30/06/22

ENTRETANTO, E AO CONTRÁRIO DE PEDRO NUNO SANTOS, PUTIN CONFIRMA QUE INVADIU A UCRÂNIA COM INTENÇÃO

«Presidente russo, Vladimir Putin, condenou esta quinta-feira uma NATO presa "à Guerra Fria" e assegurou que "nada mudou" quanto aos planos militares russos na Ucrânia, após o chefe aliado Jens Stoltenberg ter exigido que "ponha imediatamente termo" à guerra. (...)»

PORTUGAL É UM MANICÓMIO E NÃO SE PODE APANHAR AMEIXAS NEM FAZER A SESTA

Estando a saga das ameixas longe do seu fim, desci novamente ao quintal. Fui e voltei e depois fiz a sesta. Sonhei com camionetas. Acordei. Seguimos sin furgonetas  nada de novo  mas também afinal com ministro. 

Moral da história: Pedro Nuno Santos não é uma nêspera.

«Pedro Nuno Santos não se demitiu nem foi demitido pelo primeiro-ministro.»


PORTUGAL É UM MANICÓMIO E NÃO SE PODE IR APANHAR AMEIXAS

Uma pessoa dirige-se ao quintal para apanhar as ameixas que o vento insiste em colher da árvore sem ninguém lhe ter pedido nada. Quando desce para o quintal leva no coração dois novos aeroportos. O tempo de regressar com as ameixas e não só já não há aeroportos, mas também parece já não haver ministro. 

«Se Pedro Nuno Santos não se demitir será demitido pelo primeiro-ministro, soube o Público»

«Pedro Nuno Santos não se demite»

29/06/22

ESTÁ TUDO A CORRER TÃO BEM: «Grã-Bretanha pode parar de fornecer gás à Europa continental se a crise do gás russo se intensificar»

 A notícia vem no Financial Times e no Guardian.

Pessoalmente, aconselho antes a leitura do «Cândido ou o Optimismo» de Voltaire. 

DOS NERVOS, JÁ SÓ CONSIGO RIR: DESATARAM TODOS A TOMAR VIAGRA DE REPENTE

 NATO declara Rússia como principal ameaça. China fica debaixo de olho. 

Get smart, caramba!

PORTANTO, QUANDO VIEREM COM A CONVERSA DA TRETA DO BEM CONTRA O MAL PODEM IR DAR MISSA PARA OUTRO LADO

A traição aos curdos não é, evidentemente, de hoje. Hoje apenas o fazem descaradamente, invocando o Bem maior, sem precisarem sequer de esconder o cinismo, tudo anestesiado pelo belicismo galopante.  

«... Durante sua luta heróica contra a ascenção do ISIS  entre 2014 e 2017, o apoio ocidental aos curdos foi total. Mas uma vez que o ISIS se foi, esse apoio transformou-se numa traição fria, enquanto os Estados Unidos e a Europa observavam Ancara a perseguir os curdos na Síria [...] e  Bagdad  fazia o mesmo no Curdistão iraquiano em 2017.»


GUERRA NA UCRÂNIA: O HOMEM PENSA, DEUS RI

A ironia maior disto tudo  uma ironia trágica, claro  é que até agora, nesta luta pela democracia  dizem eles — só os ditadores têm sido beneficiados. Continuem! Em frente é o caminho e no fim do caminho é o abismo.


TURQUIA: E ALÉM DE PODEREM CONTINUAR A LIXAR OS CURDOS, TAMBÉM LHE LEVANTARAM O EMBARGO ÀS ARMAS

 Como não amar a política?

«... Turkey threatened to veto Finland and Sweden’s Nato applications after raising accusations that the two countries allow Kurdish militants and terrorists space to “incubate” in their societies. However, many analysts concluded Erdogan’s real concern was to use his leverage in the membership matter to get arms bans applied to Ankara by the US and many European countries lifted, while also playing hardball to strike a tough pose ahead of elections that must take place in Turkey within a year.

...

AFP late on June 28 quoted Erdogan's office as saying Turkey "got what it wanted" from Sweden and Finland ahead of agreeing to back their Nato candidacies.

"Turkey has made significant gains in the fight against terrorist organisations," said the statement, saying that Sweden and Finland had agreed to "cooperate fully with Turkey in its fight against the [Kurdish] PKK" and other Kurdish militant groups.

