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26/11/09

E o Formitrol, esqueceram-se do Formitrol?

O senhor está constipado
e ficou mal de repente
porque não teve cuidado
porque foi imprevidente.
Para o mal cujo motivo
está na chuva, frio ou sol
qual o melhor preventivo?
Formitrol, Formitrol, Formitrol!

Com música aqui.

30/10/09

A gripe A e os deputados da nação

O título da notícia era assim: Bloco de Esquerda entende que não é necessário alargar aos partidos prioridade na vacinação. Como escreveria se fosse mais jovem, "parti-me a rir!"
E eu que nem sabia que os deputados tinham sido convidados a participar na maior operação de marketing à escala mundial depois daquela campanha que encheu o Iraque de armas de destruição maciça.
Foi quando li isto e fez-se luz. Reproduzo.
«Foram considerados um grupo prioritário e não podia ser de outra maneira. Um coro de protestos democráticos sublinharia qualquer decisão que os excluísse. Alguns aceitaram, como aqueles incontornáveis que têm obrigatoriamente de ser convidados, e não percebem que devem indicar um substituto ou alegar impossibilidades de agenda. Outros prescindiram da honra e humildemente ofereceram a sua dose a um eleitor necessitado.
«No sistema democrático português só há cinco deputados necessários. Os outros têm voto obrigatório para o que interessa: programa do governo, moções de censura e aprovação do orçamento. E para o resto têm um voto vigiado, asfixiado ou claustrofóbico, consoante a bancada. Tinham poupado 224 vacinas e vacinado o Dr. Jaime Gama.»

18/07/09

Das aves aos porcos ou da psicose gripal ao negócio das vacinas

Uma criança de 10 anos, cujos sinais exteriores de doença se resumiam a febre alta, terá sido tratada de forma desumana no Centro de Saúde de Boticas e no Hospital de São João do Porto. Há cerca de um mês, Dona Alice, a senhora que me ajuda cá em casa a minorar o caos doméstico, também fora recambiada para o hospital, no caso dela para Santa Maria, por apresentar os mesmos sintomas. Acabaram por lhe diagnosticar uma carrada de anginas. No Brasil, onde aterrei no final do mês passado, um grupo insólito de mulheres e homens mascarados aguardava os passageiros à chegada, presenteando-os com panfletos sobre a nova gripe que, alí, continua a ser suína.
Do comunicado que, entretanto, a Ordem dos Médicos emitiu sobre o caso do Porto, sublinho a parte em que, referindo-se à gripe A, se afirma ser uma doença pouco grave e similar, nas suas manifestações clínicas, às banais gripes.
Só que a doença banal, apesar da saudável sobriedade com que a Ministra da Saúde tem vindo a tratar o assunto, parece estar a favorecer uma psicose colectiva em que, ao mais pequeno achim! o alarme dispara (não queiram saber a cara de pânico dos passageiros quando, por causa do ar condicionado, espirrei duas vezes no avião).
Li ontem que o Estado português vai comprar três milhões de vacinas pela módica quantia de 45 milhões de euros, ainda assim nada que se compare com os 700 milhões de euros que o Estado francês está disposto a desembolsar.
É um facto que com a saúde pública não se brinca nem se deve olhar a despesas. Mas será muito inconveniente perguntar se o destino destas vacinas ficará tão secreto como o das adquiridas pelo governo para combater a anterior pandemia também pitorecamente baptizada, no caso de gripe das aves?
Recorde-se que já o ano passado, e dada a validade de três anos da medicação, se discutia o que fazer aos 2,5 milhões de doses, armazenadas, penso que até hoje, em local desconhecido, e adquiridas então por 25 milhões de euros.
Resta um consolo: comparando a relação preço-quantidade, no caso da gripe das aves deve ter sido um bom negócio!