«... um aspecto incontornável de um sistema prisional cruel é a existência de funcionários cruéis: directores de prisão, a hierarquia, os guardas, o secretariado, enfermeiros e médicos, assistentes sociais. Uma rede de torcionários, mandantes e cúmplices. Saber que esta gente pode morar na casa em frente, comprar pão na mesma padaria, estar sentada na cadeira do lado de uma sala de cinema é, pelo menos, perturbador e deveria ser matéria de reflexão.»
Texto integral, aqui.
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12/12/12
08/05/12
É preciso saber reconhecer um grande texto quando tropeçamos nele
O nosso mais sagaz comentador observou que a morte de Miguel Portas instaurou um período de tréguas na sociedade portuguesa ou, pelo menos, na que tem algum reflexo nos meios de comunicação. Apesar de fazer um esforço para me afastar do ruído comum, acho que percebo a anotação. Durante alguns dias ouviram-se algumas vozes raras e calaram-se outras. Além do mais, entrava-se no período que vai de 25 de Abril ao 1.º de Maio e que o ritual democrático ainda em vigor respeita como uma páscoa da esquerda. Interventores menos habituais ou o registo emocional que a perda de Miguel Portas teve o condão de libertar nos habituais representantes da esquerda mediática revelaram um aspecto interessante: como disse Marisa Matias, não podemos viver sem esperança. Não podemos viver sem pão, sem grupos sociais, sem esperança e sem pessoas de referência que exprimem o que há de melhor em nós, o que em nós ainda acredita. Muitos dos que escreveram ou falaram mal tinham conhecido o Miguel Portas. Tinham-se cruzado ou estado juntos numa iniciativa, lido uma entrevista ou um livro, assistido a um debate, ouvido um comentário.
Há um período na vida das crianças em que estas parecem ter um amigo imaginário. Brincam com ele, reservam-lhe um espaço no carro da família, dão-lhe um nome, adormecem com ele. Geralmente, não querem partilhá-lo com a família ou com os pares, e calam-se quando alguém tenta imiscuir-se no seu mundo reservado. Aos três anos, Simone tinha dois amigos. Um era Anonas, talvez um rapazinho. O outro era Febo. Como Simone tinha também uma irmã mais velha, as deslocações de carro tornaram-se penosas. Anonas e Febo não cabiam no banco de trás, tinham de usar cadeirinha e cinto. Os pais e a irmã eram pacientes. Perceberam que se tinham transformado numa família numerosa. Conseguiram uma carrinha familiar em segunda mão, uma cadeirinha e um banco elevatório emprestados. Havia sempre um momento de pânico ao entrar na carrinha. Faltava alguém? O cinto de Anonas estava demasiado apertado? Simone era discreta. Mas quando, numa ocasião, admoestou o pai por este fechar a porta sem cuidado e quase magoar Febo, este começou a preocupar-se. Um dia, os amigos partiram. Primeiro Febo, mas Febo nunca fora verdadeiramente importante. Depois Anonas, e Simone adoeceu de tristeza. O carro de sete lugares já não fazia sentido. Uma tarde de domingo, quando rolavam numa estrada na direcção do mar, Simone alegrou-se. Do lado de fora, correndo ao lado do carro, vinha Anonas. Devia correr bem perto da janela, porque Simone colou o nariz ao vidro e durante algum tempo disse frases incompreensíveis onde se distinguia bem o nome do amigo. Depois Simone deixou de falar de Anonas. Depois deixou de falar. E um dia estava curada, tinha crescido e estava disponível para os meninos e meninas reais da escolinha.
Tenho uma amiga que não me proibiu de contar a sua história. É uma mulher alegre e extrovertida, e na infância deve ter sido hiperactiva sem défice de atenção. É primatóloga e veste-se com um estilo indefinível que remete para os locais exóticos da sua investigação. Tem um namorado imaginário há dez anos. Com nome, Bill, e residência ao Príncipe Real. Profissão, gostos cinematográficos, família, embora distante. Os amigos não o conhecem, porque Bill não gosta deles, só de ouvi-la falar. Passam férias e fins-de-semana em destinos maravilhosos de onde ela envia SMS de contentamento infantil. “Estou a sobrevoar o delta do Mekong com o Bill.” “ Estou a conduzir um Ferrari com o Bill.” “ Fui raptada no mercado de Pu Teh. Pelo Bill.” Às vezes, raramente, ele parece cometer um erro de escolha. Mas, mesmo nessas ocasiões, percebemos que é guiado pela imaginação dela: sexo desenfreado em hotéis de sete estrelas, sexo demais, estrela a mais.
