O mistério das árvores que se auto-suicidaram — todas elas Quercus suber, espécie declarada em 2011 pela Assembleia da República "Árvore Nacional de Portugal" — foi ontem a enterrar numa cerimónia presidida pela juíza Laura Maurício e onde dominaram os beijos, abraços e parabéns. João Almeida, rapaz do CDS que à altura dos acontecimentos que dariam origem ao caso Portucale ainda andaria de fraldas, veio contudo garantir que se fez justiça: "A Justiça produziu os seus resultados ao fim de sete anos, mas produziu o resultado que sempre dissemos que seria o único que poderia produzir (...)"
Entretanto, fontes que preferiram o anonimato sugeriram que a sentença se terá devido ao facto do colectivo de juízes sofrer maioritariamente da chamada "febre dos fenos", o que logo à partida indiciava uma grande desvantagem para os sobreiros.
Uma testemunha presente na leitura da sentença jurou mesmo que um dos dos juízes, entre dois espirros e vários assoadelas, terá dito: "Por mim abatia-as a todas". Às árvores, subentenda-se.