28/08/11

Coisas boas


6 comentários:

miguel. disse...

chega sexta-feira às Livrarias...

Carlos Azevedo disse...

Devo dizer que discordo de algumas (não assim tão poucas) ideias que Martin Amis defende nestes ensaios, mas fizeram-me pensar -- e acompanhar o pensamento dele, por si só, é uma coisa fascinante. Que mais se pode pedir?

Ana Cristina Leonardo disse...

Carlos, estou de férias mas até que gostaria de debater essas ideias com as quais não estás de acordo. Só porque eu concordo com quase tudo ou, pelo menos, com o essencial

Carlos Azevedo disse...

Ana Cristina, não me expliquei bem: concordo com o essencial, mas há algumas coisas (de pormenor, se posso dizer assim) com as quais não estou de acordo e outras tantas para as quais não tenho resposta (ou seja: não sei se concordo ou discordo). Dou dois exemplos: a citação de Saramago (p. 75) não sustenta, quanto a mim, a acusação que Amis lhe efectua (eu subscrevo a afirmação de Saramago), embora eu compreenda onde Amis quer chegar; a descrição do episódio no aeroporto de Montevideu (p. 80) é auto-indulgente (a auto-indulgência repete-se aqui e ali, mas confesso que faz parte do charme do autor). Neste momento estou a reler com mais calma (a primeira leitura foi de uma assentada) -- sei que parece pedante (em Portugal toda a gente está sempre a reler alguma coisa!), mas é mesmo para compreender melhor.

Caso esteja a ser o caso, continuação de umas excelentes férias!

Ana Cristina Leonardo disse...

Carlos, aqui para nós que ninguém nos ouve eu nunca concordo com Saramago (neste caso ainda mais porque, como o Carlos, tb. eu percebo onde o Amis quer chegar). Quanto ao charme, de facto, ele tem muito.
(e tb. o meu tom é vagamente auto-indulgente derivado talvez a continuar de férias...)
Abraço

Carlos Azevedo disse...

Ana Cristina, entretanto, terminei a releitura e li a sua/tua (tenho sempre dúvidas em relação ao tratamento mais adequado, algo que também me sucede frequentemente quando estou frente-a-frente -- sorte têm os betos, que tratam toda a gente por "você") recensão no Expresso. Sim, é um excelente livro; sim, concordo com o essencial (ou seja, com as ideias; por vezes, discordo do tom e de um ou outro pormenor); e sim, há muito quem confunda tolerância com relativismo.

[Quanto ao tom vagamente auto-indulgente, também faz parte do seu/teu charme. :-)]

Abraço.