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03/03/09

Com mais ou menos patine, do estilo puro e duro de pato bravo à West Coast, o país real começa e acaba sempre por um negócio de cabritos

Quando, em 2006, Carolina Salgado lançou o Eu, Carolina houve quem visse no livro uma arma apontada ao coração do machismo e na própria um exemplo de coragem para as «mulheres seviciadas». Eu, confesso, não vi ali nada disso.
Como se comprovaria, aliás, com essa espécie de filme chamado Corrupção, nem o Pinto da Costa era o Robert De Niro nem Carolina Salgado a pobre da Sharon Stone (e já estou a falar agora do Casino de Scorsese).
O tempo passou. Devagarinho, para o Apito Dourado. Mas hoje houve desenvolvimentos: à saída do Tribunal de Gaia, um grupo de populares ― segundo a notícia maioritariamente mulheres e eu acredito ― juntou-se para apupar Carolina. Uma delas deu-lhe um estalo.
Notícia puxa notícia, não fora esta cena edificante e ter-me-iam escapado as recentes declarações de Avelino Ferreira Torres, também ele ligado ao mundo dos futebóis e também ele a ser julgado: o início deste processo começou com um negócio de cabritos.
E, assim, entre cabritos e alterne mais a patine Courbet, lá vamos assistindo ao glam da Europe’s West Coast .

01/07/07

Mulherzinhas

Ao contrário de certas representantes do meu sexo, algumas delas intrépidas defensoras da causa feminista, não nutro qualquer simpatia por Carolina Salgado.
Agora, atendendo à notícia publicada no «Jornal de Notícias» - que cita depoimento ao Ministério Público de Fernanda Freitas onde esta revela que, com a publicação do livro (sobre a sua vida com Pinto da Costa) «Carolina actuou por motivações económicas e de vingança, mas alegando que queria proteger-se» -, parece que a teoria da pobre mulher usada, batida e humilhada sofre assinalável rombo.
A não ser que as mesmas intrépidas militantes passem a olhar Fernanda Freitas como uma traidora à classe que, com as suas declarações, se vendeu ao inimigo.
Seja como for, à editora Dom Quixote é que já ninguém lhe tira o best-seller. Olarilas!