Portanto, mais de um ano após a abertura frontal das hostilidades com recurso à artilharia pesada na Europa, andam umas criaturas a afirmar o óbvio: a Rússia cai abertamente na esfera de influência da China.
22/03/23
SE NÃO FOSSE TRÁGICO!
01/03/23
O ESPECTÁCULO DO MUNDO: COVID 19 E PROPAGANDA
Quando a coisa chegou da China, quem falava de vírus de laboratório era apelidado de maluquinho conspirativo.
30/11/22
22/10/22
22/09/22
16/09/22
ACORDARAM AGORA PARA A VIDA?!
Estava a ler esta notícia sobre os países do G7 terem declarado: «Acabou a ingenuidade em relação à China» e lembrei-me de uma consulta médica a que acompanhei o meu pai doente, teria ele uns setenta e tantos, e em que a dada altura o médico lhe pergunta: «O Senhor fuma?» Dada a resposta afirmativa do meu pai, o clínico insistiu: «E desde que idade?»
Não me lembro com exactidão da resposta. Onze? Treze anos?
O médico, não se dando por satisfeito, insistiu: «Não estaria na altura de deixar o tabaco?».
E o descansado meu pai, muito depressa: «Agora?!»
Sim. Isto anda tudo ligado.
29/08/22
AS SANÇÕES CONTRA A RÚSSIA QUE SUICIDAM A EUROPA: EM FRENTE CAMARADAS, O ABISMO É NOSSO
Uma análise assinada pela jornalista suiça de origem egípcia Myret Zaki. Alguns excertos traduzidos.
«... No final de Junho, o rublo tornou-se na moeda com melhor desempenho no mundo, atingindo o seu nível mais elevado em relação ao dólar em 7 anos. O PIB [russo] diminuirá em 6% em 2022, de acordo com o FMI, mas não 15% como fora previsto em Março. Analistas de Wall Street tinham previsto um colapso da Rússia.
Em Março, lembra-nos o “Business Insider”, a JP Morgan previra que o PIB russo cairia 35% no 2º trimestre. Para a Goldman Sachs, a economia do país experimentaria a sua maior contracção desde a implosão da URSS. Mas de Janeiro a Junho, o declínio foi de apenas 4% em relação ao ano anterior, graças a exportações acima do esperado, principalmente para a Índia. (...)
A estratégia [das sanções] estava extremamente bem montada. Excepto num "pormenor": a maioria dos países devia entrar no jogo e foi aí que a porca torceu o rabo. "A maior fraqueza das sanções, observa "The Economist", é que mais de uma centena de países, o que representa 40% do PIB mundial, não seguiram os Estados Unidos e a Europa, e não impõem nenhum embargo (parcial ou total ) à Rússia […] A maioria dos países não deseja implementar a política ocidental.”
(...) Países tão importantes como a China, Índia, Brasil, Arábia Saudita estão a fazer exactamente o contrário, continuando a sua cooperação com a Rússia. Do Dubai, pode-se voar sete vezes por dia para Moscovo. A dura realidade reside na influência insuficiente que as democracias ocidentais tiveram sobre o resto do mundo.
(...)
Mas a observação mais dolorosa é o preço exorbitante que o Ocidente é obrigado a pagar para punir os seus inimigos. É difícil escapar à sensação de autopunição face ao custo desproporcionado suportado pela Europa, onde uma crise energética sem precedentes se aproxima, falhas de energia eléctrica são anunciadas para este Inverno, picos de preços e recessão económica.
(...) a premissa básica estava errada. Em vez de serem indolores para o Ocidente e fatais para a Rússia, como originalmente se esperava, as sanções estão a mostrar-se pelo menos igualmente punitivas para a Europa. A assimetria é até invertida. “A Rússia poderia dar-se ao luxo de interromper todas as exportações de gás para a Europa por um ano sem grandes consequências para sua economia”, escreve Liam Peach, analista da Capital Economics, em nota citada pelo “Bloomberg” a 25 de Agosto. (...).
Inflação, escassez, insegurança são elementos que podem colocar as populações ocidentais contra os seus governos, quando o objectivo inicial das sanções era que os russos se voltassem contra o Kremlin.
(...)
Para “The Economist”, a conclusão é que o Ocidente será forçado a regressar às estratégias de “hard power”, ou seja, o poder militar, com um rearmamento maciço dos membros da NATO. Sem dúvida porque é nessa área que o Ocidente ainda tem uma vantagem muito clara.
Mas face a potências nucleares, poderemos manter esse tipo de raciocínio, ou ele é totalmente imprudente? Quando autoridades de Washington viajam repetidamente para Taiwan para dar palestras sobre a China, que resultado pode ser previsto de tal estratégia? Já antecipámos as consequências desta vez? (...)»
ARTIGO NA ÍNTEGRA EM FRANCÊS AQUI
11/08/22
CONTINUANDO A RIR-ME COM O «POLITICO»...
07/08/22
NANCY PELOSI PIROU-SE MAS O PACÍFICO CONTINUA A CHEIRAR A ENXOFRE...
(...)
"China has chosen to overreact and use the Speaker’s visit as a pretext to increase provocative military activity in and around the Taiwan Strait," he said [John Kirby] during a press conference at the White House on Friday. (...)»
05/08/22
04/08/22
PENSAR ENQUANTO É TEMPO
Tudo o que se possa dizer da distopia chinesa e mais um par de botas.
«What Does Nancy Pelosi Think She’s Doing in Taiwan?»
E já agora, de novo me interrogo: de onde saiu de repente tanta mulher adepta de soluções musculadas?
Confirma-se que os recém-convertidos são os piores ou isto são resquícios de mães autoritárias cujos filhos já saíram de casa e precisam de continuar a mandar? Ou as duas coisas?
03/08/22
ESTÁ TUDO PERIGOSAMENTE DOIDO!
02/08/22
31/07/22
OS ESTRATEGAS DO NOSSO DESCONTENTAMENTO QUE NOS HÃO-DE LEVAR AO FUNDO
Portanto, das duas uma: ou visita Taiwan de surpresa e a guerra EUA/China ganha uma dimensão que ninguém arrisca qual será, ou não visita Taiwan e evita o confronto com Pequim. Seja qual o for o fim da novela, no fim ganha a China.
30/07/22
A HIPOTÉTICA VISITA DE NANCY PELOSI A TAIWAN A HIPERBOLIZAR A LINGUAGEM BÉLICA
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