11/10/24
MEDITAÇÃO DE SEXTA: «A nossa necessidade de consolo é impossível de satisfazer»
13/07/22
DEMISSÃO DE ANDRIY MELNYK: PARECEU-ME EVIDENTE E PELOS VISTOS ESTAVA CERTA
09/07/22
FINALMENTE, ZELENSKY MANDA ÀS URTIGAS O EMBAIXADOR UCRÂNIANO EM BERLIM!
E já vai tarde, atendendo à quantidade de dislates e ofensas proferidos pelo negacionista Andriy Melnyk, admirador confesso do fascista e cúmplice dos nazis Stepan Bandera.
Depois de ter conseguido irritar a Polónia, Israel, Alemanha e os judeus por esse mundo fora lá foi finalmente corrido.
03/07/22
O DIABO ESTÁ NOS DETALHES
Enquanto Putin, esperto como um alho, pediu imediatamente desculpa a Israel pelas declarações de Serguei Lavrov quando este afirmou que Hitler se calhar também tinha sangue judeu, não li ainda em lado nenhum que Zelenksy tivesse desautorizado o embaixador ucraniano na Alemanha, um diplomata de língua musculada que muitos decerto apreciarão, depois de Andriy Melnyk ter insultado milhões de vítimas do nazismo ao ir a Munique depositar flores no túmulo de Stepan Bandera, a quem chamou "herói nacional", "lutador pela liberdade" e, como Robin dos Bosques, acima da lei.
Tendo conseguido irritar judeus, israelitas, polacos e alemães, tudo ao mesmo tempo (em Portugal, naturalmente, ninguém deu por nada...), o governo ucraniano por limitar-se, pela voz do porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Oleg Nikolenko, a um descontraído: «É a opinião pessoal dele e não reflecte a posição do departamento».
Entretanto, em Berlim decorreram manifestações contra a política de armamento do governo e a venda de armas à Ucrânia. Just saying...
20/06/22
AFIRMAÇÕES CORAJOSAS SOBRE A UCRÂNIA NO MEIO DA HIPNOSE COLECTIVA
«L’Europe s’est bâtie sur la victoire sur le nazisme, une Ukraine qui continue à glorifier et à donner comme modèles à sa jeunesse des nationalistes ukrainiens ayant collaboré avec les nazis et massacré des dizaines de milliers de famille juive n’a rien à faire dans l’Union europ.»
«Si l’Ukraine désire rejoindre l’union européenne , le gouvernement ukrainien devra débaptiser toutes ces avenues et stades au nom de nationalistes ukrainiens ayant collaboré avec les nazis et massacré des dizaines de milliers de familles juives: Bandera, Choukheyvitch etc….»
«C’est comme si l’Allemagne avaient des avenues Hermann Goring ou des stades Himmler. l’Ukraine a toute sa place dans l’UE mais pas avec la vision de l’histoire de certains. il y a les valeurs morales de l’UE…»
Arno Klarsfeld [advogado da Associação Fils et filles de déportés juifs de France] no Twitter
07/12/21
02/11/11
Qual a diferença entre citar o "Protocolos dos Sábios de Sião" e "O Segredo"?
Bom, é que sendo ambos bullshit. o primeiro contribuiu para reduzir a cinzas uns quantos milhões de pessoas. 05/03/11
A nacional-socialista Françoise Dior ou "Dior J’Adolf" ou deixem-se de merdas
Eu bem que perguntei: O que eu gostaria de saber era se os mesmos que com tanta facilidade e veemência vêm hoje a público indignar-se com uma troca de insultos o fariam ontem, quando os judeus estavam realmente na merda e os insultos se traduziam em viagens de comboio só com bilhete de ida.A pergunta seria retórica, a resposta não.
DAQUI
04/03/11
Fazendo jus ao meu glorioso passado de crítica de modas & bordados venho aqui declarar que gosto do John Galliano e acho isto tudo uma histeria
O homem que disse: simplicity is a such a bore! Sometimes the real fun is in bad taste acabou por pagar caro a coerência.Dito isto, gostaria de dizer mais algumas coisas.
A primeira de todas é esta: actualmente, não há nada mais fácil do que sair em defesa dos judeus. O que eu gostaria de saber era se os mesmos que com tanta facilidade e veemência vêm hoje a público indignar-se com uma troca de insultos o fariam ontem, quando os judeus estavam realmente na merda e os insultos se traduziam em viagens de comboio só com bilhete de ida.
