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28/07/08
10/01/08
4 postites de uma vez e em forma de telegrama (não sei se «postites» vem no Acordo Ortográfico mas deve vir)
1. INVOCANDO O NOME DE DEUS EM VÃOJosé Sócrates recusa referendo ao Tratado de Lisboa por uma questão de ética da responsabilidade. Lido aqui.
Paulo Pedroso explicou que foi por “um imperativo ético” que decidiu apresentar uma acção cível contra o Estado português
Foi ensaiado ou é a ética que está na moda?
2. THAT'S ENTERTAINMENT!
Representatives of Madeleine McCann's family have spoken to an entertainment and media company about turning the story of her disappearance into a film. Clarence Mitchell, the spokesman for Gerry and Kate McCann, said the meeting with IMG before Christmas was positive, but that no deal had yet been signed. Lido aqui.
Foda-se! (ultimamente ando a dizer muitas asneiras como se poderá confirmar de novo no post seguinte; peço desculpa)
Representatives of Madeleine McCann's family have spoken to an entertainment and media company about turning the story of her disappearance into a film. Clarence Mitchell, the spokesman for Gerry and Kate McCann, said the meeting with IMG before Christmas was positive, but that no deal had yet been signed. Lido aqui.
Foda-se! (ultimamente ando a dizer muitas asneiras como se poderá confirmar de novo no post seguinte; peço desculpa)
3. DECIDAM-SE PORRA!
Hipótese a) As campanhas contra o tabagismo deveriam também advertir para o risco elevado de pensamentos suicidas por parte dos fumadores regulares, afirma a equipa de investigadores coordenada por Thomas Bronisch, do Instituto Max Planck de Psiquiatria, de Munique.
Hipótese b) Remédio da Pfizer para deixar de fumar pode elevar risco de suicídio
Hipótese b) Remédio da Pfizer para deixar de fumar pode elevar risco de suicídio
A Agência Europeia de Medicamentos (EMEA) e o conjunto das agências nacionais da União Europeia alertaram para o “risco de ideias suicidas ou tentativas de suicídio” surgidos durante tratamentos com o medicamento Champix prescrito para deixar de fumar.
4. PERGUNTA DE 20 VALORES
Para que ninguém fique com a sensação que o Governo é mesquinho e quer ficar com o dinheiro seja de quem for, na primeira oportunidade pagará o aumento de Dezembro aos reformados (...), assegurou José Sócrates ontem na Assembleia da República.
A minha pergunta singela é:
Quando será a primeira oportunidade?
A pergunta de 20 valores, com intróito, é:
Não sei se ficou claro para todos: são 68 cêntimos por mês que o governo vai pagar aos reformados para não lhes entregar, em Janeiro, o aumento a que têm direito relativo a Dezembro. O secretário de Estado explicou na SIC essa sua tendência para a generosidade: «Não seria aceitável que os pensionistas recebessem um valor de pensão qualquer em Janeiro e no mês seguinte o valor do seu recibo de pensão era menor, diminuía.» Não seria nada aceitável. Está na cara. E quanto a juros, qual é o banco em que o governo tem conta? Lida aqui.
12/11/07
Seja o que For que se Pense do Caso Maddie ou Mesmo que não se Pense Nada
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09/08/07
Da tragédia ao circo
A pequenina Madeleine McCann está desaparecida há demasiado tempo. Da acusação inicial de negligência aos pais, ainda antes de se conhecerem os contornos do caso, passou-se quase imeditamente à piedade pelos mesmos. Os 100 metros que mediavam o restaurante do apartamento encurtam para 50 e a seguir aparece escrito «ao lado». Entretanto, os McCann, católicos convictos, vão a Fátima, onde o bispo local entrega o caso às mãos de Deus e não promete milagres, e ao Papa. Uma onda de solidariedade cresce e ganha dimensões gigantescas. Não há quem não faça apelos pela menina. Surge um arguido, Robert Murat, imediatamente linchado na imprensa, como, por exemplo, no «Correio da Manhã», que afirma despudoradamente: «PJ ainda (?) sem provas contra Murat». O caso de Madeleine ressuscita o caso dramático de Rui Pedro (e de outras crianças portuguesas desaparecidas). Durante dias e dias, os telejornais abrem com a notícia do rapto... sem que tenham nada para dizer. E há um dia, na Holanda, em que a questão da negligência é colocada em cima da mesa, com todas as letras, por uma jornalista. A pergunta cai mal. As críticas à actuação da PJ, com grande visibilidade na Grã-Bretanha, são reproduzidas com cautela entre nós. O interesse pelo caso esmorece mas não morre. Há poucos dias, os holofotes regressaram à Praia da Luz, reeditando o circo mediático que vem rodeando o caso, com a maioria dos jornais e televisões a oscilar, tola e pateticamente ao sabor do vento, sem que, da parte da imprensa, se note nenhuma de três coisas: objectividade, investigação independente, perguntas certas. A PJ, bem ou mal, fecha-se em copas, reproduzem-se informações de «fonte segura» e, na realidade, apenas de especula. Os contornos rocambolescos do rapto, que todos pareciam aceitar inicialmente, dão lugar à morte, por acidente ou não, de que os pais serão suspeitos críveis. Pois bem, foram-no desde o princípio, como o seriam sempre em circunstâncias semelhantes. E, de tudo isto, resta uma tragédia, a de Madeleine. A tragédia sabe-se onde mora. No corpo de uma criança de 3 anos deixada a dormir ao lado de dois irmãos de 2 anos, por pais que saíram para jantar fora com amigos e que, culpados ou não, serão sempre responsáveis. Mas onde estiveram, e continuam a estar, os jornalistas?
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