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05/03/10

Notícias de Paris (III): Luís Buchinho

26/02/08

A West Coast à conquista de Paris ou: Há tipos com uma sorte do caraças. Chegam aos sítios e dão logo com as coisas

A razão do título deste post está na seguinte notícia: o ministro da Economia, Manuel Pinho, entrou este sábado numa loja de Paris, ouviu franceses a falarem de estilistas portugueses, e declarou-se convicto de que a moda está a ajudar a mudar a imagem de Portugal além-fronteiras. (...) Foi nas compras (...) que Manuel Pinho ouviu franceses falarem «espontaneamente dos criadores de moda portugueses».
Longe de mim duvidar da palavra de um Ministro, mas não terá Manuel Pinho feito confusão com os nomes? Por exemplo, alguém falou em Alberta (de Ferretti) e ele percebeu Fátima (de Lopes) [isto em pronúncia francesa (leia-se alberrtá e fatimá), e com toda a gente aos gritos a atirar-se ao último saco da Prada é bem possível de acontecer]; ou então alguma parisiense que exclamou «J'adore tout ce qui est Gaultier» e, no seu desejo inconsciente de ser amado, Manuel Pinho ouviu «J'adore tout ce qui est portugais».
E perguntarão agora os eventuais leitores deste post: «Mas se o Ministro, ficámos a saber, é fã confesso da moda nacional, porque é que foi a Paris às compras?»
Não sejam maldosos. As compras foram apenas um desvio recreativo. Manuel Pinho foi a Paris trabalhar. A saber: assistir ao desfile de Fátima Lopes organizado pelo Portugal Fashion (associação subsidiada, entre outros, pelo ICEP), no âmbito da Semana de Prêt-à-Porter Paris, e divulgar, já que lá estava, suponho, o «Portugal Europe's West Coast».
Em boa hora o fez. Sentado no desfile da amiga, Paulo Coelho, o brasileiro alquimista, rendeu-se à campanha e, dizem, prometeu divulgá-la em breve naquele canal de cabo esotérico onde se está sempre a ouvir uma voz a dizer: Abra a sua mente!
Face a tanta modernidade, pro-actividade, excelência e rigor nos resultados, três singelas perguntas:
1. Porquê Fátima Lopes para representar Portugal quando, é unânime, a sua roupa é do menos interessante e elaborado que se faz em Portugal?
2. Porquê Fátima Lopes e não Luís Buchinho, um criador com provas dadas, e até agora presença habitual da Semana de Moda parisiense?
3. Enfim, e como diria o capitão Archibald Haddock: bougres de faux jetons à la sauce tartare, porquê a West Coast?!