Mostrar mensagens com a etiqueta Stanley Kubrick. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Stanley Kubrick. Mostrar todas as mensagens

08/10/22

SUGESTÃO PARA O FIM-DE-SEMANA

E sim, estou ciente de que nos dias que correm o Kubrick tem menos público que o Milhazes; afinal, a decadência não nasce das ervas...



13/06/22

COISAS PERTURBADORAS QUE NÃO TÊM NADA A VER COM A GUERRA: Inteligência Artificial

Lembram-se do filme do Steven Spielberg, «Inteligência Artificial»? Ou para os mais cagões que acham que Spielberg é um cineasta menor: Lembram-se da conversa com o computador HAL 9000 no filme de Kubrick, «Odisseia no Espaço»?
E se na Google isso fosse já uma realidade (ou, pelo menos, uma pré-realidade em estado muuuiiiito avançado)?
Noticia o Guardian que o engenheiro Blake Lemoine foi suspenso pela Google por ter partilhado informação sigilosa sobre os avanços em inteligência artificial da empresa. E apesar desta negar a convicção de Lemoine de que o bot de IA se tornou senciente e consciente, a transcrição feita por Lemoine da sua conversa com LaMDA (Language Model for Dialogue Applications) é, no mínimo, perturbadora. 

07/05/22

RELEMBRANDO QUE QUASE TUDO EM «DOCTOR STRANGELOVE» DE STANLEY KUBRICK ERA VERDADE

Um artigo de 2014 publicado em The New Yorker assinado por Eric Schlosser cuja actualidade não precisará de ser explicada. 

«... Released on January 29, 1964 [“Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb”, Stanley Kubrick’s black comedy about nuclear weapons], the film caused a good deal of controversy. Its plot suggested that a mentally deranged American general could order a nuclear attack on the Soviet Union, without consulting the President. One reviewer described the film as “dangerous … an evil thing about an evil thing.” Another compared it to Soviet propaganda. Although “Strangelove” was clearly a farce, with the comedian Peter Sellers playing three roles, it was criticized for being implausible. An expert at the Institute for Strategic Studies called the events in the film “impossible on a dozen counts.” A former Deputy Secretary of Defense dismissed the idea that someone could authorize the use of a nuclear weapon without the President’s approval: “Nothing, in fact, could be further from the truth.” (See a compendium of clips from the film.

When “Fail-Safe”— a Hollywood thriller with a similar plot, directed by Sidney Lumet—opened, later that year, it was criticized in much the same way. “The incidents in ‘Fail-Safe’ are deliberate lies!” General Curtis LeMay, the Air Force chief of staff, said. “Nothing like that could happen.” The first casualty of every war is the truth—and the Cold War was no exception to that dictum. Half a century after Kubrick’s mad general, Jack D. Ripper, launched a nuclear strike on the Soviets to defend the purity of “our precious bodily fluids” from Communist subversion, we now know that American officers did indeed have the ability to start a Third World War on their own. And despite the introduction of rigorous safeguards in the years since then, the risk of an accidental or unauthorized nuclear detonation hasn’t been completely eliminated. (...)»

01/12/07

Porque Viver Sempre Também Cansa

Um post publicado no 2+2=5 assinado por Táxi Pluvioso pôs-me a viajar no tempo. Explico. Falava-se de Einstein. Alguém lembrou depois a bomba atómica e Dr. Strangelove: or How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb, o filme definitivo sobre o assunto realizado por Stanley Kubrick e interpretado pelo magistral Peter Sellers. O meu espírito não estava para aí virado.
Empolgada pela relatividade espacio/temporal, desatei a andar alegremente para a frente e para trás ignorando o sentido dos ponteiros do relógio — que não uso. Gostaria de partilhar com os visitantes da Pastelaria este agradável estado de espírito, e ninguém melhor do que Eric Idle para ilustrar do que falo. Faço dele as minhas palavras: Always look on the bright side of life.
(Façam favor de assobiar nas alturas certas)

Eu sei que esta leveza hedonista indicia uma superficialidade ontológica contrária à existência autêntica proposta por Heidegger, aproximando-me à velocidade da luz dessa Chica Almodóvar cantada por Sabina.
(Para quem tiver pouco ouvido para línguas, a letra aqui)

Não é que uma rapariga, lá por usar às vezes altíssimos saltos, não possa interrogar-se sobre o sentido da vida. Eu interrogo-me. Até agora a melhor resposta que encontrei foi esta:



E — por agora — é tudo o que tenho a dizer sobre o assunto. Desculpem a imodéstia, mas acho que para um domingo e para uma Chica Almodóvar nem está assim tão mal. Do que é que estavam à espera? Da Relatividade Restrita e Geral em três lições?