Mário Soares, goste-se ou não, foi o último homem político em Portugal. Já não exerce mas ainda mexe (Alegre que o diga...) e depois dele começámos a votar nas plantas.Mexe e fala. Veio agora falar para dar uma cacetada no Sócrates. Não terá sido a machadada final, mas anda lá próximo
sobretudo se à crítica ao engenheiro se juntar o elogio a Passos Coelho
O que faltou a Soares para desferir o coup de grâce? Naturalmente, uma alternativa dentro do PS ao próprio Sócrates.
E enquanto o PS frita e nós com ele (essa parte é que me chateia), restar-nos-á então esperar por uma nova intervenção do D. Nuno Álvares Pereira, guerreiro valoroso e beato que, tendo salvo uma vez a Guilhermina do óleo da fritadura do peixe, talvez se digne comover-se connosco agora, desgraçados e encurralados, cada vez com mais vontade de morrer (como dizia o Herculano, citado pelo Soares).
Haverá milagre?