Mostrar mensagens com a etiqueta Serguei Lavrov. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Serguei Lavrov. Mostrar todas as mensagens

03/07/22

O DIABO ESTÁ NOS DETALHES

Enquanto Putin, esperto como um alho, pediu imediatamente desculpa a Israel pelas declarações de Serguei Lavrov quando este afirmou que Hitler se calhar também tinha sangue judeu, não li ainda em lado nenhum que Zelenksy tivesse desautorizado o embaixador ucraniano na Alemanha, um diplomata de língua musculada que muitos decerto apreciarão, depois de Andriy Melnyk ter insultado milhões de vítimas do nazismo ao ir a Munique depositar flores no túmulo de Stepan Bandera, a quem chamou "herói nacional", "lutador pela liberdade" e, como Robin dos Bosques, acima da lei.

Tendo conseguido irritar judeus, israelitas, polacos e alemães, tudo ao mesmo tempo (em Portugal, naturalmente, ninguém deu por nada...), o governo ucraniano por limitar-se, pela voz do porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Oleg Nikolenko, a um descontraído: «É a opinião pessoal dele e não reflecte a posição do departamento».  

Entretanto, em Berlim decorreram manifestações contra a política de armamento do governo e a venda de armas à Ucrânia. Just saying...

10/06/22

MEDITAÇÃO DE SEXTA: «Como Aprender a Deixar de se Preocupar e Amar a Bomba»

«... Sendo o tema a guerra, há elementos que ainda assim nos dão vontade de rir, qual soldado Švejk. Pensemos no que faria Jaroslav Hašek com as declarações do secretário de Estado para o Clima e Energia da Polónia, Edward Siarka, que aconselhou há dias os polacos a começarem a apanhar lenha para se aquecerem no Inverno. (...)

Podemos também rir ao imaginar a fúria de Serguei Lavrov, impedido de voar para Belgrado, o espaço aéreo da Bulgária, Montenegro e Macedónia do Norte fechado à aviação russa, o teletransporte fora de serviço, ou à visão de Viktor Orbán, um peso-pesado da direita europeia mais à direita — embora impossível de comparar com os verdadeiros pesos-pesados do boxe ucraniano e mundial, os irmãos Klitschko —, aos murros na mesa em Bruxelas, ameaçando algum dos colegas presentes: “Tira o Kirill da equação ou vou-te aos cornos!”. Saiu o patriarca Kirill da lista dos apóstatas e saíram mais uns quantos barris da Rússia e se pedi de empréstimo a frase desabrida (não, não é de João Galamba…) foi por parecer-me apropriada à idolatria das armas. (...)»