13/03/11

Só para pôr as coisas em perspectiva: a Helena Matos será formada em astrofísica ou assim?

Há uma suficiência tipicamente portuguesa assim como há uma incultura tipicamente portuguesa. Andam quase sempre de mão dada, como bem topou o Jorge de Sena já lá vão, portanto, uns aninhos.
Mais recentemente, o episódio Leopoldina protagonizado por Miguel Sousa Tavares comprova bem o quanto as moscas mudaram mas a merda nem por isso.
Para manter a lista actualizada, temos agora a intrépida Helena Matos a vociferar contra “Os filhos de Boaventura e @ gauche-caus@-modalisboa-lux” (título que, como a própria diria, é todo um programa).
O texto começa assim: Doutores em sociologia e relações internacionais, que tiveram bolsas de mestrado, bolsa de doutoramento, manifestam-se agora porque querem um contrato de trabalho que respeite as suas qualificações.
Se não fosse Helena... Helena, eu diria: é de homem!
Porque se também eu me espantei com a formação académica de um dos organizadores do protesto “Geração à Rasca” (licenciado em Relações Internacionais com mestrado em Estudos sobre Paz e Conflitos em África...), nunca por nunca ousaria enfrentar com tanta coragem e músculo as hordas de sociólogos que ontem saíram à rua.
Já agora, e sem querer entrar na polémica (deus me livre de polémicas!) sobre as “duas culturas” (Letras versus Ciências), perguntava, dado o patente desprezo de Helena pela sociologia e/ou relações internacionais (está mais do que no seu direito...): a senhora é formada em quê?
Engenharia aeroespacial? Econometria? Nanociência? Ou, quiçá, em "Medicina Quântica"?

6 comentários:

fallorca disse...

Digamos, tem «poderes»...

Helena disse...

já ontem me tinha ocorrido pergunta semelhante ao ler a sua crónica no Público sobre estes arrivistas jovens (bom, não foi bem esse o nome que lhes deu) que querem comer à mesa do Estado: quanto do dinheiro que a Helena Matos ganha vem do Estado? Por exemplo, quem lhe paga os trabalhos de consultoria e pesquisa histórica para a RTP?

James disse...

Se estou bem lembrado, a referida era do MR, e como todos os MR's que nos 'visitavam' no IST p'ra botar faladura, os "nossos"n eram entre o gago e o inarticulado, coitados... e eram só uns 14 ou 15.
Ainda me lembro da conversa: («Pah, a gente não sabe falar, importas-te que venham os 'camaradas' -- elencados abaixo -- aki defender as nossas propostas ?»
Eu aquiesci, faxer o quê ?)
Eles/elas eram de Direito, o Barroso, o Garcia Pereira, a MiZé M. -- o Zé Luís S.S. não se prestava a esses fretes, nem me lembro muito da fulana, mas 'a minha malta' sim.
Portanto se calhar a dita é capax de ser de Direito, Lxª.
Só depois é que terá 'virado' jornalista.

jaa disse...

A questão da formação da Helena Matos não é especialmente relevante. Presumo que ela não conteste o direito das pessoas tirarem o curso que muito bem entenderem. A questão é que quem tira certos cursos deve aceitar o risco de, uma vez saído da universidade, ter (ainda) menores probabilidades de arranjar emprego do que quem opta por cursos da área tecnológica, e não exigir que o Estado lhe arranje emprego por decreto. Afinal, há muito que deixou de ser novidade que certos cursos, por muito válidos que sejam (deixemos de lado aberrações como a que você menciona), não proporcionam grandes saídas profissionais.

fallorca disse...

Nasce direito e entorta; é a vida...

luis reis disse...

A Sra. não era aquela pessoa de cabelo empastado, que foi apresentada "às massas intelectualoides",nos anitos 90, na RTP2? Foi pela mãozinha da Sra. Maria João Seixas, era um programa onde havia uns whiskies á fartazana, que um "monárquico", emborcava que nem uma esponja...
Pois é, vêem o que faz quando se lava o cabelo e se vai muitas vezes ao cabeleireiro? Não? Ora, começa-se a dizer mal do Estado e a dar consultadorias prà RTP....ouviste, oh António Barreto!Tu também meu lindo....