28/09/09

Paradoxos democráticos: a % das abstenções é superior à % de votos obtida por qualquer partido ― um dia destes ainda vão tornar o voto obrigatório

PS ― 36, 56%
PSD ― 29,09%
CDS-PP ― 10,46%
BE ― 9,85%
PCP-PEV ― 7,88%
...
Abstenções ― 39,40%
Nulos ― 1,31%
Brancos ― 1,75%
Daqui

10 comentários:

Anónimo disse...

A comparação entre as 2 percentagens não tem qualquer sentido já que a dos votos dos partidos é calculada sobre o total de votos e não de eleitores (ou seja, não conta a abstenção). Na realidade, o número de abstencionistas é sempre muito maior do que o dos votantes no partido vencedor, aqui, nos outros países da Europa, nos EUA, etc

Ana Cristina Leonardo disse...

Anónimo, o seu comentário lembra-me um provérbio que nunca percebi, o cu não tem a ver com as calças.
Passando das percentagens aos números absolutos: havia 9 milhões trezentos e tal de eleitores. Não votaram 3 milhões 600 e tal. O partido mais votado teve 2 milhões de eleitores.
Faça as contas.

Ana Cristina Leonardo disse...

Um acrescento: claro que, em rigor, terá razão. Se um partido tivesse obtido, por exemplo, 40%dos votos, a % da abstenção (calculada no universo total de recenceados) já seria menor do a % calculada no universo de votantes, mas, no caso, nem sequer isso acontece.

Flipmora disse...

Números e percentagens à parte... É uma vergonha, tanta gente que se demite de escolher o seu futuro...

Anónimo disse...

Resposta do anónimo:
"Passando das percentagens aos números absolutos"
Foi o que eu fiz na segunda parte do meu comentário

"Se um partido tivesse obtido, por exemplo, 40%dos votos, a % da abstenção (calculada no universo total de recenceados) já seria menor do a % calculada no universo de votantes, mas, no caso, nem sequer isso acontece"
Não percebi muito bem o que quis dizer (eventualmente devido aos lapsos de dactilografia).

Se a abstenção é de 39,40%, só se um partido tem mais de 65% é que o número dos seus votantes é superior ao número de abstencionistas. E, se fosse de 35%, esse partido teria de ter, grosso modo, 55%. Tem razão, as percentagens são comparáveis, mas não da forma que fez.

Nuno Santos

Sofia Aguarela disse...

Ainda não posso votar, não tenho idade para, mas tenho compreensão e cabeça suficiente para entender quão preciso e quão imprescindível isso é.
E sou mulher, sou humana, sou cidadã portuguesa e do Mundo inteiro, também, e entendo que não faria sentido não votar, nos dias de hoje, podendo, se pousar a mão no prato da consciência e relembrar todo o Mundo que não pôe votar, e, sobretudo, todo o Mundo que se esforçou de mil maneiras, para poder votar...
Eu reconheço o esforço colossal para a modificação das Sociedades e dos hábitos! Então porque houve um Martin Luther King defendendo os sonhos, ou um Ghandhi sorrindo pela paz ?...enfim, estes dois senhores, e muitos mais, esfregam-me os olhos e eu entendo o quão se mudou, até agora, e o que muda, o que desenvolve, o que cresce todos os segundos, meses, agora...
É por isso que dou valor ao voto. Porque penso que se nos deixam escolher, se nos deixam, de qualquer forma, ter peso na decisão, porque não aproveitar? Porque me hei-de encostar à sombra de uma palmeira e esticar as costas ao Sol? Votar faz falta, meus caros.
Sempre fez, sempre fará...
Sinto uma dorzinha de revolta cá nas entranhas quando sei que há quem não vote por razões sem razão, embora, como em quase tudo, existam excepções à regra.
Há tempo para tudo. Chegará o tempo em que eu mesma serei eleitora, e, meditarei, em qualquer pastelaria ou não, e votarei. E isto não porque sou obrigada, não porque é facultativo, não porque acho bonito ou fofinho ou interessante, isto porque tenho de! Porque já me consciencializei que é um direito, um dever, e não perderei nada, muito pelo contrário.
Em assuntos de Política em nada domino, mas vou tomando atenção, vou ouvindo, vou lendo, vou seguindo o tema, com vagar, devagar, e um dia, eu voto, a sério que sim.

Sei que ainda estou longe de entender muitas coisas, mas tenho tempo (assim o espero), não dou lições a ninguém, mas devoro lições, e, hoje, na minha ingenuidade enquanto pessoa, enquanto cidadã, entendo que votar É PRECISO. Sei que este discurso é, ou parece, despropositado, ainda para mais no dia posterior às eleições, mas outras se avizinham, e nunca é demais falar disto.

Obrigada Ana, pelos posts meticulosamente, isto no sentido positivo e não no sentido exaustivo, aqui exibidos. Eu vou lendo, observando, meditando, e alimento-me desta ironia, desta inteligência soberba, disto tudo.
Muito obrigada Ana, de verdade.

Sofia Aguarela.

fallorca disse...

Não me esquecer se vendem tabuadas na papelaria de Porto Covo.

João Lisboa disse...

Nulos+Brancos são o maior dos "pequenos partidos".

Anónimo disse...

a percentagem obtida pelos partidos é sobre o total dos votantes, ou seja sobre (100 - 39,40) = 60,6 % dos potenciais eleitores.
assim para se calcular a % dos partidos em relação ao nº total de eleitores é só multiplicar 0,606 peo resultado eleitoral.
Assim,
PS 0,606 x 36,56 = 22,16 %

é este valor 22,16% que se pode comparar com os 39,40 % da abstenção

Anónimo disse...

oh falhorca, agora há calculadoras dos chineses

cristalizastes nos anos 80

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