Em segundo lugar, o uso dos telemóveis como arma de registo. Confesso que começo a ficar um pouco apreensiva com isto de uma pessoa ir na rua, dar um peido e alguém gravar o descuido.
Em terceiro lugar, e voltando ao teatral Galliano (está tudo aí, na palavra teatral), muito me surpreende que até hoje tenham aplaudido de pé a sua evidente “loucura”, para virem depois exigir-lhe que se porte como um manga-de-alpaca.
01/06/10
A Faixa de Gaza: porque não sou apreciadora de avestruzes
1. O ataque ao navio de ajuda humanitária que seguia para a Faixa de Gaza e a morte de alguns passageiros a bordo é um crime e um desastre moral para Israel.2. O bloqueio à Faixa de Gaza é uma tragédia.
3. A quantidade de comentários anti-semitas a propósito destes acontecimentos provoca-me asco (é sempre curioso verificar que, em outros casos, acusam-se os políticos ou os governos em exercício — no caso de Israel... acusa-se Israel).
4. A decisão egípcia de abrir a SUA fronteira com a Faixa de Gaza é louvável e devia levar alguns comentadores a reflectir sobre o que falam. Ao menos, a estudarem geografia.
5. Em Israel, não são poucos os isrealitas que têm condenado o ataque.
26/03/10
O caso Carrilho ou Portugal transformado no país da Alice mas sem as maravilhas
Há uns meses, Manuel Maria Carrilho recusou-se a seguir instruções. O Ministério dos Negócios Estrangeiros queria que ele votasse no egípcio Farouk Hosny — um militante anti-semita e pirómano de livros — para director-geral da Unesco.Como as indicações de Amado lhe eram abomináveis, Carrilho ausentou-se da votação e fez-se substituir nesse dia. E como de quando em vez há justiça neste mundo, o governo socrático levou banhada e Farouk Hosny foi chumbado na mesma.
Corre, entretanto, a notícia que Carrilho terá os dias contados na Unesco e que pensam afastá-lo.
Face a essa possibilidade, tem vindo a assistir-se a uma curiosa inversão de valores. Muitos dos que na altura haviam apoiado a atitude do embaixador vêm agora dizer que o governo tem toda a legitimidade para demiti-lo porque, basicamente e postas de lado as nuances argumentativas, “em diplomacia não há estados de alma”.
A frase é de efeito e cumpre-o. Possui aquela gravitas das máximas catedráticas com montes de pedigree.
Se Carrilho não concordava, devia ter-se demitido; o governo tem de ter funcionários de confiança (que não questionem ordens?); a comparação com Aristides Sousa Mendes é um disparate porque compara o incomparável. E etc.
Talvez fosse bom lembrar que as “razões de consciência” invocadas então pelo ex-ministro da Cultura foram aceites pela tutela; este fez-se substituir e Portugal votou conforme (vergonhosamente) decidira.
Talvez fosse bom lembrar também que os funcionários do Estado (incluindo os diplomatas) não são meras correias de transmissão do poder. Que o quem não está por nós está contra nós arrasta uma história miserável. E, já agora, que Carrilho insistiu na altura explicando as suas razões e que se o tivessem ouvido o enxovalho português teria sido evitado.
Finalmente, talvez fosse bom lembrar que Aristides Sousa Mendes fez exactamente o mesmo, discordou activamente — com a diferença (que não muda o essencial do gesto) de tê-lo feito numa situação histórica mais grave e durante um governo salazarista e não socrático; e que há hoje milhares de pessoas que devem o facto de existir a esse “estado de alma”. Ah, e já agora, que também não se demitiu — foi demitido.
A reacção à notícia do eventual afastamento de Carrilho parece-me tão-só mais um exemplo do formalismo estéril que vem dominando a política cá do burgo, a transbordar de parvenus da democracia apetrechados de uma lógica sofística, maquiavélicos de pacotilha civilizados na forma, gente que faz da política uma dança de salão.
A verdade é que, se isto fosse um país (a) sério, em vez de andarmos a discutir as pressões telefónicas de Sócrates aos directores dos jornais, o primeiro-ministro teria ido ao Parlamento responder pela indicação de Farouk Hosny.
Em Portugal, porém e infelizmente, à lagarta da Alice só servem drogas maradas.
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