Há uns tempos, o Bill zangou-se. Desapareceu, depois de uma cena de ciúmes com um rival imaginário, um primata por quem ela tinha apenas uma paixão científica e com quem dormira por cansaço e amizade. Acabaram-se os fins-de-semana românticos e as inumeráveis citações: o Bill acha isto, o Bill gosta daquilo, o Bill disse não-sei-o-quê. Já não havia Bill. Podia escrever calmamente os seus trabalhos, fazer conferências ao sábado, acompanhar os alunos em ausências intermináveis, ter reuniões com os comités e as task forces. O Bill já não se queixava. O Bill já não dizia nada.
Não se pode viver sem esperança. A tristeza pela perda do Bill foi tão verdadeira e desoladora, tão deprimente e difícil de suportar como a de outro companheiro mais real. O fim do socialismo real custou tanto aos que nele tinham depositado a esperança de uma vida como o fim da utopia do socialismo aos que deixaram de acreditar. Como diz António Barahona, aliás Muhammad Ashraf, novo guru dos nossos jovens poetas: este Ocidente sem deus nem fé não é feliz.
AQUI
Há um período na vida das crianças em que estas parecem ter um amigo imaginário. Brincam com ele, reservam-lhe um espaço no carro da família, dão-lhe um nome, adormecem com ele. Geralmente, não querem partilhá-lo com a família ou com os pares, e calam-se quando alguém tenta imiscuir-se no seu mundo reservado. Aos três anos, Simone tinha dois amigos. Um era Anonas, talvez um rapazinho. O outro era Febo. Como Simone tinha também uma irmã mais velha, as deslocações de carro tornaram-se penosas. Anonas e Febo não cabiam no banco de trás, tinham de usar cadeirinha e cinto. Os pais e a irmã eram pacientes. Perceberam que se tinham transformado numa família numerosa. Conseguiram uma carrinha familiar em segunda mão, uma cadeirinha e um banco elevatório emprestados. Havia sempre um momento de pânico ao entrar na carrinha. Faltava alguém? O cinto de Anonas estava demasiado apertado? Simone era discreta. Mas quando, numa ocasião, admoestou o pai por este fechar a porta sem cuidado e quase magoar Febo, este começou a preocupar-se. Um dia, os amigos partiram. Primeiro Febo, mas Febo nunca fora verdadeiramente importante. Depois Anonas, e Simone adoeceu de tristeza. O carro de sete lugares já não fazia sentido. Uma tarde de domingo, quando rolavam numa estrada na direcção do mar, Simone alegrou-se. Do lado de fora, correndo ao lado do carro, vinha Anonas. Devia correr bem perto da janela, porque Simone colou o nariz ao vidro e durante algum tempo disse frases incompreensíveis onde se distinguia bem o nome do amigo. Depois Simone deixou de falar de Anonas. Depois deixou de falar. E um dia estava curada, tinha crescido e estava disponível para os meninos e meninas reais da escolinha.
Tenho uma amiga que não me proibiu de contar a sua história. É uma mulher alegre e extrovertida, e na infância deve ter sido hiperactiva sem défice de atenção. É primatóloga e veste-se com um estilo indefinível que remete para os locais exóticos da sua investigação. Tem um namorado imaginário há dez anos. Com nome, Bill, e residência ao Príncipe Real. Profissão, gostos cinematográficos, família, embora distante. Os amigos não o conhecem, porque Bill não gosta deles, só de ouvi-la falar. Passam férias e fins-de-semana em destinos maravilhosos de onde ela envia SMS de contentamento infantil. “Estou a sobrevoar o delta do Mekong com o Bill.” “ Estou a conduzir um Ferrari com o Bill.” “ Fui raptada no mercado de Pu Teh. Pelo Bill.” Às vezes, raramente, ele parece cometer um erro de escolha. Mas, mesmo nessas ocasiões, percebemos que é guiado pela imaginação dela: sexo desenfreado em hotéis de sete estrelas, sexo demais, estrela a mais.
Há uns tempos, o Bill zangou-se. Desapareceu, depois de uma cena de ciúmes com um rival imaginário, um primata por quem ela tinha apenas uma paixão científica e com quem dormira por cansaço e amizade. Acabaram-se os fins-de-semana românticos e as inumeráveis citações: o Bill acha isto, o Bill gosta daquilo, o Bill disse não-sei-o-quê. Já não havia Bill. Podia escrever calmamente os seus trabalhos, fazer conferências ao sábado, acompanhar os alunos em ausências intermináveis, ter reuniões com os comités e as task forces. O Bill já não se queixava. O Bill já não dizia nada.
