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02/02/09

Finalmente percebi o que há de errado comigo: nunca serei capaz de escrever assim!

Como alguém comentou e muito bem no blogue de Joana Lopes, recorda a escrita de Laurinda Alves. Tem distribuição gratuita e uma redacção maior do que a de muitas revistas que eu conheço. É publicitada no site da IURD - Portugal (que, só por curiosidade, exibe logo a abrir uma valente fogueira onde por entre as chamas se lê: «sem fé, é impossível agradar a Deus...»), e a Joana descobriu-a embrulhada com o Público. Chama-se Plenitude e apresenta-se assim:
«A Plenitude começa o novo ano em viragem plena de propósitos. O frio de Janeiro não congela a vontade e a novidade de Fevereiro não espanta o aprumo. O nosso rumo, iluminado pelas estrelas que se cravaram no olhar, estende-se sedutor aos nossos pés em lençol branco de certezas e de confiança renovada.»
Hipérboles destas não são para qualquer um, embora, verdade seja dita, já não são poucos os títulos de referência prestes a atingir esta elegância de estilo.