Mostrar mensagens com a etiqueta Josep Borrell. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Josep Borrell. Mostrar todas as mensagens

20/10/22

AINDA O JARDIM E A SELVA DO SANTO BORRELL...

Portanto, o homem afinal só defendeu que os jardineiros — que são os europeus que vivem no Jardim (Jardim=Europa) — deviam confraternizar mais com os selvagens — que é o nome que vem no dicionário para definir os habitantes da Selva (Selva=maioria do Mundo) — para ver se os selvagens não invadiam o Jardim e davam cabo dele.

Suponho que assim a modos que à imagem dos missionários que foram levar a Palavra de Cristo aos Infiéis. E que dizia a Palavra?
Que somos todos Irmãos. Naturalmente, a coisa só azedou quando se depararam com malta que não quis pertencer à Família.
Resumindo, para me manter no terreno da Teologia: de boas intenções está o Inferno cheio.

07/09/22

CRISE ENERGÉTICA: A QUERIDA URSULA DEVIA TOMAR MEMOFANTE E IR APANHAR LENHA PARA ABRANTES!

Ainda mal tinha começado a guerra e já a União Europeia anunciava em MARÇO a sua decisão de reduzir as importações de gás russo em DOIS TERÇOS até ao final de 2022.

Em MAIO, por sinal o meu mês, subia a parada e informava o mundo  a Rússia, incluída, naturalmente — que até 2030 cortaria COMPLETAMENTE todos os laços comerciais do sector energético com o antigo país dos Sovietes. O que, aliás, era muito bom, porque íamos ficar bestialmente verdes: "A nossa ambição subiu de nível", diria na altura a querida Ursula. 

A 3 JUNHO, um pacote de sanções da UE à Rússia incluía um embargo parcial ao petróleo russo e estipulava a proibição de importação por via marítima a partir de 5 de DEZEMBRO. Já para 2023 seriam proibidas as importações de todos os produtos petrolíferos a partir de 5 de FEVEREIRO. 

A 29 de JULHO, Josep Borrell, um amigo da Ursula tão ou mais inteligente do que ela, face às críticas que indicavam que a Rússia continuava a ganhar muito dinheiro no sector energético, ao contrário das previsões que tinham estado por trás da política de sanções, afirma: «Mais importante do que isso [cortar o gás] é cortar os laços da economia russa com o resto do mundo». E indo ainda mais longe, acrescentou: Vladimir Putin «terá de escolher entre ter armas e manteiga para o povo». 

Faço aqui um parênteses para relembrar que o que não falta nos manicómios é gente que se julga o Napoleão (que por acaso chegou à Rússia e teve de voltar para trás). 

Relembremos agora que  ainda era FEVEREIRO, 19  e a Ursula jurava que não precisávamos do gás russo para nada, que ninguém ia passar frio no Inverno e a indústria europeia continuaria a bombar.

Etc. Etc. Etc. que não quero ser maçadora...

Entretanto, com a mesma convicção e o mesmo cabelo armado, a 1 de AGOSTO (antes ou depois de ir de férias para a praia, não posso precisar) a nossa timoneira veio dizer-nos que devemos estar preparados para o pior: «Como a Rússia já cortou total ou parcialmente o fornecimento de gás a 12 países membros [da UE], todos nos devemos preparar para a pior situação». 

Sinto-me baralhada. Então, mas não era o que a UE queria e anunciou ao mundo (a Rússia incluída, naturalmente)? Deixar de importar, totalmente de preferência, e parcialmente de certeza, energia russa?!

Entretanto, a última ideia brilhante destes crânios que nos apascentam (ideia que vem de trás mas tinha sido posta de lado na altura...) é impor um tecto ao preço do gás russo.

Putin já comentou: «A Federação Russa cumprirá integralmente os contratos, mas não fornecerá petróleo, gás ou carvão em seu próprio prejuízo. Quem quer impor algo à Rússia no sector da energia não tem condições de impor nada. O tecto de preços é uma decisão absolutamente estúpida.»

Mais turbina, mais turbina (o que como se sabe faz diferença), é deprimente ter de reconhecer que a inteligência não está do nosso lado. 


29/07/22

E TAMBÉM EU, QUE NÃO SOU NINGUÉM COMO O ROMEIRO, ESTOU DESDE O INÍCIO A TENTAR PERCEBER A ESTRATÉGIA

E parece que até Josep Borrell, ao vir queixar-se publicamente da cobertura ocidental às operações de charme por esse mundo fora de Sergei Lavrov, já terá percebido que o isolamento internacional da Rússia... pois, tem dias.

Entretanto, nos EUA, segundo a Associated Press

«The Biden administration likes to say Russia has become isolated internationally because of its invasion of Ukraine. Yet Moscow's top officials have hardly been cloistered in the Kremlin. And now, even the U.S. wants to talk.

President Vladimir Putin has been meeting with world leaders, including Turkish President Recep Tayyip Erdogan, whose country is a NATO member. Meanwhile, his top diplomat, Foreign Minister Sergey Lavrov, is jetting around the world, smiling, shaking hands and posing for photos with foreign leaders — including some friends of the U.S.

And on Wednesday, Secretary of State Antony Blinken said he wants to end months of top-level U.S. diplomatic estrangement with Lavrov to discuss the release of American detainees as well as issues related to Ukraine. The call has not been scheduled but is expected in coming days.

The handshakes and phone calls cast doubt on a core part of the U.S. strategy aimed at ending the Ukraine war: that diplomatic and economic isolation, along with battlefield setbacks, would ultimately force Russia to send its troops home. (...)»

17/07/22

DAQUI, SÓ PACIÊNCIA, AMIGOS MEUS! PEGUEM LÁ O BORRELL E VÃO COM DEUS...


Dado que na Europa até tivemos uma Guerra dos Cem Anos, o que não nos falta é tempo para confirmar as sensatas convicções do Altíssimo Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança. 

Talvez cheguemos lá quando a Ucrânia estiver completamente de pantanas e a economia europeia, em particular a da Alemanha, comece a fazer aqueles ruídos típicos do estertor da morte. Lá. À Terra, se não do leite e do mel, decerto da democracia mundial. 

Isto, claro, sem considerar, o que é um risco considerável, o sábio aforismo de Mark Twain: «A profecia é um género muito difícil, sobretudo quando aplicado ao futuro.»


03/06/22

GUERRA NA UCRÂNIA: PEDE-SE ENCARECIDAMENTE A PRESENÇA DE ADULTOS NA SALA

Enquanto a União Europeia debatia o magno problema do estatuto a atribuir ao patriarca Kirill da Igreja Ortodoxa russa e Josep Borrell perdia tempo a pronunciar-se com firmeza sobre o assunto no Twitter, Putin reunia-se presencialmente na Rússia com o presidente da União Africana, o senegalês Macky Sall, para discutir a crise dos cereais.

Era só. 


03/03/22

QUANDO ZELENSKY ERA CRITICADO PELA UNIÃO EUROPEIA OU RECORDAR É VIVER

A União Europeia criticou-o na altura: "Apesar da escala das campanhas de desinformação que afectam a Ucrânia, inclusive do exterior, isso não deve prejudicar a liberdade de imprensa", disse na altura Josep Borrell, porta-voz para a política externa da União Europeia. Foi em Fevereiro de 2021.