26/11/07

Enquanto Pulido Valente desanca em Sousa Tavares...

A Gradiva acaba de publicar o livro do cientista Filipe Duarte Santos Que Futuro? Ciência, Tecnologia, Desenvolvimento e Ambiente. Não li, logo, não tenho opinião (e se há livros que não precisam de ser lidos para opinarmos sobre eles, outros há que obrigam mesmo à leitura).
Das citações acerca deste retive o seguinte:
«A ciência pode prever o futuro a um prazo de 500 milhões de anos, altura em que a Terra será submetida ao brilho mais intenso do Sol, ficando com atmosfera semelhante à de Vénus. A ciência é capaz de fazer o retrato da história do próprio Universo, a ponto de saber como ele começou. E, no entanto, em relação aos próximos 50 ou 100 anos, é difícil fazer previsões, dadas as incertezas que envolvem o futuro próximo da humanidade.»
Não será reconfortante como ideia mas Do Androids Dream of Electric Sheep? de Philip K. Dick também não o era e voltei há dias a ir buscá-lo à estante. Anda a fazer companhia à Poesia Toda de Herberto Helder. Confesso que quando era pequena o meu sonho era estudar as estrelas quando fosse grande. Coisa que nunca me ocorreu foi querer ser latifundiária alentejana. Talvez por ter nascido à borda d'água. Mas claro que este post foi só um pretexto para recordar Philip K. Dick e Herberto Helder. Há autores que ficam e outros que passam à história. E nem temos sequer de lê-los para saber isso.

3 comentários:

Milú disse...

Deixe-me sublinhar entre os de Philipe K. Dick, “The Simulacra”

Além desta síntese: “Set in the middle of the twenty-first century, ‘The Simulacra’ is the story of an America where the whole government is a fraud and the President is an android.” …
em http://www.philipkdick.com/works_novels_simulacra.html,
gostaria de invocar um pormenor delicioso: os anúncios entram pelas frinchas das portas e das janelas e explodem como bolas de sabão em qualquer momento, berrando no meio da cozinha, do quarto ou da sala “Omo lava mais branco”, “Omo lav….” Até que alguém puxa de uma pistola anti-anúncio e abate o intruso. A pressão é incessante e o alerta tem de ser permanente.

ana cristina leonardo disse...

Milú, deixe-me sublinhar uma coisa: Dick é um génio e, infelizmente, estava certo!

Armando Rocheteau disse...

O livro (tenho/tinha a tradução portuguesa) não é o Blade Runner? Também em filme com o mesmo nome. O poema é do Whitman. Confesso que não fui fazer pesquisa.