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11/01/13

Ah! Como eu gosto de gente inteligente.


O Relatório do FMI "deve ser discutido"?

Não, não deve. O “relatório” não é um documento técnico, é uma posição negocial. Mais exactamente, é aquilo a que em negociação se chama uma “proposta escandalosa” — serve apenas para definir uma plataforma que dá vantagens ridículas a quem inicia a conversa. Qualquer tipo que perceba destas merdas sabe que a uma “proposta escandalosa” se responde com outra: por exemplo, diminuir para um décimo o ordenado dos políticos, nacionalizar todo o sistema bancário, etc. Não existe outra estratégia aceitável até que o interlocutor aceite partir de uma base honesta para a negociação. Só um chico-esperto propõe um “documento” daqueles. Só um pobre de espírito aceita “discutir” um documento daqueles. Há muita gente de direita que sabe isto tão bem como eu e devia ter vergonha, mas não tem. Pobre do partido, pobre do país que aceitar o “debate”.
Luis M. Jorge

10/01/13

A inteligência deve andar muito sobrevalorizada ou eu muito estúpida

Eu não sei se o relatório está muito bem feito, se o Moedas é um génio ou se a coisa veio a público para o governo vender   salvífica, literal e posteriormente   o mal menor.
O que eu sei é que propostas como estas são dignas de gajos que, em termos de evolução da espécie, estão entre a amiba e o crocodilo. Por muito inteligentes que os achem.

[O FMI] Sugere que as famílias com rendimentos iguais ou superiores a 5.869 (cerca de 12 salários mínimos) euros anuais sejam excluídas de receber prestações sociais, apontando que isso poderia gerar uma poupança de cerca de 89 milhões de euros/ano. 
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