes vitórias da Ucrânia não só sem lhes acrescentar qualquer contexto ou nuance, mas também impedindo que isso pudesse acontecer. Não me enganei. Não houve debate, pois todos estavam presentes com o objectivo de tudo fazerem para que a derrota da Rússia, doravante a seus olhos adquirida, fosse total. A Ucrânia devia recuperar todos os seus territórios, incluindo a Crimeia, e obter reparações do agressor, enquanto Putin enfrentava um novo julgamento em Nuremberg.
Que fique claro que eu ficaria muito satisfeito com esse resultado e que considero a vitória da Ucrânia do interesse do nosso país. Mas tenho a fraqueza de examinar a viabilidade e o custo de uma apólice quando esta me é oferecida e foi isso que tentei fazer. Qual seria o custo humano? É realista, por exemplo, ambicionar a recuperação da Crimeia anexada pela Rússia e que esta defenderá a todo custo, possivelmente recorrendo inclusive ao uso de armas nucleares? Talvez esteja errado, mas acho estas perguntas legítimas. O que eu fui dizer! Um respondeu que a Rússia tinha sequestrado trezentas mil crianças ucranianas e outro que a ocupação é pior do que a guerra.
Note-se que tais respostas não tinham nada a ver com a minha pergunta. Sentimentos opunham-se ao meu raciocínio. Olharam-me de lado. Não tive oportunidade de ser ouvido e calei-me. Nessa mesma noite, a minha conta no Twitter transbordava de insultos dirigidos ao pró-russo que eu era. Pró-Rússia por fazer perguntas sobre o custo de uma política; pró-Rússia por recusar o entusiasmo cego depois de um sucesso inegável, mas parcial.
A primeira vítima da guerra é sempre a verdade
Dito isto, que os genuínos pró-russos não tentem aproveitar-se de mim. A Rússia é de facto o agressor e seu exército está envolvido em atrocidades bem documentadas, independentemente do que Madame Royal pensa.
Não estou surpreendido com o que me aconteceu, que é apenas uma ilustração modesta da impossibilidade virtual de um debate equilibrado em tempos de guerra. “A primeira baixa da guerra é sempre a verdade”, terá dito Kipling. Uma verdade que, ao que parece, deixa de interessar a quem quer que seja quando as armas começam a falar. De facto, os beligerantes lançam-se sem pudor no exercício da propaganda e hoje é um eufemismo notar que os ucranianos, nesse aspecto, se mostraram melhores do que os russos.
Além disso, à nossa volta, na maioria das vezes escolhe-se um campo com base em convicções pré-existentes e não na análise ponderada do que acontece. Por exemplo, há bastantes pró-russos nos dois extremos do espectro político. Acrescente-se a isso o peso das emoções perante o sofrimento dos civis e temos criado um coktail de embriaguez, indignação e entusiasmo que silencia qualquer voz tão-só levemente matizada.
Não houve, aliás, um especialista que twittou recentemente: “Pedir negociações foi o que fez Pétain; apelar a resistir foi o que fez de Gaulle”? Esta comparação absurda, que é a negação da ética do debate, visa tornar ilegítima a menor dúvida. Vemos mais uma vez o que a guerra nos traz: desumanização do adversário, maniqueísmo, credulidade e fanatismo; dispensa a razão, o questionamento e a dúvida. Porque escaparia ela agora ao seu destino?
Heroísmo de sofá
De nossa parte, nós que queremos entender o conflito antes de comentá-lo, que nos orgulhemos de fazer tudo para manter a cabeça fria. Nunca esqueçamos que nos enganam de ambos os lados, embora sem que, resultado dessa constatação, optemos por um cepticismo absoluto que seria tão pernicioso como a credulidade. Distingamos rigorosamente a análise dos factos da opinião que deles se pode deduzir. Admitamos que os "bons" ocasionalmente cometem erros, até crimes, e que os "maus" às vezes têm boas razões para a insatisfação.
Não esqueçamos que no final, se um ou outro lado está certo ou errado, infelizmente isso não é determinante, é o campo de batalha que decidirá; um campo de batalha onde nada está definido, onde ainda correrá muito sangue, onde a incerteza é a única certeza. Desconfiemos dos estrategas de salão que nos atacam com as suas sucessivas verdades sempre com a mesma segurança.
