E sim, estou ciente de que nos dias que correm o Kubrick tem menos público que o Milhazes; afinal, a decadência não nasce das ervas...
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08/10/22
13/06/22
COISAS PERTURBADORAS QUE NÃO TÊM NADA A VER COM A GUERRA: Inteligência Artificial
Lembram-se do filme do Steven Spielberg, «Inteligência Artificial»? Ou para os mais cagões que acham que Spielberg é um cineasta menor: Lembram-se da conversa com o computador HAL 9000 no filme de Kubrick, «Odisseia no Espaço»?
E se na Google isso fosse já uma realidade (ou, pelo menos, uma pré-realidade em estado muuuiiiito avançado)?
Noticia o Guardian que o engenheiro Blake Lemoine foi suspenso pela Google por ter partilhado informação sigilosa sobre os avanços em inteligência artificial da empresa. E apesar desta negar a convicção de Lemoine de que o bot de IA se tornou senciente e consciente, a transcrição feita por Lemoine da sua conversa com LaMDA (Language Model for Dialogue Applications) é, no mínimo, perturbadora.
E se na Google isso fosse já uma realidade (ou, pelo menos, uma pré-realidade em estado muuuiiiito avançado)?
Noticia o Guardian que o engenheiro Blake Lemoine foi suspenso pela Google por ter partilhado informação sigilosa sobre os avanços em inteligência artificial da empresa. E apesar desta negar a convicção de Lemoine de que o bot de IA se tornou senciente e consciente, a transcrição feita por Lemoine da sua conversa com LaMDA (Language Model for Dialogue Applications) é, no mínimo, perturbadora.
07/05/22
RELEMBRANDO QUE QUASE TUDO EM «DOCTOR STRANGELOVE» DE STANLEY KUBRICK ERA VERDADE
Um artigo de 2014 publicado em The New Yorker assinado por Eric Schlosser cuja actualidade não precisará de ser explicada.
01/12/07
Porque Viver Sempre Também Cansa
Um post publicado no 2+2=5 assinado por Táxi Pluvioso pôs-me a viajar no tempo. Explico. Falava-se de Einstein. Alguém lembrou depois a bomba atómica e Dr. Strangelove: or How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb, o filme definitivo sobre o assunto realizado por Stanley Kubrick e interpretado pelo magistral Peter Sellers. O meu espírito não estava para aí virado.
Empolgada pela relatividade espacio/temporal, desatei a andar alegremente para a frente e para trás ignorando o sentido dos ponteiros do relógio — que não uso. Gostaria de partilhar com os visitantes da Pastelaria este agradável estado de espírito, e ninguém melhor do que Eric Idle para ilustrar do que falo. Faço dele as minhas palavras: Always look on the bright side of life.
(Façam favor de assobiar nas alturas certas)
Eu sei que esta leveza hedonista indicia uma superficialidade ontológica contrária à existência autêntica proposta por Heidegger, aproximando-me à velocidade da luz dessa Chica Almodóvar cantada por Sabina.
Não é que uma rapariga, lá por usar às vezes altíssimos saltos, não possa interrogar-se sobre o sentido da vida. Eu interrogo-me. Até agora a melhor resposta que encontrei foi esta:
E — por agora — é tudo o que tenho a dizer sobre o assunto. Desculpem a imodéstia, mas acho que para um domingo e para uma Chica Almodóvar nem está assim tão mal. Do que é que estavam à espera? Da Relatividade Restrita e Geral em três lições?
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