22/02/12

Para acabar de vez com as PRESIDENTAS

«(...) desculpem lá mas, como MULHER, já me enjoam estas conversas feministas de pacotilha que só denotam complexos de inferioridade mal resolvidos. As palavras não têm sexo, têm género, a língua constrói-se e evolui por tradição e não por qualquer conspiração masculina imaginária. Aliás, diz-se a língua "materna" por alguma razão. Desde que os nossos mais remotos antepassados começaram a balbuciar as primeiras onomatopeias que a língua é transmitida por via feminina. Mais, se realmente o género das palavras tivesse alguma coisa a ver com sexo, porque raios "autoridade" seria do género feminino? Quanto à terminação "ente", ela não é feminina nem masculina: é neutra. Para ser masculina seria "ento" e, nesse caso, teríamos "presidento" e "presidenta", "doento" e "doenta", "estudanto" e "estudanta". Com a terminação "ente" a palavra é invariável no género e é o artigo que a precede que lhe atribui o género: o doente ou a doente, o presidente ou a presidente e por aí fora. Esclarecidos? Aproveitem que eu não duro sempre!»

Importado do cara de livro, roubado a Maria Clara Assunção que assina este blogue onde também não se aplica o descabelado Acordo Ortográfico

3 comentários:

JM Correia Pinto disse...

Comentário de uma pessoa "inteligenta". Creio que no Brasil já abandonaram essa tonteria. Aliás, os bons jornais de S. Paulo nunca alinharam nessa espanholada.

henedina disse...

Concordo e considero-me feminista.
Feminista sim mas não estúpida.
Aliás quem começou a chamar-lhe em Portugal presidenta foi CS, como dizem os advogados "encerro o "meu" caso".

JOSÉ LUIZ SARMENTO disse...

Concordo com a intenção, mas não estou optimista quanto ao resultado. :(