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23/02/24

MEDITAÇÃO DE SEXTA: «Tempos de cólera»

«Leio (...) que a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, anunciou domingo passado – foi um grande domingo! –, durante mais uma edição da Conferência de Segurança de Munique, que o seu país iria doar à Ucrânia “toda a sua artilharia”. Justificando a generosidade do gesto, Frederiksen foi clara ao apontar a Rússia como um perigo não só para a Ucrânia, mas também para toda a Europa democrática.

23/06/22

NAPOLEÃO BONAPARTE, MARK TWAIN: WHO CARES?

Ao contrário da piada que Napoleão teria dirigido ao seu ministro Charles-Maurice de Talleyrand-Périgord   «vous n’êtes que de la merde dans un bas de soie» (não passais de um merdas em meias de seda)  parece que a frase que reproduzo é legitimamente atribuída ao imperador francês. Poderia, contudo, perfeitamente ter sido dita por Mark Twain. E o que conta é que está certa.

«Em política, a estupidez não é um handicap.» 

17/05/10

E insisto, a Europa não nasceu com a Ângela Merkel e até tem um passado [recente] turbulento para usar um eufemismo

(...) Os tratados firmados pelos náufragos deste "rebus sic stantibus", por menos tecnocráticos e por mais competentes que tenham sido os plenipotenciários apenas foram rascunho que outras canetas corrigiram, em nome de um guião iluminado pela cegueira dos controladores dos cordelinhos da hierarquia das potências da Europa...
Os mesmos que permitiram a casa roubada não sabem agora que trancas pôr na porta, apesar de terem posto um socialista francês no FMI e Constâncio a substituir o grego das estatísticas helénicas, como vice-presidente do condecorado Trichet. O problema está nos bastidores de Paris e de Berlim e nos que lhes dizem porreiro, porque não lhes deixam dizer mais nada.
O rolo compressor do politicamente correcto desta europeização criou um falso super-Estado europeu, onde os eurocratas, em defesa dos respectivos privilégios, movem processos inquisitoriais a todos quantos os criticam, impedindo que a Europa seja a necessária democracia de muitas democracias...
Os papa-reformas do Leviathan eurocrático são como os colaboracionistas de Napoleão e de Bismarck: usurparam o sonho e apenas sabem fazer contas de merceeiro. Não compreendem que o belo projecto que pode ir da ilha do Corvo a Vladivostoque não deve continuar com estes gestores do carreirismo e do neofeudalismo patrimonialista.