03/03/09

Com mais ou menos patine, do estilo puro e duro de pato bravo à West Coast, o país real começa e acaba sempre por um negócio de cabritos

Quando, em 2006, Carolina Salgado lançou o Eu, Carolina houve quem visse no livro uma arma apontada ao coração do machismo e na própria um exemplo de coragem para as «mulheres seviciadas». Eu, confesso, não vi ali nada disso.
Como se comprovaria, aliás, com essa espécie de filme chamado Corrupção, nem o Pinto da Costa era o Robert De Niro nem Carolina Salgado a pobre da Sharon Stone (e já estou a falar agora do Casino de Scorsese).
O tempo passou. Devagarinho, para o Apito Dourado. Mas hoje houve desenvolvimentos: à saída do Tribunal de Gaia, um grupo de populares ― segundo a notícia maioritariamente mulheres e eu acredito ― juntou-se para apupar Carolina. Uma delas deu-lhe um estalo.
Notícia puxa notícia, não fora esta cena edificante e ter-me-iam escapado as recentes declarações de Avelino Ferreira Torres, também ele ligado ao mundo dos futebóis e também ele a ser julgado: o início deste processo começou com um negócio de cabritos.
E, assim, entre cabritos e alterne mais a patine Courbet, lá vamos assistindo ao glam da Europe’s West Coast .

5 comentários:

fallorca disse...

Ou seja, estamos na máior, carago!

lili disse...

A senhora que deu os estalos à Carolina é bocado lenta, só agora é que se lembrou de tal coisa...

Reparou no nome deste procurador que o Avelino Torres quer processar: Remízio Melhorado ?

Ana Cristina Leonardo disse...

Remízio Melhorado - há nomes que são todo um programa!

Milu disse...

Gosto muito de ler. Sempre me conheci com este gosto! Tenho lido imenso e desde criança,como não tinha brinquedos lia, nesses tempos ainda sob a luz de um candeeiro a petróleo.
Não leio livros por serem deste ou daquele autor, desloco-me à biblioteca e escolho ao acaso. Gosto mais de alguns, é certo! Mas ainda assim tenho para mim que cada livro é um mundo por descobrir, no entanto, o livro de Carolina Salgado só o leria se fosse paga para isso, por prazer ou por curiosidade, nunca! Não gosto do estilo, nem de certos outros que por aí andam, escritos por pessoas conhecidas e que por isso, foram convidadas para o fazer! Há pouco tempo tive um desses na mão, nem com boa vontade conseguiria lê-lo, pu-lo de lado, considerei-o uma ofensa à inteligência.

Táxi Pluvioso disse...

Os lusos são assim. Foi Salazar, o amado líder, que os lançou no mundo.