20/01/08

Parece que o mundo tem mesmo outras preocupações além das relacionadas com os cigarros e o fitness

O candidato ultranacionalista de direita Tomislav Nikolic foi o vencedor da primeira volta das eleições na Sérvia, com 39,4% dos votos contra 35,4% do moderado Boris Tadic. Em Fevereiro é o tira-teimas.
Até lá, a pobre da Eslovénia há-de continuar com o dossier escaldante do Kosovo no regaço. E para se ficar a perceber um pouco mais do assunto, enquanto fumamos ou não fumamos um cigarro, porque não clicar aqui?

7 comentários:

Milú disse...

Longas divagações caricatas com pouca substância e umas “raspas” de realidade:

Vamos supor que a imigração galega para o Minho tinha continuado depois do séc. XIX, quando chegou a ser de alguns milhares e que, cem anos depois, representavam 70 por cento da população da província minhota.

Segue-se um período de turbulência na Ibéria, com a Bascos e Catalães a alcançarem a independência, com apoio directo da França e da Itália, e indirecto da Alemanha e do Reino Unido (por causa de Gilbraltar). Os galegos não são muçulmanos como os kosovares albaneses, mas querem a independência do que passam a chamar Galiza Sul, com fronteiras no rio Minho e no Douro.

Para realizarem o velho sonho da Grande Galíza/Grande Albânia, conseguem o apoio da NATO, que bombardeia a nossa querida província (e Lisboa/Belgrado) e dá cobertura à limpeza étnica de 30 por cento da população portuguesa/sérvia que ainda lá vivia.

A independência da Galiza Sul está por um fio e os portugueses perdem Braga (símbolo religioso da sua identidade) e Guimarães (símbolo da conquista militar do seu território e berço da Nação).
D. Afonso Henriques dá voltas e espuma de raiva no túmulo em Coimbra… se este não for o dele, dará noutro.

Mais: como os Galegos/Albaneses representam 20 por cento da população das Astúrias/Macedónia exigem um aprofundamento dos direitos autonómicos que já têm e vêem a independência da Galiza Asturiana/Albanesa Macedónia ao virar da esquina. E desta vez, talvez nem seja preciso a NATO.

Ora, os 500 mil Galegos/Albaneses que vivem no norte da província de Castela y Leon/Grécia também querem juntar-se aos seus e já estão de “espada desembainhada”, com a retaguarda bem protegida.

Afinal, parece que o sonho de Henver Hoxa de criar a Grande Albânia – o Farol da Humanidade – é viável e está prestes a tornar-se realidade.

E talvez ela ainda venha a ser maior e mais forte do que o Hoxa esperava, pois está numa região charneira para os eixos euro-árabe e euro-africano e pode vir a ter um poder muito superior aos dos seus vizinhos numa zona hiper-conturbada.

Isto é uma ficção de muito baixo gabarito, mas enquanto a escrevia estava a tentar perceber um pouco melhor o que se passa naquele quintal que fica logo a seguir ao da Itália. Confesso que o nevoeiro da incompreensão ainda ficou mais denso.

Só duas pequenas notas:
- os muçulmanos albaneses integraram-se entusiasticamente nas fileiras nazis.
- até pode parecer que não gosto das gentes daquelas bandas. Não é verdade: sou fã de Nero Wolf, montenegrino.

Ana Cristina Leonardo disse...

Milú, este comentário merece, pelos menos, um ano de bicas à borla, supondo que toma bicas... Muito obrigado por ter passado na Pastelaria. Uma pergunta: posso transformar este comentário num post?

Milú disse...

Obrigado! Tomarei com muito gosto essas bicas, acompanhadas dos respectivos cigarros, nesta Pastelaria onde a tertúlia é da melhor nata e bem animada, sempre ao ritmo da criatividade, da qualidade da escrita e da fina ironia da “gerente”.
Quanto ao “comentário”, não será um pouco “tolo” para “post”? Deixo ao seu critério.

Anónimo disse...

Não preferem dizer obrigada?

Ana Cristina Leonardo disse...

tem toda a razão o anónimo: as senhoras devem dizer obrigada.

João Ventura disse...

Ana, no que me toca prefiro ir lendo «A ponte sobre o Drina», de Ivo Andric, que comecei ontem e me parece belíssimo. Talvez no final, por acréscimo, perceba alguma coisa mais, não do Kosovo, mas da Bósnia. Proximidades.

Ana Cristina Leonardo disse...

João, esse livro belíssimo explica tudo! Explica certamente a Europa e, em particular, a região dos Balcãs, com a sua diversidade extraordinária. Ou que era extraordinária...