16/10/07

Causas Justas

Esclareça-se. Se fosse a favor da pena de morte - o que não sou - o abuso sexual de crianças constaria da minha lista de crimes capitais. Acrescente-se. Num caso desses, a justiça por mãos próprias não me causa arrepios, nem na espinha nem na moralidade.
Posto isto: uma coisa sou eu, outra coisa é o Estado.
No início deste mês, a Interpol tornou pública a fotografia de um indíviduo de nome «Vico» que há anos anda a fazer circular na NET imagens de si próprio a abusar de crianças. O apelo para a localização do homem terá dado resultado e, ao que consta, sabe-se agora que o pedófilo vive na Tailândia.
À primeira vista, nada parece objectar a que, para encontrar um criminoso deste calibre, se declare aberta a caça ao homem.
Punhamos de lado pormenores despiciendos, tipo:
E se o meu vizinho do lado tiver uma cara mesmo parecida com o Vico e alguém (com legitimidade mas equivocado) lhe limpar o sarampo?
Pensemos antes no seguinte:
Um pedófilo não é criatura que nos fale ao coração. Se for dentro, tanto melhor. Mas o precedente veio para ficar. E qualquer dia poderá ser a nossa vez de aparecer na televisão do Metro, por muito que não gostemos de pedófilos.
Como dizia não sei quem: de vez em quando, até os paranóicos têm razão.

3 comentários:

manuel disse...

Apanhei o gajo!!!

n 1720, Vico began work on the Scienza Nuova – his self-proclaimed masterpiece – as part of a treatise on universal law. Although a full volume was originally to be sponsored by Cardinal Corsini (the future Pope Clement XII), Vico was forced to finance the publication himself after the Cardinal pleaded financial difficulty and withdrew his patronage. The first edition of the New Science appeared in 1725, and a second, reworked version was published in 1730; neither was well received during Vico’s lifetime.

ana cristina leonardo disse...

A igreja mais uma vez metida em coisas obscuras

Luis Eme disse...

Pois têm...

mas a tendência da sociedade continua a caminhar no sentido de nos roubar a liberdade, de ser quem somos, de fazermos o que queremos...

querem tornar-nos umas bestas, que olham para a vida como um mero espectáculo...