The statement said they have also agreed to lift their embargoes on weapons deliveries to Turkey, which were imposed in response to Ankara's 2019 military incursion in Syria.

The two countries will ban "fundraising and recruitment activities" for the Kurdish militants, and "prevent terrorist propaganda against Turkey," Erdogan's office added in the statement. (...)»

CURDOS: DA REALPOLITIK À PORCA DA POLÍTICA

Nem o Trump foi tão longe na traição aos curdos! E, evidentemente, a extradição é só mais uma porta aberta à perseguição que lhes move Erdogan.

ALICE, LIZ, O MESMO COMBATE OU DA UTILIDADE DA LITERATURA EM TEMPO DE GUERRA

Estava a ler as declarações de Liz Truss, a ministra dos Negócios Estrangeiros britânica, sobre negociações de paz  «We have to defeat Russia first»  e aquilo soava-me familiar. Depois lembrei-me.

Era a Rainha de Copas da Alice do Lewis Carroll: «Sentença primeiro! Veredicto depois!»

Como sempre digo, está tudo na literatura. 



CURDOS, JUDEUS: WHO CARES?

Tanta gente indignadíssima com o pacto que Staline fez com Hitler (esses russos nunca foram de confiança!) entregando metade dos polacos e dos judeus polacos aos nazis  os judeus foram logo de carrinho para Auschwitz, perdão, de comboio  mas tudo caladinho com a venda dos curdos à Turquia. 

Siga!

28/06/22

NÃO HÁ VOMIDRINE QUE AGUENTE ISTO: A EUROPA E OS ESTADOS UNIDOS ACABAM DE VENDER OS CURDOS A ERDOGAN

E assim se paga a valentia daqueles de fizeram recuar o Estado Islâmico! Entregando-os a Erdogan, esse democrata impoluto que ainda há dias propôs o regresso da pena de morte na Turquia. 

Quando isto tudo acabar, o mundo estará entregue a bandidos e a culpa será nossa. Escusam de culpar os russos e de vir criticar o Trump que já tinha traído os curdos!

«MADRID, June 28 (Reuters) - Finland's President Niinisto said on Tuesday that Turkey has agreed to support Finland and Sweden's joint membership of NATO, on the first day of the alliance's summit in the Spanish capital Madrid.»


O FINAL DE UM LIVRO É PRECIOSO: «Guerre», Louis- Ferdinand Céline

 «


«(...) C'est énorme la vie quand même. On se perd partout.»

A LITERATURA DA TRETA E O ESTADO DO MUNDO

Pensar que as xaropadas que se publicam há anos sob o item Literatura   palavrosas, fúteis, inúteis, sempre cheias de boas intenções, empenhadas na formação moral de leitores cuja idade intelectual estagnou na primeira adolescência, algures entre a literatura para fazer chorar costureirinhas e uma espécie de neo-realismo requentado onde os pobres e oprimidos de antanho deram lugar a personagens que logo pela manhã problematizam a maldade universal  não têm nada a ver com o actual estado de coisas, é um erro crasso.

Havia de chegar o dia em as Lídias, os Valteres, as Patrícias e os Osórios deste mundo nos fariam pagar o preço. 


GUERRA NA UCRÂNIA: NÃO ACREDITO QUE SEJA A ÚNICA PESSOA BURRA

Na reacção à invasão da Ucrânia pela Rússia, uma das acções mais mediáticas da União Europeia, a que se deve acrescentar a Grã-Bretanha e países fronteiriços com o invasor, foi vir publicamente anunciar que as importações da energia russa iriam ser revistas e tendencialmente anuladas. 

Putin, naturalmente, porque lá por ser o invasor não é estúpido  e uma das coisas mais desaconselhas na guerra (e, já agora, na vida) é menosprezar a inteligência do inimigo  foi-se antecipando à ameaça e vem paulatinamente fechando a torneira.

Temos agora o pânico instalado, acrescido pela proximidade do Inverno, do lado de cá. (E não se trata apenas do consumo doméstico, trata-se de indústrias a falir, dos preços se tornarem proibitivos e do desemprego rebentar pelas costuras...)

Leio: «A Alemanha, a Áustria, a República Checa, a Hungria, a Polónia e a Eslováquia firmaram um Memorando de Entendimento (MdE) para coordenarem esforços no sector eléctrico, à medida que a ameaça de apagões se torna cada vez mais real.»

Ameaça de apagões?! Então! No era isso que queriam...?