Não se pode viver sem esperança. A tristeza pela perda do Bill foi tão verdadeira e desoladora, tão deprimente e difícil de suportar como a de outro companheiro mais real. O fim do socialismo real custou tanto aos que nele tinham depositado a esperança de uma vida como o fim da utopia do socialismo aos que deixaram de acreditar. Como diz António Barahona, aliás Muhammad Ashraf, novo guru dos nossos jovens poetas: este Ocidente sem deus nem fé não é feliz.
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01/07/11
16/05/11
Ainda Dominique
A imagem exibida pela polícia americana do presidente do FMI merecia uma atenção demorada. Quatro linhas de reflexão, como diria o outro. Primeiro: o homem está algemado e rodeado por um número considerável de polícias (o campo foi reduzido). A acusação é de "acto sexual criminoso", segundo o Libération. Porque está algemado? Espera-se que salte para cima dos polícias e tente violá-los? Que tente furtar-se à justiça? Não, DSK é mostrado a todos os povos do mundo como símbolo da justiça americana, universal, não poupando os poderosos. Se o cadáver de Bin Laden podia chocar os bons cidadãos, tomai então este outro vilão.
Segundo: a imprensa responsável da Europa já publica tudo. O passado íntimo, a transcrição de tablóides, a citação de bloguers e o comentário anónimo de "pessoas bem informadas".
Terceiro: este homem, que umas horas antes era tudo, está agora desprovido de toda a dignidade (aos justicialistas que acharem a frase excessiva aconselho que se façam algemar). Foi-lhe retirada a gravata e os atacadores. Ele, que convenceu tanta gente com a palavra, não pode recusar as câmaras assestadas sobre a face. Olhem a face de DSK: é a face de Saddam, o diabo iraquiano, no cadafalso de Bagdad. O lisboeta informado, humilhado pela troika há oito dias, pode agora exultar.
Quatro: o presumível crime de DSK é pouco referido. Mas, como é evidente, o homem não foi preso por administrar o FMI. O puritanismo hipócrita exulta e, desta feita, a imprensa europeia está toda sentada no chá americano.
DAQUI, um sítio que me reconcilia com o mundo.
12/03/11
Geração parva
Sonhei que chegava ao trabalho e me sentava para a reunião de passagem de turno. Ninguém falava, mas à segunda-feira as coisas arrancam devagar. Olhei, interrogativo, a Valéria, que fizera o turno da noite. Como ela se mantivesse calada, disse, sem elevar a voz: — Podemos começar. A Valéria olhou nervosamente para os apontamentos. — Aconteceu alguma coisa? —perguntei, enquanto procurava os olhos da Júlia. A Júlia é a chefe de serviço e coordenadora do departamento. Quando me esqueço de alguma coisa — o que sucede com alguma frequência nos últimos anos — ela toma a palavra com naturalidade. Também me substitui em algumas conferências e, desde Janeiro, acompanha-me às reuniões do Conselho. Mas a Júlia não levantou os olhos. Então, do lado esquerdo, aproximou-se o Rogério, o jovem promissor que o Conselho contratou em Novembro, e, com aquela voz mansa que sempre me irritou levemente, disse: —Precisamos de falar.— Depois de receber o turno, se não se importa — respondi, com autoridade.
— Acho que o senhor ainda não percebeu, Dr. Santos, nós já passámos o serviço — continuou o Rogério, sempre de pé, ligeiramente inclinado, do meu lado esquerdo.
Voltei a procurar a Júlia e pela segunda vez ela me falhou.
— Achámos que chegou a hora de ser substituído na direcção da empresa, Dr. Santos. Espero que compreenda essa necessidade e se integre no Novo Espírito, como a esta hora está a suceder por todo o lado, neste país, e em toda zona mediterrânea.
— Mas substituído por quem, ó Rogério ? E por ordem de quem? E por alma de quem? — tentei ironizar, calando prudentemente a minha surpresa pela erudição geopolitica do Rogério.
— Por mim - respondeu o rapaz. Ordens do Conselho, interpretando o Movimento a que pertenço.
— Do Conselho? — interroguei perplexo?
— De alguns membros do Conselho — explicou ele, tolerante. — Os mais jovens.
— Mas porquê você, Rogério? — comecei eu, jogando na divisão, e olhando cúmplice para a assistência. — Você, Rogério, tem um contrato magnifico, bem mais vantajoso do que o meu, ao que julgo saber. E, se se trata de promover uma renovação geracional, por que não dar o lugar à Dra. Júlia, muito mais preparada que você, caro Rogério, perdoe a franqueza.
