Mostrar mensagens com a etiqueta Ciência. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ciência. Mostrar todas as mensagens

09/09/22

MEDITAÇÃO DE SEXTA: «TEMPOS DESCONHECIDOS»

«... Não é apenas a ciência que se vem debruçando sobre esta realidade [o envelhecimento] que nos afecta a todos – sejamos nós pró-ucranianos, pró-russos, neutros (que também os há…), ou tão-só cidadãos da inabordável ilha Sentinela do Norte, cujos habitantes, presume-se, não são a favor de ninguém (em abono dos sentineleses se diga que é mais fácil amar um Povo do que o vizinho do lado).

Desde logo a lírica. E antes de prosseguir, sublinhe-se que esta não ocupa território incompatível com a ciência, pelo menos no que toca ao rigor da linguagem empregada, por vezes mais rigorosa até no campo do poetar. Um exemplo. Quando um cientista alude ao gato de Schrödinger, é impossível saber se fala de um gato vivo ou morto; já estes versos de Valter Hugo Mãe (“nenhum amor escapa impune”),

sobre o nelson que foi ver as coisas a
arder fotografando a própria
pele. queria falar-te da Isabel e de como
choramos juntos, muito maricas, quando
nos correm mal estes amores ou, pior, a
nossa amizade.”

logo nos deixam perceber que nelson e isabel não estavam mortos, pelo menos quando foram nomeados, embora nos possamos perguntar se não estaremos perante um homicídio da poesia. (...)»

08/06/22

VÁ, UMA PITADA DE OPTIMISMO: «SUSTENTABILIDADE, FIM DO MUNDO E MAIS ALÉM»

«... Vou-vos contar uma anedota apócrifa de Mário Molina, prémio Nobel da Química pela descoberta das reações do ozono com os CFC. Peço desculpa, mas passa-se num tempo em que as mulheres ficavam em casa e os maridos trabalhavam na rua. A mulher de Molina perguntou-lhe quando ele chegou a casa: “Querido! como correu o dia de trabalho?” E este respondeu: “Tenho boas e más notícias. As boas é que descobrimos uma coisa fantástica. A má notícia é que o mundo vai acabar.” Não acabou por isto, mas passa a vida a poder “acabar.” (...)»

TEXTO INTEGRAL AQUI

29/04/22

PARA DESENJOAR DA GUERRA: E SE FRED HOYLE E CHANDRA WICKRAMASINGHE TIVESSEM RAZÃO?

Descoberta recente comprova que os meteoritos transportam todo o material genético que nos constitui como seres vivos, hipótese há muito defendida pelos físicos Fred Hoyle e Chandra Wickramasinghe, sendo o primeiro o pai do conceito "Big Bang" que usou pejorativamente.

Daí aos homenzinhos verdes de Martians, Go Home de Fredric Brown  vai uma distância cósmica, mas não deixa de ser reconfortante pensar que, se dermos cabo disto tudo, a vida há-de sobreviver algures. 

«Une nouvelle preuve que les météorites transportent les molécules fondamentales de la biologie du vivant»