17/03/09

Que discriminem positivamente a Margarida Moreira e a metam num contentor a aprender português são os meus votos

A polémica sobre os alunos ciganos alojados em contentor próprio, trouxe de novo à liça a inenarrável Margarida Moreira. Independentemente das tricas partidárias que envolvam o assunto, o que me encanitou nesta história foi a conversa da discriminação positiva e da integração social. Fala Margarida Moreira da especificidade do grupo e de que seriam alunos que tinham fugido à escola.
Pergunto eu: mas, nesse caso, não seria mais eficaz aplicar-lhes uns triângulos castanhos para não repetirem a graça?

10 comentários:

João Lisboa disse...

Nos últimos tempos, tenho visto tantas histórias jornalisticamente mal contadas, quando não literalmente aldrabadas (nos jornais e TV) que não consigo ter opinião segura acerca desta... porque até pode ser algo de nada reprovável.

Misturar miúdos de 14, 15 e 16 anos (suponho que é o caso) com outros de 10 e 11 do 2º ciclo, em nome da trafulhice criminosa da "escola inclusiva" - aqui havia pano para muitas mangas e vários posts quilométricos - é, habitualmente, a piedosa receita certa para o desastre. Quer se trate de ciganos, negros, brancos ou azuis. E, muitas vezes, aterrados pelo pavor da recriminação politicamente correcta, há quem fuja a fazer aquilo que é obviamente necessário e sensato.

Por outro lado, do que me apercebi, estes miúdos só têm aulas (que, para servirem de alguma coisa hão-de ser forçosamente diferentes das dos outros) à parte - no recreio, convivem com todos os outros, não estão segregados em nenhuma jaula.

Mas precisava de conhecer a história em 1ª mão...

Táxi Pluvioso disse...

Nã nã. É necessário aumentar os impostos para que se construam escolas (e casas idem) decentes. É escandaloso que os portugueses paguem tão pouco. E depois a inclusão é o que se vê.

Claro que alunos com características culturais diferentes, com necessidade de profs treinados, têm que ter espaço próprio, mas esse espaço não pode ser um contentor (nova mentalidade lusa antigamente chama-se pré-fabricados), tem que se amplo, arejado, com arte pendurada nas paredes.

Cristina Gomes da Silva disse...

Ana Cristina, em muitas escolas, cujos edifícios principais estão a sofrer remodelações, estas situações acontecem e muitos dos contentores têm melhores condições do que muitas salas de aula, se eu pensar nas minhas, então...frio, calor, humidade. O problema não é o contentor é o isolamento destas crianças, e a segregação espacial, social, escolar, da vida, enfim. Mas também pode acontecer como diz o João Lisboa - níveis e idades diferentes não devem ser misturados - Há pouca informação sobre o assunto, mas Barqueiros foi já foi palco de atitudes segregacionistas no tempo do governador civil Pedro Vasconcelos, se não estou em erro. A verdadeira escola inclusiva não está a passar por aqui, não sabemos fazer, não sabemos pensá-la e isso é que é problemático. Mas a sociedade portuguesa é pouco inclusiva, é medrosa, tem medo do outro e convive mal com o que é diferente. Assim, a escola dificilmente será diversa da sociedade que a cria. Há, no entanto, exemplos muito bons que deveriam ser ampliados. Tenho dúvidas se será com estes profs. e com estes dirs. regionais. Abraço.

Firefly disse...

Não desfazendo nenhum dos comentários anteriores e consciente de que a bota não baterá com a perdigota, pergunto:

Porquê triângulos castanhos?

Com um espectro de cores tão amplo a escolha do castanho parece-me tão... castanha.

fallorca disse...

Triângulos castanhos... talvez pudor mal disfarçado de sobrepor dois com os vértices opostos, brandos e aciganados costumes

Ana Cristina Leonardo disse...

obrigada fallorca

F disse...

Escola da Ponte

lili_one disse...

Discriminação positiva?!
Esta mulher devia ser internada!

Anónimo disse...

Perdoem-me os modos e a interrogação, mas tenho de a fazer: quando é que esta puta é posta na rua?

Anónimo disse...

... refiro-me, claro, à moreira :X