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19/05/23
16/12/11
16/06/10
Em São Paulo o Churchill nem cigarro quanto mais charuto
Após dez horas de voo e mais duas dentro de um aeroporto tentando sair dali e não me deixam é natural que um pobre fumador queira repor os seus níveis de nicotina. Já na rua, acendo um Lucky Strike. Sou imediatamente abordada pela autoridade que me explica que não posso fumar à porta do terminal. Só do outro lado da rua. Debaixo da cobertura é proibido! O mesmo dois dias depois, na esplanada de um botequim numa transversal da Avenida Paulista. Um risco amarelo divide o passeio: aqui as mesas e as cadeiras, ali uma faixa estreita junto à estrada de trânsito ininterrupto. Se quiser fumar, só lá. Em pé, naturalmente. E apesar da loucura proibicionista eu e os descendentes de japoneses fumamos para caramba.Mario Quintana, que não era paulista, escreveu:“Desconfia dos que não fumam: esses não têm vida interior, não têm sentimentos.O cigarro é uma maneira sutil, e disfarçada de suspirar". Ora bem.
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