15/09/22
TEM QUE SE TIRAR O CHAPÉU À PROPAGANDA UCRANIANA!
Putin falou em "desnazificação" para justificar a invasão da Ucrânia. O pretexto era um pretexto, mas o facto é que o Batalhão Azov e as suas ramificações no interior do exército regular ucraniano era bem conhecido no Ocidente. Até a insuspeita BBC lhe dedicava reportagens.
O fascista Stepan Bandera e o seu estatuto de herói nacional para muitos ucranianos, também era difícil de varrer para debaixo do tapete.
O facto é que já no cerco a Mariupol os Azov iam perdendo a pele de neo-nazis para se transformarem em heróis da resistência à invasão russa. Entretanto, Bandera conseguia passar de fascista a "figura complexa".
E eis que desaparecidos os Azov e todas as outras mílicias de extrema-direita ucranianas, emergem agora em todo o seu esplendor os Wagner, apresentados como o "exército privado de Putin" que anda a recrutar presos nas cadeias, coisa que, aliás, a Ucrânia também já tinha feito.
É o que eu digo: a Propaganda é uma coisa formidável!
14/09/22
A PROPAGANDA E OS TEMPOS VERBAIS
Toneladas de propaganda diária. E, sejamos justos, com a proibição da propaganda inimiga, as toneladas sopram sobretudo do nosso lado, arriscando nós, como os velhos gauleses, a que ela nos caia na cabeça e lá se vão os miolos.
Naturalmente, há sempre quem ache que quando chega do nosso lado não é Propaganda, é VERDADE. Escusado será dizer que em tal asserção assenta um dos alicerces mais firmes da Propaganda.
Há no entanto uma maneira, não infalível, claro, de perceber que estamos perante um texto ou uma afirmação propagandistíca, já que a Propaganda, para ser eficaz e como há muito foi notado pelo poeta algarvio António Aleixo, «tem de trazer à mistura / qualquer coisa de verdade».
De forma evidente quando os textos recorrem à forma interrogativa, ou seja, insinuam (e insinuam-se): não afirmam. Mas também quando preferem conjugar os verbos no condicional ou no futuro, seja nos tempos simples, seja nos tempos compostos.
E como os tempos vão sobretudo confusos, é fazer atenção, como dizem os franceses!
01/09/22
GUERRA NA UCRÂNIA: PROIBIR! PROIBIR! PROIBIR!
Se a UE decidiu suspender o acordo com a Rússia que facilitava a emissão de vistos, para Zelensky a solução devia ser a proibição TOTAL de entrada na União Europeia a TODOS os cidadãos russos, excepto os que declarassem o seu apoio à Ucrânia.
ASSISTIR AO SUICÍDIO DA EUROPA NÃO ESTÁ A SER BONITO DE SE VER E AINDA NÃO CHEGÁMOS AO INVERNO
Mas o que é a democracia alemã comparada com esse farol da democracia chamado Ucrânia onde em Mariupol a propaganda no Twitter já contou mais mortos do que as provocadas pela bomba de Hiroshima?
Indútria alemã interrome produção face aos aumentos dos preços da energia
30/08/22
SINAIS DOS TEMPOS OU DE COMO O MUNDO É GRANDE
Para tentar ler alguma coisa com o mínimo de isenção sobre o que se passa na Ucrânia, há uns meses para cá que leio diariamente notícias num jornal indiano (na sua versão em inglês porque infelizmento não sei hindi).
18/05/22
NEM O FACTO DO HOMEM SER JUDEU ATRAPALHOU A PROPAGANDA
17/05/22
GUERRA NA UCRÂNIA: OS RUSSOS TOMARAM MARIUPOL
27/04/22
GUERRA NA UCRÂNIA: QUEM JÁ TIVESSE OUVIDO FALAR DA TRANSNÍSTRIA, LEVANTE O BRAÇO
Na terça-feira, a Presidente da Moldova, Maia Sandu, atribuiu os incidentes à luta entre forças internas interessadas em desestabilizar a situação na Transnístria.
