28/07/08

Oh pá, não me lixem!

O inspector poderá ser do género de palitar os dentes à mesa e andar de pêlos peitorais saídos. Também dou de barato que todos somos inocentes até se provar o contrário. Mas uma história que mete a Cherie Blair e uma T-shirt exibida desta forma, cheira-me a esturro por muito parolo que isso seja.

6 comentários:

Ademar Santos disse...

Anime-se!
O Amaral até vai escrever a continuação da grande saga.
E não se zangue tanto com o universo, que ele está distraído!...
Coragem!

manuel disse...

http://www.youtube.com/watch?v=dqpQFJ4XZSM

Sublime momento poético.

manuel disse...

museu da poesia:

http://www.museudapoesia.com/index_1024x768.htm

informação sobre o dito museu:

http://senhorchanguito.blogspot.com/2008/07/da-srie-cuidado-com-o-co.html

alex disse...

uff, pensei que era só a mim que isto cheirava a esturro!

Ana Cristina Leonardo disse...

Obrigada Manuel!

Táxi Pluvioso disse...

O que chateou foi a bófia não completar o seu serviço. Muito bom serviço, como já nos habituou. Vai contra o meu nacionalismo. Não consigo conter a minha revolta. Os criminosos precaveram-se e não foi possível imputar-lhes o crime. Não se faz.

Nem sequer foi possível encher a cara dos criminosos de tabefes. Como foi feito, e muito bem, com a Leonor Cipriano. Os polícias são homens como os outros, gostam de fazer o gosto ao punho, e neste caso tiveram de se reprimir. Nem sequer puderam dar um calduço, tão português como o pastel de nata, o computador Magalhães ou a lata de atum Bom Petisco. Um clássico nas esquadras. Das vezes que fui preso, agredido com substância não fui, mas o do carolo, não escapei.

O livro do inspector Amaral devia ser publicado na colecção Rififi. Nota-se que leu os clássicos. A cena da negociação de um pedido de resgate (revelou-se depois ser falso) é literatura-prima. O clima nas instalações da PJ era de cortara à faca. Os inspectores roíam as unhas, fumavam cigarros, tamborilavam as secretárias, o McCann ria ao telemóvel e chuchava um chupa-chupa, na desportiva - isto é Chandler.

O inspector está de parabéns. Revelou-se do mais moderno que há. Na esteira dos ex-empregados da administração Wbush, que, quando saem, publicam livros sobre como eles eram os maiores, e mais esclarecidos, na corte do rei escorpião. E, na apresentação do livro, no Corte Inglés, as velhotas, que trabalham como público nos programas da manhã da TV, deram-lhe razão, esgadanhando-se por um autógrafo do novel autor.