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24/11/11
05/04/11
29/03/11
Se não sabe por que é que pergunta
Dei-me ao trabalho de ler, com estes que a Terra há-de comer que eu cá não vou em cremações, que se visava assegurar uma trajectória descendente do rácio de dívida pública no PIB a partir de 2013, assim como a redução do défice de 4,6% do PIB em 2011, 3% em 2012 e 2% em 2013, e que para assegurar o ajustamento orçamental estaria em curso uma implementação de medidas de consolidação orçamental para 2011 – ajustamento estrutural do défice em 5,3% do PIB – que implicariam um reforço dos mecanismos de monitorização e controlo intra-anual da execução orçamental, assim como um reforço das medidas de consolidação adoptadas como precaução adicional face aos riscos resultantes da volatilidade do contexto financeiro e económico e que, para assegurar tal ajustamento, o esforço de consolidação e monitorização em curso, agora complementado com medidas adicionais em 2011, conferia uma margem de segurança adicional para o alcance da meta de 4,6% do PIB para o défice em 2011 e contribuia para o ajustamento da trajectória orçamental em 2012 e 2013, o qual teria de ser complementado por medidas nos anos seguintes, atenta a exigência das metas assumidas. Tais gloriosas e singulares cousas – como diria Camões – só antes as lera no Campanha Alegre do Eça naquela cena em que, interrogado sobre as suas ideias em matéria de religião, o Partido Reformista respondia:
– Economias! (...).
Espanto geral.
– Bem! e em moral?
– Economias! – bradou.
– Viva! e em educação?
– Economias! – roncou.
– Safa! e nas questões de trabalho?
– Economias! – mugiu.
– Apre! e em questões de jurisprudência?
– Economias! – rugiu.
– Santo Deus! e em questões de literatura, de arte?
– Economias! – uivou. (...)
Fizeram-se novas experiências. Perguntaram-lhe:
– Que horas são? – Economias! – rouquejou.
(...) Fez-se uma nova tentativa, mais doce.
– De quem gosta mais, do papá, ou da mamã?
– Economias! (...)
Muito mais tarde o Coluche diria o mesmo, embora de forma diversa e em francês: Technocrates, c'est les mecs que, quand tu leur poses une question, une fois qu'ils ont fini de répondre, tu comprends plus la question que t'as posée.
15/03/11
Salva in extremis pelo Inimigo Público
"Depois do PEC I, PEC II, PEC III, da tomada de posse de Cavaco Silva e da arbitragem de Carlos Xistra em Braga, a quarta réplica do Programa de Estabilidade e Crescimento de magnitude 10 na escala de Merkel, com epicentro em José Sócrates vai fazer deslocar o eixo da Terra em 25 centímetros.As equipas de salvamento de 70 países começaram a chegar a Portugal para iniciar as operações de resgate dos milhares de pensionistas e portugueses de classe média.
Uma equipa de especialistas vem a Portugal para estudar o incremento de um sistema anti-PEC para minorar os danos futuros dos PEC V, VI, VII, VIII, XIX e X.
Os níveis anormais de radiação política de José Sócrates já levaram as autoridades a alargar para 20 km o raio de segurança entre o primeiro-ministro e os portugueses."
Confirmar a notícia aqui.
27/09/10
Descontrai baby* que assim como assim estamos lixados [seguido de explicação concisa e precisa]
"(...) Por outras palavras, o problema do défice e da dívida no contexto em que estão inseridos não têm solução. O país não vai gerar rendimentos para pagar a dívida, porque não cresce – e vai crescer ainda menos ou mesmo decrescer – e mais tarde ou mais cedo vai chegar-se a uma situação de incumprimento. Entretanto, imensas somas de dinheiro continuarão a ser transferidas para os predadores financeiros, sem que daí resulte qualquer vantagem (a não ser para eles) para a economia nacional.O que se passa com Portugal, passa-se com a Grécia, a Irlanda e a Espanha. Como no seio da União Europeia não há a menor predisposição para encarar com realismo o que está a acontecer e apenas se raciocina na base da coerção, como se as leis económicas pudessem ser “domadas” pelo receio das sanções ou mesmo pela imposição das ditas, não se pode esperar da União uma via de solução que, atendendo ao problema de alguns, possa ser, a prazo, do interesse de todos.
Assim sendo, e tendo sempre presente que o actual caminho, aqui sintetizado nas imposições de Bruxelas e exigências dos predadores, não leva a qualquer solução, por muito que os governantes se esforcem por fazer crer o contrário, a única saída possível para o problema assenta numa posição de força dos devedores. Algo como: “Assim, não pagamos!”, de modo a forçar uma solução alternativa com saídas credíveis, socialmente aceitáveis. (...)"
LER NA ÍNTEGRA AQUI.
* Uma das minhas filhas esteve a ouvir o FMI no youtube com o avô e meteu o Zé Mário Branco, que não conhecia, na página dela do facebook. Talvez isto queira dizer alguma coisa.
04/05/10
Pois canté!!
O GAC reeditou os discos. Faz favor de ouvir para perceber que naquela altura nem toda a gente andava a cantar uma gaivota voava, voava.
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