Mas afinal onde é que esta gente fez o Doutoramento em Estratégia? Numa Escola Superior de Educação? Porra para isto. 


27/06/22

COISAS QUE (ME) DÃO VONTADE DE RIR, MAS TALVEZ SEJA DO NERVOSO DADO O RESTO

O mundo de pantanas e deparar com uma notícia com este título: «Médicos vão poder continuar a passar receitas à mão, diz Ministério da Saúde». 


SENDO EU, EM MATÉRIA DE FINANÇAS, PIOR DO QUE O MENINO JESUS DO PESSOA, ALGUÉM QUE ME ESCLAREÇA, MAS DEVAGARINHO...

A Rússia entrou em incumprimento porque:
A: Faliu
B: Não faliu, mas não quer pagar
C: Quer pagar, mas as sanções não permitem
D: Outros
É que leio que o incumprimento será meramente simbólico e não fará grande mossa a Putin. E não, calma!, não li isso em nenhum órgão de informação putinista. 


26/06/22

MELILLA: QUANDO A GUERRA SE INSTALAR DEVIDO ÀS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS IREMOS PERCEBER QUE NÃO HÁ FRONTEIRA QUE NOS VALHA

O número actualizado aponta para 30 mortos no assalto de cerca de duas mil pessoas à fronteira que separa Marrocos da cidade espanhola do Norte de África, Melilla. 

Com as relações entre os dois países numa fase amigável, após o governo espanhol ter decidido apoiar a perspectiva de Marrocos sobre o conflito no Sáara Ocidental (que já valeu a suspensão, por parte da Argélia, do tratado de amizade assinado entre Madrid e Argel), Sanchéz elogiou o desempenho das forças policiais marroquinas.

O jornal El País faz reportagem sobre o que sucedeu no local: «Los testigos del asalto a la valla de Melilla: "Todo era sangre, piel desgarrada, pies rotos, manos rotas..."»



 

PORQUE ISTO ESTÁ TUDO LIGADO, É ABSOLUTAMENTE DEPRIMENTE PENSAR QUE A DEFESA DA DEMOCRACIA ESTÁ ENTREGUE A TIPOS COMO BORIS JOHNSON

Aspiração delirante de Boris Johnson a um terceiro mandato 

«Prime minister under fire after insisting he will not change his behaviour in office

Senior Conservatives accused Boris Johnson of increasingly "delusional" behaviour on Saturday night after he said he was already planning for his third term as prime minister, justo two days after the Tories suffered a catastrophic double byelection defeat as the hands of the Liberal Democrats and Labour.

As talk of replacing Johnson intensified, several senior MPs questioned why the prime minister had been allowed to give interviews in which he said he would refuse to change his ways, and then, in even more defiant terms, told journalists at the Commonwealth summit in Rwanda that he was planning to be in Downing Street until well into the 2030s. (...)» 




GUERRA NA UCRÂNIA: POIS LÁ ESTÁ, SE NA HISTÓRIA BASTASSE TER RAZÃO, OS ÍNDIOS NÃO TERIAM SIDO DIZIMADOS

Bom artigo sobre o umbiguismo ocidental assinado pelo jornalista inglês Edward Luce no Financial Times

«One of the most frustrating aspects of America’s Ukraine debate is its degree of self-deception about global unity. The assumption is false.

Vladimir Putin is hated and feared by most of the west, just as Volodymyr Zelenskyy is lionised. But the west has not been joined by most of the rest. When Indonesia hosts the G20 summit in November, Putin will be there in spite of Washington’s demand that Russia be expelled. Only four out of 55 African leaders attended Zelenskyy’s virtual address to the African Union, which had finally agreed he could speak to them after 10 weeks of asking. Not every summit is a western movie festival, where Zelenskyy has become a staple. And not everyone shares the US foreign policy establishment’s view that Putin is waging an existential war on democracy. I do not need convincing of the dark consequences of Putin’s late imperial agenda, nor of the necessity that he fails. But I’m not an Indian diplomat, an African consumer, or a Latin American energy importer. The west is not the world, and the world is not the west. It is astonishing such a truism has to be emphasised. 

Here is rule number one of my unwritten primer on global diplomacy: Avoid navel-gazing. Good diplomacy sees things from other points of view and takes them into consideration. I fear that the US and the west in general are missing a big underlying reality in the global reaction to Putin’s barbarism: the Ukraine war is boosting demand for a multipolar world, which is very different to what we have been telling ourselves. 

