Marta Temido a dizer coisas, perdão, a pedir desculpa.
25/11/21
24/11/21
TEMIDO: a ministra que não se enxerga
Para além de não saber falar, para além do nariz empinado, para além do "sou muito querida, desde que não me contrariem", para além de ser o género de pessoa que em vez de cães diz canídeos, para além de ser uma burocrata encartada quais serão as qualidades desta criatura?
23/11/21
O PAÍS ONDE ATÉ OS BANDIDOS SÃO DE PLÁSTICO
Rendeiro diz à CNN que tem saudades da Maria e das suas cadelinhas e o Presidente da República comenta.
Era só.
19/11/21
18/11/21
12/11/21
DIAMANTES ANEDÓTICOS
Nem a gamar diamantes conseguimos ser sérios...
Diamantes apreendidos pela Judiciária valem apenas 290 euros
A MEDITAÇÃO DE SEXTA NO PÚBLICO
«...Todos já passámos pela experiência de entrar num transporte público e dar de caras com os narizes dos passageiros afundados nos ecrãs luminosos dos telefones inteligentes, alheados do que se passa à volta, talvez até falhando a almejada paragem. E se a pergunta: “haverá hoje quem tenha tempo (e q.b. de concentração)…”, etc., etc., era na realidade retórica, estava disposta a apostar que os referidos passageiros não vão absortos em haikus que, no que toca ao número de caracteres, ainda são o que conheço mais parecido com um tweet. (cont.)
09/11/21
Alguém falou em empreendorismo funerário?
CRE.MAR: porque a morte é certa, um investimento seguro.
Startup CRE.MAR foi a vencedora do Road2 da WebSummit.
«Eu sou porque tu és»: não, não é Pedro Chagas Freitas, é filosofia ubuntu
Ministro da Educação sublinha importância do ubuntu para o sucesso escolar e humano (naturalmente)
05/11/21
03/11/21
AINDA NÃO ESTAMOS TODOS IMBECIS EMBORA QUASE
Num mundo em que é possível um camelo vir dizer publicamente que tem dinheiro suficiente para acabar com a fome no mundo, há pequenas decisões que nos animam, mesmo se apenas até à próxima alarvidade.
JUSTIÇA ISRAELITA bloqueia venda de artefactos nazis usados para tatuar prsioneiros de Auschwitz
10/08/21
08/06/14
06/06/14
28/05/14
11/05/14
Quem se mete com a poesia leva...
07/05/14
05/05/14
29/04/14
Os que vão morrer, te saúdam!
Por cá, tivemos o Salgueiro Maia mas, ainda assim, há quem ache que nunca fiando...
“O caso do Salgueiro Maia é um caso comovente, para nós portugueses e para nós sociedade foi um bem ele ter morrido. É muito cru dizer isto, para a família e para ele é uma infelicidade, mas nós precisávamos de um puro. (...) Se ele continuasse a viver não sei se aguentaria isso. Não é possível tanta aspiração de beleza e de pureza numa figura viva”, resumiu cruamente Lídia Jorge, naquilo que poderá ser interpretado como uma defesa do axioma “um herói bom é um herói morto”, e isto apesar de Tolstoi se ter fartado de escrever romances que provam o contrário.
Claro que Tolstoi só há um e mais nenhum, mas se o cinismo entretanto não nos matar a todos, e a descrença não nos liquidar de tristeza, alguns estarão cá para os festejos, portanto, daqui a 10 anos, mas daqui a 100, pevides.
Daqui a 100 talvez nem haja Portugal, conforme apontam as estatísticas da nossa escassa reprodução, cumprindo-se por essa via (ínvia?) o desabafo de Sena: “O nosso problema não é salvar Portugal, é salvarmo-nos de Portugal”.
O tempo, esse grande escultor, aproximará ainda mais o 25 de Abril do 5 de Outubro, mandando para o galheiro da História as declarações pomposas de Luís Montenegro (que, aliás, tinha um ano e usava fraldas no 25 de Abril): “Isto não é o 5 de Outubro na Praça do Município”, justificando assim o inconseguimento de não deixarem falar os militares de Abril na Assembleia da República, e eu se fosse militar também me chateava, pá e mandava o Luís Montenegro mudar de fraldas (citando naturalmente Eça...), já que a ingratidão é uma coisa muito feia e esta coisa do “25 de Abril é de todos”, como disse o ministro da Defesa, pode cair muito bem num salão 40 anos depois, mas o facto é que alguém teve de dar o corpo ao manifesto que não se foi lá por geração espontânea nem por obra e graça de nenhum soft power sagrado.
24/04/14
20/04/14
Isto não é uma parábola pascal
Era eu menina e moça e fui visitar durante o Verão o Bom Jesus de Braga, na companhia de uns amigos dos meus pais que costumavam passar férias no Norte. Mais ou menos a meio da escadaria do Santuário, tropeço, quase literalmente, numa crente muito velha que subia os degraus de joelhos, ladeada por duas jovens que iam a pé agarradinhas cada uma ao seu rosário. Os joelhos da velha sangravam e o ar parecia-lhe custar a sair, ou a entrar, dos pulmões. Tive uma reacção puramente física de indignação, ou seja, a cena provocou-me vómitos.
Na minha inocência de menina e moça, o que mais me custava entender era o facto de as duas jovens parecerem não se importar com o sofrimento da crente, caminhando impávidas e alheadas a seu lado, como se não fosse nada com elas. Não me aguentei, e fui tentar ajudar a velha a levantar-se. Naturalmente, a velha não queria levantar-se.
Gerou-se pois uma grande confusão, os amigos dos meus pais tiveram de intervir, mas do que nunca mais me esqueci foi do ar desvairado e acusatório de uma das acompanhantes que gritava que agora a avó (era a avó) tinha de recomeçar tudo de novo, lá de baixo, porque eu dera cabo da promessa!
Vá lá uma menina e moça encher-me de boas intenções para ajudar o próximo!
Serviu-me de lição. Na realidade, duas. Nem sempre quem te quer bem te faz bem, e quando e se fizeres bem prepara-te para levar porrada em troca. São duas lições que me têm sido muito úteis ao longo da vida.
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