14/07/07

Melodramas inesquecíveis

Deus sabe quanto amei, no original, Some came running
Ano: 1958
Realizador: Vincente Minnelli
Intérpretes: Arthur Kennedy, Martha Hyer, Shirley MacLaine, Dean Martin, Frank Sinatra
E tudo se poderia resumir aquele momento em que Dave (Frank Sinatra) lê um conto escrito por si a Ginny (Shirley MacLaine), e perante o seu comentário elogioso, a acusa de não ter percebido nada: «No, I don't. But that don't means I don’t like the story. I dont understand you neither, but that don't means I dont like you. I love you, but I don't understand you. What's the matter?»

5 comentários:

manuel disse...

Podias ter deixado também uma saquinha de lenços ó! Se o amor não é isto então não sei que seja :)

manuel disse...

Costumo associar esta parte do filme com esta música (há uma versão linda da Doris Day com o Andre Previn, mas o Tom Waits também podia espancar esta música, não sei se já o fez):

Fools rush in
Where angels fear to tread
And so I come to you my love
My heart above my head

Though I see
The danger there
If theres a chance for me
Then I dont care

Fools rush in
Where wise men never go
But wise men never fall in love
So how are they to know

When we met
I felt my life begin
So open up your heart and let
This fool rush in

João Lisboa disse...

Manuel, olha aqui:

http://lishbuna.blogspot.com/search/label/Vincent%20Gallo

fermarpin disse...

Vamos por partes :
a) Utilizar este espaço para enviar cartas não é pecado ?
b) Gosta de Henri Rouseau ? Há literatura naïve ? Se gosta de Henri Rouseau e aceita a ideia de haver literatura naïve (boa), então dormirá bem esta noite se ler atentamente ao deitar uma porção de crónicas de Mauro Castro – dormirá bem e bendirá quem lho apresentou. Mauro Castro está para a literatura como Henri Rousseau está para a pintura.
c) Com pouca confiança em si, eu já tinha ido procurar Georges Pérec na Enciclopédia Britânica, e ficara muito decepcionado por vê-lo ser frequentador de áreas chères à des habitués fous comme Raymond Queneau (de quem comprei há uns dois anos, na FNAC do Cascais Shopping, Les fleurs bleus e Exercices de Syle, e ainda hoje choro o dinheiro que gastei - €4,46 d €2,97, respectivamente).
d) Como é possível que Georges Pérec tenha também um texto lindíssimo chamado «Je me souviens» - um comovente hino à memória e às memórias ? Estou precisadíssimo de textos lindíssimos. Lá vou eu outra vez à FNAC gastar dinheiro. Espero encontra-lo em francês numa edição baratinha. Em francês para fugir da tradução – eu entendo-me bem com essa língua. Até se dá o caso de eu aqui há uns anos atrás ter escrito um conto que se chama Promenades avec Jean-Claude et Marguerite – La Noël de l’Oiseau Exotique (repito “La”). Trata-se de littérature naïf, pois claro.
e) Com aquele meu “Je me souviens bien, il y avait du soleil au Tamaris” encontrei a bienveillance. Só Deus sabe como eu andava há tantos anos à procura dela ! Para não me alongar mais a falar da guerra de Espanha (nunca se sabe) não meti lá um pormenor “altamente significativo” : A carapinhada podia ser de morango ou de ananás. Os copos eram altos. Havia quem pedisse, num copo, metade de cada qualidade sem misturar. A parte debaixo do copo vinha numa cor e a parte de cima na outra cor. Era uma homenagem aos nacionalistas em guerra em Espanha... Ai, valha-me Deus !...
f) Vou ler atentamente o poema do Alexandre. Vi-o na TV uma vez ou duas e sinto que era uma boa pessoa. Compreendo que gosta muito dele.
g) Esta noite dormirei bem.

FMP

manuel disse...

Obrigado João. Eu ainda não vi o filme (sei que isto é crime), mas agora fiquei ainda mais curioso.