Most of the non-west craves strategic autonomy. They may be upset by the images from Bucha and Mariupol, just as we are troubled by footage of ethnic cleansing in Myanmar or bombed out cities in Syria. That doesn’t mean they will suspend their interests to stop it from happening, any more than we do when others cry out for help. To much of the world, Ukraine is just another humanitarian tragedy. The fact that the west sees it as existential is an irritation. Africans and Arabs and Latin Americans know that when there is a clash between US ideals and interests, the latter generally win. We should be wary of judging those who make similar trade-offs. 

The world feels the Ukraine war primarily in two ways — higher food and energy prices. Following a pandemic in which emerging market growth collapsed and in which their debt to GDP ratios soared, inflation in basic staples is the last thing they need. If you add in rising US interest rates, we have the makings of the next emerging market payments crisis and rising political instability. We cannot blame countries such as India and Brazil for buying discounted Russian oil. Nor should we be surprised that there are plenty of takers for Russian grain. The fact that Putin is both blocking Ukrainian grain exports, and stealing what he can get his hands on, is a brutal reflection on Moscow’s ethics. But it does not alter others’ calculation. Hard economics trumps gauzy moralism. Joe Biden, after all, is about to travel to Saudi Arabia to press it for more oil production. This rips up two supposedly core tenets of Biden administration — reducing fossil fuels and shunning pariah autocracies. 

The west’s speedy decoupling from Russia is bumping up against geopolitical limits. Countries such as China and India are helping create alternative payments systems and transportation routes for Russian commodities. They are also blocking western attempts to eject Russia from the multilateral system. The west’s best response to this would be to provide the kind of largesse to emerging markets on which China has long since taken the lead. Washington ought to spearhead efforts to boost global food security, arrange emerging market debt restructurings, and license Covid vaccine production (or better still, suspend patents) around the world. If we want the rest to follow us against Russia we must pay attention to what they want. Telling ourselves repeatedly that we are in a war of light versus darkness in which there is no middle ground is not a diplomatic strategy. (...)»

GUERRA NA UCRÂNIA: ATÉ QUANDO A CARNIFICINA?

OITENTA POR CENTO dos militares ucranianos que combateram em Severodonetsk foram mortos ou feridos.

A revelação foi feita pelo Comandante de uma unidade de combate ucraniana que sublinhou ainda que as vítimas são soldados profissionais que terão de ser substituídos por militares mais jovens e sem experiência. 

As forças ucranianas retiraram de Severodonetsk, totalmente destruída e agora na mãos das tropas russas. 

Entretanto, registaram-se hoje, primeiro dia da Cimeira do G7 na Alemanha, novas explosões em Kiev.

(Informações recolhidas nos sites RTP Notícias e Sky News)



25/06/22

GUERRA NA UCRÂNIA, PUTIN E A FOME EM ÁFRICA: A SENHORA URSULA TEM DE SAIR MAIS DE CASA


«It's an address that the African Union (AU) has delayed for as long as possible and has been keen to keep discreet, almost secret. The Ukrainian president, Volodymyr Zelensky, addressed the members of the continental organization behind closed doors on Monday, June 20, via video conference from Kyiv. "Finally," some said.

Requested several times by the Ukrainian presidency since April and pushed back just as many times by the AU, the effort behind the organization of the simple video message illustrates the tense relationships between Mr. Zelensky and the leaders of the continent: While the first is trying to rally Africa to its cause in fighting against the Russian invader, the second is sticking to a neutral position, with unclear parameters.

For Mr. Zelensky, it was a matter of defending his version of the conflict and responsibilities in the food crisis suffered by the continent. "Africa is the hostage of those who started the war against our state," he said, referring to Moscow. The "unfair" level of food prices "caused by the Russian war is painfully felt on all continents," he said.

He also launched a charm offensive. After recalling Ukraine's contribution to peacekeeping missions in Africa and the commercial ties that unite it with the continent, the president announced the upcoming appointment of a special envoy for Africa and proposed the organization of a "major Ukrainian-African political and economic conference."

'Unrealistic projects'

However, Mr. Zelensky's 10-minute message generated little interest on the African side. "They're unrealistic projects that didn't have any major impact here," said an African diplomat who listened to the speech. Only four heads of state followed it live. At the same time, seven leaders were meeting in Nairobi, Kenya, to discuss security issues in the Great Lakes region.

