Não será difícil.
Eu, por exemplo, e apesar de nunca ter sido convidada para nenhum governo, em tempos respondi às 30 perguntas do Questionário de Proust e tive as respostas todas certas. Bem sei que eram menos...
Não será difícil.
Eu, por exemplo, e apesar de nunca ter sido convidada para nenhum governo, em tempos respondi às 30 perguntas do Questionário de Proust e tive as respostas todas certas. Bem sei que eram menos...
1. “Vai ali um português existencial”, diz o meu amigo poeta. E o português existencial de facto lá vai, gabardina, chapéu-de-chuva e uma prótese de jornais cujo peso lhe acentua a silhueta alquebrada. Dirige-se ao bar da esquina – homens feios, senectas balzaquianas e alguns turistas. Discute-se a queda do governo, o FMI e a dimensão pós-ontológica do PS do Sócrates. Ao fim de três cervejas, o português existencial garante que “isto era preciso era outra revolução!” e dispara uma palmada enérgica sobre a coxa da loura oxigenada sentada ao lado dele.
Havia um treinador que dizia que o Futre era capaz de fintar três jogadores dentro de uma cabine telefónica, mas depois não sabia onde estava a porta. Este primeiro-ministro é a mesma coisa: é mestre em táctica, mas depois não sabe onde está a porta, porque não tem estratégia, Luís Campos e Cunha
Mário Soares, goste-se ou não, foi o último homem político em Portugal. Já não exerce mas ainda mexe (Alegre que o diga...) e depois dele começámos a votar nas plantas.
A prova que vivemos soterrados em informação inútil é que também eu fiquei a saber da existência de um grupo chamado “Homens da Luta”. Li algures que “trazem de volta a música de intervenção, de raízes tradicionais e ritmos africanos e cheias de humor”.
Talvez derivado à* conjugação das muitas directas com a falta de Guronsan, o governo PS tinha enfiado na pen do orçamento 587 milhões de euros para a Ascendi (só o nome é todo um programa).
Eu, pelo menos, fico sem palavras. Primeiro adorava portos, agora gosta muito de andar de metro. Que mal lhe terá feito o Camões?
Segundo notícia do Expresso, Cândida Almeida concordou com a inclusão das perguntas a Sócrates no despacho que põe fim ao caso Fripór. Terá sido essa a contrapartida de o primeiro-ministro não ser incomodado.
Ana Jorge, a ministra da Saúde, não é Nigella Lawson. Acontece. Maria Antonieta também não era Kirsten Dunst. Mas se a uma ministra não se exigem as medidas de Gisele Bündchen, é natural que se peça bom-senso em doses mínimas.
Não é preciso acreditar no pai natal para notar que a diferença entre
As propostas milagrosas da Confederação da Indústria Portuguesa para combater a crise.
Nunca gramei do género queques de esquerda. Queques por queques, prefiro os autênticos, os da Linha, e não me estou a referir à concorrência.