22/05/09

Detesto repetir-me mas com ou sem acordo ortográfico ainda há uma coisa chamada língua portuguesa

"No computador Magalhães (como é frequente na maioria dos computadores que se adquirem) trás consigo um amplo conjunto de software e aplicações."
[frase retirada de página do Ministério da Educação obscuramente intitulada Workshop "e-escolinha": usar as TIC no 1º ciclo... e é verdade que as coisas em "inha" sempre me irritaram]
Não sei se já reviram as asneiras do Magalhães, mas as citadas acima continuam online [estas e mais aqui, a partir daqui].

10 comentários:

Anónimo disse...

Eu ainda não tinha visto os erros da bimby... normalmente até tenho prazer em gozar com flops do governo, mas confesso que só dá vontade de chorar ao imaginar que as nossas crianças acedem àquela merda e acham que é assim que se escreve, ou, pior ainda, ficam com a sensação que a língua e a educação são o que é menos relevante, importante é ter um computador. Mas que grande filho da puta, este Sócrates. Não tem outro nome.

Pipoca disse...

Poxas...
"Pega as imagens na esquerda e mete-las nos pontos vermelhos", depois "Puxa e Larga as peças no bom sitio" Oh pá... porreiro, explicado assim já percebi!!

Juro que se não viesse do Expresso eu não acreditava!!

Anónimo disse...

Mais grave do que erros ortográficos (elementos presentes no processo criativo de escrita de qualquer ser humano)é o tempo dedicado à identificação dos mesmos. Porque não se dedicam antes ao voluntariado?

Como irrita esta caça desmesurada ao erro. Pobre dos alunos e internalizam esta inibição para a acçãop, encerrando a criação em si mesma.

Ana Cristina Leonardo disse...

Pobre dos alunos e internalizam esta inibição para a acçãop, encerrando a criação em si mesma.

Esquece-se o anónimo que os erros não são dos (pobres dos) alunos mas de quem é suposto garantir-lhes educação; ortografia incluída

Táxi Pluvioso disse...

Se calhar é preciso fazer uma coisa muito portuguesa à língua: um resert...

MdS disse...

Caro(a) anónimo(a), isto é voluntariado!
Trata-se de, sem quaisquer ganhos patrimoniais ou pessoais, contribuir para a correcção dos disparates, da lavra dos nossos governantes, que por aí abundam.
Não sei se não terá sido por influência destes posts, mas a verdade é que o texto da página em causa já foi corrigido.

Já agora, ainda imbuído do espírito de voluntariado, devo dizer-lhe que espero, sinceramente, que não tenha responsabilidades na educação, porque a sua frase, "Pobre dos alunos e internalizam esta inibição para a acçãop, encerrando a criação em si mesma.", à falta de melhor classificação, é medonha e imperceptível, razão pela qual, nem ouso corrigi-la!

Isto não é novo, sabe? Uma vez, há algumas décadas atrás, mantive uma acesa discussão com a, então, minha professora de história, mantendo eu (apoiado pela turma) que a palavra proibido se escreve assim mesmo e, aquela, que se escreveria "poribido". A contenda só terminou quando, à revelia das instruções da senhora professora, saí da sala de aula e fui requisitar um dicionário à biblioteca.
O que a mim me assusta é pensar que, a continuar assim, dentro de pouco tempo, não haja nenhum aluno nas nossas escolas, com conhecimentos de português suficientes para manter uma discussão deste teor.

Anónimo disse...

Mais assustador ainda será pensar que o aluno não somente se mostraria incapaz de ir buscar o dicionário como preferiria gravar a braguilha aberta da professora com o seu telemóvel de última geração.

A educação, hoje, resume-se a pouco mais do que isso.

Anónimo disse...

eu tinha um professor de matemática que dizia "facem lá o exercício", mas lá está, era professor de matemática, e até nem era dos piores.

Mas não pretendo transformar isto num argumento para coisa nenhuma, estava só a partilhar.

Pipoca disse...

Aos anónimos das nossas vidas...

Vivam os erros... Bora errar... é giro!!

Ana Cristina Leonardo disse...

Anónimo do "Pobre dos alunos e internalizam esta inibição para a acçãop, encerrando a criação em si mesma": Corrigiram o verbo trazer!!!! Vivam, pois, os blogues caça-erros! Antes isso do que dedicar-se à bufaria, não acha?