Organizing this speech was a symbolic way for the AU to recalibrate its communication, which until then had been mainly directed at Russia. At the beginning of June, the AU's current chairperson and Senegal president, Macky Sall, and the chairperson of the AU Commission, Moussa Faki, traveled to Sochi to meet Vladimir Putin where Mr. Sall criticized the Western sanctions against Russia.

Mr. Zelensky's attempt to rally the continent to the Ukrainian cause is almost futile, as revealed by several diplomatic sources within the AU. "I don't know what exactly he expects from us, but our priority remains the supply of grain and fertilizer," said an East African diplomat. During a recent visit to Paris, Mr. Sall hammered home the message: "We're not really into the debate of who is right and who is wrong. We just want access to grain and fertilizer," he said in an interview with Le Monde.

Almost half of the African countries depend on wheat imports from Russia and Ukraine. 14 of them even receive more than half of their wheat from these two countries. In addition, fertilizer is also in short supply as both the rainy and the sowing seasons have begun.

'False naivety'

Within this context, the AU president is asking Ukraine to clear the strategic port of Odesa of mines to allow the loading of cargo ships, claiming to have received guarantees of non-aggression from Mr. Putin. "About Odesa, Mr. Sall is showing blatant false naivety," said Paul-Simon Handy, a researcher at the Institute for Security Studies. "He's taking Mr. Putin's words at face value."

In case of demining, Kyiv fears a Russian invasion through the Black Sea. In his video, Mr. Zelensky presented the cargo solution, recalling that "the food crisis started on February 24, when the Russian fleet blocked Ukrainian ports." "No real mechanism has yet been implemented to ensure that Russia doesn't attack the ports again," he stressed.

In concluding his speech, the leader tried to play on the AU's anti-imperialist stance. "Russia is trying to conquer our land, to turn Ukraine into a Russian colony," he said. Without much success. As the continent's leaders in this crisis, Mr. Sall and Mr. Faki are walking a tightrope, forced to maintain an ambiguous position that will please both Moscow's African supporters and neutral parties. Senegal president welcomed on Monday on Twitter Mr. Zelensky's "friendly address," reaffirming that "Africa remains committed to the respect of the rules of international law, the peaceful resolution of conflicts and the freedom of trade."»


A DEMOCRACIA AO VIRAR DA ESQUINA, PERDÃO, DA GUERRA

Todos os dias vamos dando conta de como a democracia se anda a reforçar no mundo. E depois da guerra, então, segundo nos garantem, vai ser um fartote! 

Desta vez foi a Turquia, o colosso da NATO, que considera repor a pena de morte no país, após o grande democrata Erdogan ter comentado, a propósito de um incêndio de grandes proporções resultado de fogo posto, que a justiça devia ser mais implacável para com os incendiários. Pena  de morte, se for preciso, ora essa, não fazendo a coisa por menos. 

As palavras de Erdogan para nós são ordens, disse logo a correr Bekir Bozdag, o ministro da Justiça. E reverencial, acrescentou: Já começámos a trabalhar nisso lá no ministério. 


GUERRA NA UCRÂNIA: OS RUSSOS TOMARAM SEVERODONETSK

A derrota das forças ucranianas está a ser apresentada como uma retirada táctica que permitirá aos ucranianos ganhar tempo para recuperarem o território tomado pelos russos. 

Um responsável do Pentágono afirmou que os russos conseguem apenas avançar centímetro a centímetro e que pagaram um preço elevado por este pequeno ganho

Entretanto, para ajudar à festa, no Mar Negro, foram encontrados mortos mais de 3 mil golfinhos em resultado da guerra. Viva o Planeta Verde! Viva a Biodiversidade!


BRICS NÃO SERÁ UM NOME GLAMOUROSO MAS SEMPRE REÚNE GENTE PARA CARAMBA!

Países que representam das maiores economias do mundo e que reúnem quase metade da humanidade. Eu que sou menos do que o Romeiro, tenho para mim que talvez fosse bom descentrar e olhar para isto que será uma pálida amostra do que aí vem. 


«Les dirigeants des BRICS marquent leur différence en s’affichant aux côtés de Vladimir Poutine

Le sommet virtuel réunissant Brésil, Russie, Inde, Chine et Afrique du Sud a offert une tribune au chef du Kremlin et rappelé que Moscou n’est pas un paria pour les pays du Sud. (...)»