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04/04/25

MEDITAÇÃO DE SEXTA: «Obedientemente, cronicando»


01/11/13

José Sócrates e o taxista

«Apanhei um Taxi. O Taxista estava a ler um livro. Perguntei-lhe o que lia. Era o novo livro do Sócrates! Haja confiança no mundo.» - Carlos Zorrinho, líder da bancada parlamentar do PS.

AQUI. Juro.

03/02/13

Os espirros sebastianistas de Edite Estrela

"Politicians, ugly buildings, and whores all get respectable if they last long enough", Noah Cross, aliás, John Huston, in "Chinatown", provavelmente o melhor filme de Roman Polanski.

O problema é que ainda é tudo muito novo.

10/08/12

No gamanço (não dá para mais...)

"O povo votou no melhor primeiro-ministro de Portugal. Ganhou o Sócrates. Antes que as alminhas do costume rejubilem, recordemos que Oliveira Salazar é o melhor português de sempre."

Luís M Jorge a propósito disto

12/03/12

My name is Potter, Harry Potter

Há quem diga que a literatura não serve para nada, sendo precisamente dessa inutilidade que retira todo o seu charme.
É verdade que a sua função não se pode comparar à de uma obra de engenharia ou sequer a uma descoberta científica: o que é A Montanha Mágica quando confrontada com uma caixa de antibióticos? Mas se o facto de eu ter lido o romance de Thomas Mann durante uma convalescença nada nos diz sobre as suas qualidades curativas, já o peso das suas mais de 800 páginas facilmente o qualifica como arma de arremesso.
Seria algo demagógico insistir agora em outras funções menos próprias da literatura, apesar de estas existirem: um exemplar de Os Lusíadas convertido em base para copos, a extraordinária novela de Joseph Conrad, Mocidade, a servir de mata-moscas.
Posto isto, nem os mais arreigados defensores da improficiência literária poderão negar que aquela cumpre, chegados aos animais políticos, uma importante função decorativa.
São as estantes em fundo nas entrevistas domésticas, são os livros pousados estrategicamente nas mesas dos gabinetes, são as citações corroborativas do disparate. Num mundo rendido à tecnologia, a literatura empresta patine, mesmo se no fim se roça o caricato.
Foi assim no caso de “Fenomenologia do Ser” lido por Passos Coelho, livro que Sartre nunca escreveu, foi assim no silogismo proferido por José Sócrates: “Mário Soares é um patriota, gosta de Camões. Eu gosto de políticos que gostam de Camões. Eu gosto muito do drº Mário Soares”.
Note-se, porém, a busca de elevação dos dois exemplos: Sartre e Camões.
Também por isso não queria acreditar quando ouvi Miguel Relvas na televisão citar Potter. Harry Potter. Já era mau. Mas chamar-lhe Porter? E duas vezes? É as Trevas!

07/12/11

Figuras tristes ou como ainda não foi desta que o D. Sebastião voltou num cavalo branco

Este resumo vídeo da palestra (?) de José Sócrates diz muito do próprio e do país.

1. Do país, porque um encontro estudantil qualquer em Poitiers (terra simpática!) do ex-primeiro-ministro aparece nos órgãos de informação portugueses com tal destaque que dir-se-ia que o homem fora convidado a discursar nas Nações Unidas;

2. Do próprio, porque só diz e desdiz banalidades, continua a arvorar-se em pensador de esquerda (é pena que não tenha explicado a história das dívidas eternas a Merkel quando se vangloriava do apoio que esta lhe dava...) e a viver obcecado em parecer um homem de "estudos".
É triste, é parolo e é doentio.

Reafirmo, assim, o que sempre achei: o problema do Sócrates nunca foi essencialmente político mas, sobretudo, psicológico. A combinação dos dois, BUMMM!!!.

10/10/11

O mundo mudou muito desde que Sócrates foi para Paris, Armando para o Ultramar e Rui Pedro Soares transitou para o futebol

"A verdade é que se escondeu informação e se enganou a opinião pública. A acreditar nos dirigentes nacionais, vivíamos, há quatro ou cinco anos, um confortável desafogo".

Depois de uma situação que permitia "fazer planos de grande dimensão e enorme ambição", passou-se, "em pouco tempo, num punhado de anos", a uma "situação de iminente falência e de quase bancarrota imediata".

