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11/10/11

Grandessíssimas bestas!

Depois das aves raras do governo do defunto engenheiro terem dado luz verde para a destruição de parte da Linha do Tua linha que em qualquer país civilizado do mundo seria considerada património é a vez de a nova maioria aprovar o abate de milhares de árvores.
Estamos mesmo entregues às plantas*!

*(relembrando sempre Lewis Black: In my lifetime, we've gone from Eisenhower to George W. Bush. We've gone from John F. Kennedy to Al Gore. If this is evolution, I believe that in twelve years, we'll be voting for plants»)

09/09/11

O grau zero do pensamento ou deixem-me lá continuar de férias

Os meus pais ensinaram-me que a palavra vale tanto como a assinatura. Sei bem o valor de uma promessa eleitoral, António José Seguro, líder do maior partido da oposição em discurso considerado por alguns como fortemente crítico do governo.

Como é que chegámos a isto? Será alguma coisa na água?

02/11/10

Depois dos painéis solares faça chuva ou faça sol e mesmo à noite, Sócrates tira novo coelho da cartola: as mini-hídricas, senhores, as mini-hídricas!

Sócrates continua a surpreender-nos. Quando interrogado hoje no Parlamento sobre onde iria buscar os 500 milhões de euros que faltam no orçamento, o primeiro-ministro não falou de Chávez nem do Magalhães nem sequer dos portos de que tanto gosta. Falou de... mini-hídricas.
Para o ano, disse o engenheiro, com as mini-hídricas a funcionar gota a gota vai ser um vez que te avias. Nem a Alemanha nos agarra. Olaré.
[Sobre painéis solares que funcionam com sol, céu nublado, chuva e à noite ver AQUI. E desculpem-me insistir na coisa]
Imagem retirada daqui.

16/03/10

Ó Vitalino apanha as canas ou só vale a pena ler sobre política quando a política é tratada assim que o resto é maçada como diria o Pessoa

À hora em que Pacheco Pereira nos tentava dinamitar o cérebro com uma evocação de Rafael Bordalo e da sua sátira à Lei da Rolha, os congressistas do PSD aprovavam, com a pudica reserva dos futuros líderes, a pena de expulsão aos que ousem criticar os dirigentes. Ficam assim os cidadãos do PSD impedidos de falar. A medida seria perfeita se abrangesse os dirigentes. Um partido unido pelo silêncio é o que faz falta. Ainda não tinha digerido a pérola estatutária já o senhor Vitalino Canas se apressava a comentar. Daqueles comentários pomposos e circunstanciais, com a bandeira do Rato atrás e boquinha de virgem ofendida. O senhor Vitalino, quebrando a regra não-escrita de que partido não se pronuncia sobre a vida interna de partido ― que é a contrapartida institucional do saber popular que ensina a não nos metermos entre marido e mulher mesmo quando se ouvem gritos ― veio evocar a liberdade e o 25 de Abril. Acontece que, pelo menos desde que mataram a Rosa Luxemburgo, não me lembro de ter visto um socialista a criticar a cúpula dirigente.
DAQUI, naturalmente.