“Condenamos todas as provocações e tentativas de envolver a Moldova em acções que possam ameaçar a paz no país”, insistiu a chefe de Estado.
O conselheiro da presidência ucraniana Mikhailo Podoliak acusou a Rússia de querer “desestabilizar a Transnístria, o que sugere que a Moldova deverá aguardar a visita de ‘convidados’”, numa referência aos soldados russos que invadiram a Ucrânia a 24 de Fevereiro. (...)»
22/03/22
VERDADES JÁ ANTIGAS SOBRE A PROPAGANDA DE GUERRA
- We don't want war.
- The opposite camp alone is guilty of the war.
- The enemy is inherently evil and resembles the devil.
- We defend a noble cause, not our own interests.
- The enemy commits atrocities on purpose; our mishaps are involuntary.
- The enemy uses forbidden weapons.
- We suffer small losses, those of the enemy are enormous.
- Respected personalities, scientists, artists and intellectuals support our cause.
- Our cause is sacred.
- Anyone who doubt our reporting is a traitor.
03/03/22
EXACTAMENTE O QUE ME DISSE UM AMIGO QUE NA ALTURA PENSEI QUE BRINCAVA: RÚSSIA SÓ INVADE A UCRÂNIA DEPOIS DE TERMINADOS OS JOGOS OLÍMPICOS DE PEQUIM
23/01/14
Sobre estatísticas, contas e propaganda e a propósito da euforia do défice
Francisco Seixas da Costa, encontrado AQUI.
18/02/12
Propagandapolitik
Se isto fosse um país a sério, a malta dizia-te onde podias meter o cartão de crédito...
14/02/12
A propaganda anda pela hora da morte
Governo mandou fazer 100 livros e pagou 12 mil euros por ajuste directo a uma gráfica.EM REDE
- 2 dedos de conversa
- A balada do café triste
- A causa foi modificada
- A cidade das mulheres
- A curva da estrada
- A dança da solidão
- A rendição da luz
- A revolta
- A terceira via
- A única real tradição viva
- Abrasivo
- Agricabaz
- Agua lisa
- Albergue espanhol
- Ali_se
- Amor e outros desastres
- Anabela Magalhães
- Anjo inútil
- Antologia do esquecimento
- Arrastão
- As escolhas do beijokense
- As folhas ardem
- Aspirina B
- ayapaexpress
- Azeite e Azia
- Bibliotecário de Babel
- Bidão vil
- Blogtailors
- Casario do ginjal
- Centurião
- Church of the flying spaghetti monster
- Ciberescritas
- Cidades escritas
- Cinco sentidos ou mais
- Claustrofobias
- Coisas de tia
- Complicadíssima teia
- Contradição Social
- Dazwischenland
- De olhos bem fechados
- Dias Felizes
- Do Portugal profundo
- Duelo ao Sol
- e-konoklasta
- e.r.g..d.t.o.r.k...
- Enrique Vila-Matas
- Escola lusitânia feminina
- Fragmentos de Apocalipse
- Governo Sombra
- Helena Barbas
- If Charlie Parker was a gunslinger
- Illuminatuslex
- Incursões
- Instante fatal
- Intriga internacional
- João Tordo
- Jugular
- Klepsydra
- Last Breath
- Ler
- Les vacances de Hegel
- Letteri café
- LInha de Sombra
- Mãe de dois
- Mais actual
- Malefícios da felicidade
- Manual de maus costumes
- Metafísica do esquecimento
- Mulher comestível
- Nascidos do Mar
- Non stick plans
- O Declínio da Escola
- O escafandro
- O funcionário cansado
- O jardim e a casa
- O perfil da casa o canto das cigarras
- Obviario
- Orgia literária
- Paperback cell
- Parece mal
- Pedro Pedro
- Porta Livros
- Pratinho de couratos
- Raposas a Sul
- Reporter à solta
- Rui tavares
- S/a pálpebra da página
- Se numa rua estreita um poema
- Segunda língua
- Sem-se-ver
- Sete vidas como os gatos
- Shakira Kurosawa
- Sorumbático
- Texto-al
- The catscats
- There's only 1 Alice
- Tola
- Trabalhos e dias
- Um dia... mais dias
- Um grande hotel
- We have kaos in the garden