António Barreto,
aqui

07/07/11

Passos Coelho levou um murro no estômago por engano

Segundo o sempre bem informado "IMPRENSA FALSA" Moody’s não se terá apercebido que Sócrates saiu do Governo, daí o murro que acabou por acertar Passos Coelho.

«A agência de notação financeira Moody’s baixou hoje a classificação de Portugal para lixo, mas o Imprensa Falsa sabe que tudo não passa de um equívoco.
Contactada pelo Imprensa Falsa, a Moody’s ficou surpreendida ao saber que Sócrates já saiu do Governo. "No! Really!? Socrates gave the rocket!?", em português: "Não! A sério!? O Sócrates deu o foguete!?"
Com esta informação, a Moody’s prometeu então rever o rating, sobretudo quando soube que Carlos Moedas está no executivo. "No! Really!? Charles Coins!? That means Aaa! Congratulations Portugal!"»


02/06/11

O que eu não perdoo a Sócrates e seus muchachos

O meu coração bate à esquerda desde pequenina. Resultado também, com certeza, de ter nascido numa terra de marítimos que, no dizer de Raul Brandão, (…) são generosos, imprevidentes e comunistas.
É por isso que não perdoo a Sócrates ter subvertido todas as boas ideias que, nascidas na esquerda, se viram transformadas em operações de marketing, esvaziadas de sentido e convertidas a mero negócio.
Igualdade na educação, novas oportunidades, energias alternativas, democratização tecnológica, parcerias público-privadas, avaliação de desempenhos… Acrescente-se-lhe o rol de negociatas, o trabalhar para as estatísticas, o roubo descarado (em alguns casos), o fanatismo, a intolerância, a ignorância, o modernismo para pacóvio ver (o que foi o acordo ortográfico se não uma forma de vender dicionários?), a demagogia a roçar o delírio, a promoção e enriquecimento ilícito de gente inclassificável, parasitas de um Estado que se deixa à beira da bancarrota mas com os bolsos (de alguns) bem recheados… é tudo isso que eu não perdoo a Sócrates.
E, sobretudo, não lhe perdoo que, com tudo isso, nos entregue de bandeja à direita.
Vá-se lixar senhor engenheiro!

10/04/11

Feios, vigaristas e pirosos (ou pior é sempre possível)


Parece que o filme da história do PS foi passado no Congresso ao som da voz de Dionne Warwick que cantava That's What Friends are For.
Traduzido dá isto: Continua a sorrir, continua a brilhar/ Sabendo que podes sempre contar comigo, sem dúvida/ É para isto que servem os amigos/ Nas horas felizes e nos tempos adversos/ Estarei sempre a teu lado/ É para isto que servem os amigos
Imagino os olhos marejados de lágrimas dos congressistas. Sócrates a cantar em inglês. Imagino os braços no ar a marcar o ritmo, as mãos dadas e a comoção ao rubro. As palmas sentidas. Os beijos e abraços no final.
Imagino tudo isto e pergunto-me se no filme também terão passado as casinhas. Ó as casinhas! Isso é que era.

07/04/11

Os banqueiros falaram, os socialistas acataram


Por ordem: 1. Falou o Santos Ferreira (BCP). 2. Falou o Salgado do BES. 3. O ministro das finanças disse umas palavrinhas 4. Finalmente, nunca iantes visto, o GRANDE TIMONEIRO veio dar o dito por não dito*. Pois é Luís, sejas tu quem fores, vamo-nos ver gregos! *E o que ele tinha dito, se bem se lembram, fora: Não estou disponível para governar com o FMI

05/04/11

Onde está a WikiLeaks quando precisamos dela?

Presidência esclarece que aquele órgão não presta esclarecimentos sobre o Conselho de Estado (...), pelo que cada conselheiro é responsável pelo que diz. Quanto à acta da reunião em que foi discutida a situação de Portugal e a dissolução do Parlamento, ainda não está feita e estará sob segredo durante 30 anos.

A fotografia foi retirada deste painel aqui.

25/03/11

A queda de um anjo

Sócrates, atacado de amnésia retrógrada, interroga-se em Bruxelas como é que foi possível fazerem isto ao país.
Conta-se pelos corredores que, ao ouvir o pungente desabafo, a senhora Merkel, num momento raro de comoção maternal, limpou-lhe uma lágrima ao canto do olho e... deu-lhe mais um beijinho.