24/06/07

Investigão pós-pós-moderna

A Web é uma caixa de supresas. Nela descobri que a célebre frase de Paul Valéry (no boneco) ‑ «Ce qu'il y a de plus profond dans l'homme c'est la peau» ‑ foi há pouco reinterpretada por um antropólogo mexicano, de nome Mauricio Genet Guzmán Chávez, numa tese de doutoramento em sociologia política intitulada: O mais profundo é a pele: sociedade cosmética na era da biodiversidade. O site brasileiro onde recolhi a interessante informação acrescentava uma explicação do próprio Mauricio: «O corpo adquire lugar central no processo identitário. Tatuagens e piercings dizem muito sobre as pessoas. A organização dos grupos na sociedade cosmética é baseada na aparência, na roupa, em elementos externos».
Pois, também os títulos das teses dirão muito sobre as pessoas. No caso, este serviu para confirmar a minha desconfiança antiga acerca de sociólogos.

4 comentários:

Anónimo disse...

o valéry também disse que «os indivíduos se comportam como podem no âmbito do seu comportamento»... cai aqui como uma luva! :D

susana

ana cristina leonardo disse...

Susana, há uns que têm comportamentos mais interessantes do que outros

ana cristina leonardo disse...

... e que dizem coisas mais interessantes do que outros

Anónimo disse...

ah pois. eu adoro aquela frase, pois é de uma evidência gritante. ana, hoje andei a ver se tinha por aqui alguma conta de e-mail, mas não encontrei.

susana