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13/02/14

O Estado a que isto chegou.

Os cravos gigantes serão criados pela Joana Vasconcelos com a pele cristalizada de 40 toneladas de tomate (oferta da "Guloso") - cujas sobras reverterão para um mega-gaspacho na ponte 25 de Abril, confeccionado pro bono pelo Frater Sobral - e servirão para enquadrar, nas escadarias da Assembleia da República, a declamação por José Luís Peixoto (patrocinado pela República Democrática Popular da Coreia) do poema "Abril,  ó cucamandro, morrestes-mes!", enquanto, sobre o parlamento, adejará uma imensa gaivota-que-voa-que-voa montada a partir de 40 000 pensos higiénicos Evax Fina & Segura com asas.

Informação recolhida no blogue do João Lisboa, com mais desenvolvimentos poéticos aqui.

31/01/14

O fundo do fundo do fundo

19 funcionários que trabalham no edifício da Direcção Geral de Energia e Geologia adoeceram com cancro.

"o secretário de Estado da Energia, Artur Trindade,[avançou] à TSF que se está à procura de uma outra localização para a DGEG, mas que é preciso encontrar uma renda mais barata e falta autorização do Ministério das Finanças."

DAQUI.

29/01/14

Como é que isto chega a administrador de uma universidade?*

“Todos os dias morrem pessoas nas estradas e não vamos proibir alguém de andar na estrada”, Manuel Almeida Damásio, administrador da Lusófona.
*A pergunta é retórica.
Ver e ouvir este e outros argumentos do mesmo calibre AQUI.

19/10/13

Era tão secreto como o 3º segredo de Fátima. Afinal, está online.

O tal relatório assinado por um funcionário da Comissão Europeia em Portugal que vê no Tribunal Constitucional uma possível força de bloqueio era secreto.
Na página do Facebook da Delegação da Comissão em Portugal publica-se um relambório justificativo. Quando alguém pede para ler o original, a resposta é (sic): "Tratando-se de um documento interno confidencial a Representação da Comissão Europeia em Portugal não tenciona publicá-lo."

Ora batatas!
Afinal, pode ser lido todinho AQUI

06/10/13

A pocilga

Machete foi consultor em escritório de advogados que defende angolanos investigados pela PGR

AQUI

04/07/13

Sempre é melhor do que nada, não é verdade, doutor Salgado?

Em Maio passado, o doutor Ricardo Salgado queixava-se da dificuldade em encontrar mão de obra disponível no Alentejo. Apesar da crise e do desemprego.

Explicação do presidente do BES: "Os portugueses preferem ficar com o subsídio de desemprego". 

Palavras sábias. 69 trabalhadores asiáticos (o número é literalmente pornográfico), com certeza por não terem direito à mama dos subsídios, aceitaram trabalhar para a MIRTISUL. Contratados pela Trasolution, dedicavam-se à apanha de mirtilos nos arredores de Grândola. 

Consideradas as propriedades laxantes do fruto referido, só me resta finalizar este post, desejando uma valente caganeira ao doutor Salgado e aos dirigentes das empresas envolvidas.

29/06/13

Um exercício singelo

Vamos lá a imaginar sff a Praça de São Marcos em Veneza cheia de varas de porcos, caixotes de hortaliça e o Tony Carreira ao microfone.

19/06/13

Dedicado aos jotas de todas as cores e feitios

"Não tenho vergonha de dizer que estou triste
Não dessa tristeza ignominiosa, dos que em vez de se matarem
fazem poemas,
Estou triste por que vocês são burros e feios
E não morrem nunca."

Mário Quintana

Começa a não ver paciência para não dizer cu para estes retardados

Os copinhos de leite da treta que andam para aí a cagar sentenças, e a quem a única e mais terrível coisa que lhes aconteceu na vida foi serem mordidos por um cão em pequeninos ou perderem-se no metro de Londres na adolescência durante um curso de Verão, deviam ser lançados a um rio de crocodilos para aprenderem o que é o darwinismo au naturel.

05/06/13

Ainda a propósito dos pobrezinhos que andam a roubar o Estado

A história das listas públicas dos beneficiários dos bairros sociais são mesmo para entreter o pagode. Para fomentar aquela coisa sinistra da pequena inveja e da desconfiança do outro. Para distrair aqueles que estão sempre prontos à conversa do "vão mas é trabalhar", do "anda na droga", do "cigano a viver à conta", do "preto vai mas é para a tua terra que lá é que é bom", do "é artista e nunca quis fazer nada na vida". 

A ideia que está por trás de tais medidas tem tanto que ver com transparência como eu sou a encarnação da Virgem. 


A ideia é tão simplesmente pôr os pobres contra os miseráveis e os remediados contra os pobres. Enquanto isso, os Vara, os Machado, os Salgado, os Relvas e tutti quanti passeiam-se impunemente porque têm dinheiro para pagar advogado(s). 

O problema da Justiça em Portugal não deriva certamente dos leitores do CM que gostam de ver como vivem os ricos, e ficam felizes quando se lhes rebenta o cano da retrete, nem dos cidadãos que gostam de ouvir o ministro dizer caralhadas ao telefone para sentirem que não são os únicos que a Justiça entala. 
O problema da Justiça é de quem a exerce e da merda das leis, escritas propositadamente para serem incompreensíveis por quem as faz.

O direito a uma casa social é um direito que ainda bem que existe. O processo de atribuição das casas deve ser claro e transparente. Controle-se. Quem lá mora é porque precisa. Ponto. Isto é que é um Estado de Direito. E não um Estado torto que fomenta a intriga, a inveja e a mesquinhez. 

A Beleza bateu nos médicos, porque é mais fácil bater nos médicos do que na Indústria Farmacêutica. A Maria de Lurdes bateu nos professores porque é mais fácil bater nos professores do que questionar um mundo que lança as crianças aos bichos. 

Este governo começou por bater na classe média e já vai nos desgraçados dos pobres. Puta que pariu as listas, ninguém se orgulha de ser pobre e ninguém gosta que lhe ponham uma estrela ao peito para que o reconheçam como tal - isso é coisa do Salazar e de gente ainda menos recomendável.