— A Dra. Júlia faz parte da classe que deteve o poder, Dr. Santos, ou esteve perto dele, ou perto da geração do poder. As coisas mudaram, queira deixar essa cadeira.
Tentei protestar. — Cidália, tu que tanto protegi. — Fernando, que levei à conferência de Munique. — Serena, o que vai ser do teu projecto de doutoramento?
Levantei-me da cadeira. Igual às outras, afinal. Mas, pela colocação na sala e pelo uso que eu lhe dera, simbolizava a minha tíbia direcção. Se alguma coisa sei é a força que têm os símbolos. E também sei que em épocas destas é preciso respeitar gente como o Rogério e os membros mais jovens do Conselho. Tenho a pensão da minha mãe para defender — nem tudo está perdido.
16/10/10
Habemus pen
Este estabelecimento está a ficar assim para o bélico, mas é que sinto, no meu corpo, vestígios de uma substância proibida.Imagem roubada aqui.
07/09/10
Um blogue civilizado [e já agora, se isso interessa a alguém, adorável]
Não se fala da Casa Pia. É falta de educação falar da Casa Pia. Aprendemos isso rapidamente. Há coisas de que se não fala. Não se fala de sexo em frente das tias, não se fala à mesa, não se fala de mortos, não se fala da menina Abigail a queimar cartas no terraço depois do senhor da Siemens a ter deixado, não se fala das capas das revistas de coração, não se fala das telenovelas que aliás nunca vemos, não se fala da Diana Chaves, não se come dobrada, nem se fala das vísceras em geral e do recto em particular, não se fala dos pobres, nem da pobreza, nem do que dizem os pobres, nem dos remediados, nem se fala de dinheiro, não se fala da Casa Pia. Não se fala do Saramago, nem do Lobo Antunes, não se fala, não se fala. Não se fala da Casa Pia. Não se vem para aqui falar das crianças maltratadas. Isto é um blogue civilizado. Não se fala. Criança maltratada é coisa de motorista. Coisa entre motoristas e crianças sem família. Devia ficar entre eles. Ou com os excitados sem causa, sempre à procura de tema para a excitação. Nós não somos responsáveis pelo mal do mundo. O mal está na natureza humana. Nós sabemos que o mal existe mas não é por falarmos dele que mudamos o que quer que seja. Não se fala da Casa Pia. É tema para entreter a populaça. Não se fala.12/08/10
Não sou capaz de dar título a este post
Sakineh Mohammadi Ashtiani apareceu na televisão iraniana a "confessar" o seu crime. Entre as coisas mais sinistras que a obrigaram a dizer está isto [dirigido ao seu advogado]: Porque tornou público o meu caso? Porque atentou contra a minha reputação e dignidade? Nem todos os meus familiares e amigos sabiam que estava presa. Porque me fez isto?
Teme-se que o aparecimento público de Sakineh prenuncie a sua execução eminente.
Por isso, embora assinar uma petição contra a barbárie seja o mesmo que oferecer pérolas a porcos, se ainda não a assinou (o link está aí ao lado) faça-o. Se já assinou, use agora o seu apelido do meio [quando uma pessoa está prestes a ser morta à pedrada, eu, pela parte que me toca, estou-me a borrifar para a minha honestidade (e, no limite, para a inocência dela)].
"Alguns meios de comunicação relataram o drama de Sakineh Ashtiani, uma iraniana que, acusada de adultério, incorre na pena de lapidação.O jornal El País explicava em que consiste a pena, descrita em vários artigos do Código Penal Iraniano. Dispenso-me de transcrever essa barbaridade medieval embora pense que os iluminados relativistas de esquerda e de direita os deviam ter como leitura obrigatória e castigo da distracção estival. Seja como for: a lapidação é uma forma abjecta de tortura e morte e a penalização do adultério das mulheres uma marca do atraso das sociedades em que o islamismo é religião oficial. A vigilância da sexualidade das mulheres e o seu sequestro doméstico é uma das facetas da negação dos direitos das mulheres pelo Islão contemporâneo. A demissão dos políticos e dos intelectuais dos países islâmicos deste combate civilizacional e o medo ou o silêncio cúmplice dos ocidentais são dois aspectos da mesma questão, que assombra os nossos dias. Neste momento uma mulher cujo nome conhecemos e outras, anónimas, podem ser “enterrada(s) até acima dos seios” (art 102) e apedrejadas “com pedras que não podem tão grandes que matem ao primeiro golpe, nem tão pequenas que não possam ser chamadas de pedras” (art 104)."
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