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18/07/09

Das aves aos porcos ou da psicose gripal ao negócio das vacinas

Uma criança de 10 anos, cujos sinais exteriores de doença se resumiam a febre alta, terá sido tratada de forma desumana no Centro de Saúde de Boticas e no Hospital de São João do Porto. Há cerca de um mês, Dona Alice, a senhora que me ajuda cá em casa a minorar o caos doméstico, também fora recambiada para o hospital, no caso dela para Santa Maria, por apresentar os mesmos sintomas. Acabaram por lhe diagnosticar uma carrada de anginas. No Brasil, onde aterrei no final do mês passado, um grupo insólito de mulheres e homens mascarados aguardava os passageiros à chegada, presenteando-os com panfletos sobre a nova gripe que, alí, continua a ser suína.
Do comunicado que, entretanto, a Ordem dos Médicos emitiu sobre o caso do Porto, sublinho a parte em que, referindo-se à gripe A, se afirma ser uma doença pouco grave e similar, nas suas manifestações clínicas, às banais gripes.
Só que a doença banal, apesar da saudável sobriedade com que a Ministra da Saúde tem vindo a tratar o assunto, parece estar a favorecer uma psicose colectiva em que, ao mais pequeno achim! o alarme dispara (não queiram saber a cara de pânico dos passageiros quando, por causa do ar condicionado, espirrei duas vezes no avião).
Li ontem que o Estado português vai comprar três milhões de vacinas pela módica quantia de 45 milhões de euros, ainda assim nada que se compare com os 700 milhões de euros que o Estado francês está disposto a desembolsar.
É um facto que com a saúde pública não se brinca nem se deve olhar a despesas. Mas será muito inconveniente perguntar se o destino destas vacinas ficará tão secreto como o das adquiridas pelo governo para combater a anterior pandemia também pitorecamente baptizada, no caso de gripe das aves?
Recorde-se que já o ano passado, e dada a validade de três anos da medicação, se discutia o que fazer aos 2,5 milhões de doses, armazenadas, penso que até hoje, em local desconhecido, e adquiridas então por 25 milhões de euros.
Resta um consolo: comparando a relação preço-quantidade, no caso da gripe das aves deve ter sido um bom negócio!

10/01/08

4 postites de uma vez e em forma de telegrama (não sei se «postites» vem no Acordo Ortográfico mas deve vir)

1. INVOCANDO O NOME DE DEUS EM VÃO
José Sócrates recusa referendo ao Tratado de Lisboa por uma questão de ética da responsabilidade.
Lido aqui.
Paulo Pedroso explicou que foi por “um imperativo ético” que decidiu apresentar uma acção cível contra o Estado português
Foi ensaiado ou é a ética que está na moda?
2. THAT'S ENTERTAINMENT!
Representatives of Madeleine McCann's family have spoken to an entertainment and media company about turning the story of her disappearance into a film. Clarence Mitchell, the spokesman for Gerry and Kate McCann, said the meeting with IMG before Christmas was positive, but that no deal had yet been signed. Lido
aqui.
Foda-se! (ultimamente ando a dizer muitas asneiras como se poderá confirmar de novo no post seguinte; peço desculpa)
3. DECIDAM-SE PORRA!
A Agência Europeia de Medicamentos (EMEA) e o conjunto das agências nacionais da União Europeia alertaram para o “risco de ideias suicidas ou tentativas de suicídio” surgidos durante tratamentos com o medicamento Champix prescrito para deixar de fumar.
4. PERGUNTA DE 20 VALORES
Para que ninguém fique com a sensação que o Governo é mesquinho e quer ficar com o dinheiro seja de quem for, na primeira oportunidade pagará o aumento de Dezembro aos reformados (...), assegurou José Sócrates ontem na Assembleia da República.
A minha pergunta singela é:
Quando será a primeira oportunidade?
A pergunta de 20 valores, com intróito, é:
Não sei se ficou claro para todos: são 68 cêntimos por mês que o governo vai pagar aos reformados para não lhes entregar, em Janeiro, o aumento a que têm direito relativo a Dezembro. O secretário de Estado explicou na SIC essa sua tendência para a generosidade: «Não seria aceitável que os pensionistas recebessem um valor de pensão qualquer em Janeiro e no mês seguinte o valor do seu recibo de pensão era menor, diminuía.» Não seria nada aceitável. Está na cara. E quanto a juros, qual é o banco em que o governo tem conta? Lida aqui.