Mostrar mensagens com a etiqueta Billy Wilder. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Billy Wilder. Mostrar todas as mensagens

28/07/23

MEDITAÇÃO DE SEXTA: «E se eu, em vez de metafísica, chocolates?»

«O cineasta Billy Wilder – um ser raro, num registo diferente tão raro como o pedopsiquiatra João dos Santos: ambos capazes de casar na perfeição inteligência e sensibilidade – desabafou um dia, cito de cor, que, se alguém quisesse dizer ao público a verdade, o melhor seria fazê-lo com humor ou o público matá-lo-ia.

13/04/23

TANTA CONVERSA E ESTÁ TUDO NO BILLY WILDER

«I don't mind being treated as a sex object. But it's like any other game. You have to play according to the rules or it takes all the fun out of it.»

Pamela Piggott (Juliet Mills) in «Avanti», 1972




21/07/22

+ SINAIS DOS TEMPOS E QUE MIERDA DE TEMPOS QUE AS URSULAS NÃO NASCEM DAS PEDRAS

Começo por rir com o título «As Lideranças Estão Exaustas!».
Num momento de egotismo, penso: Então e eu? Com a minha tensão quase a zeros?

Depois leio: «Estamos a falar de uma espécie de travessia das lideranças no deserto (estarei eu a ser influenciado por estar a escrever este artigo no Dubai?)… » e assalta-me um sacana que de certeza estás a escrever estas baboseiras com o ar-condicionado no máximo!

Mas o melhor estava para vir: 
«Os líderes estão exaustos e, para além dos próprios, também os liderados têm culpa nisso! Chegou o tempo de “baixar as guardas”, assumir que cada um tem um papel de extrema importância numa organização, cada um tem as suas fragilidades e as suas forças, e que TODOS são responsáveis pela saúde física e mental de todos numa organização.
Quando foi a última vez que sentiu que estava a ser generoso(a) com a sua liderança? Lembra-se da última vez que reconheceu a sua liderança pelos desafios que foram ultrapassando juntos? Enquanto liderado, como está o (des)equilíbrio da sua “balança” entre as vezes que leva problemas e as que apresenta soluções?
As Lideranças estão exaustas e, já agora, também não são parvas… Pense nisso, caríssimos Líder e Liderado, e ajudem, ajudando-se, a construir o oásis de energia positiva de que verdadeiramente precisam!»

Sou acometida de uma crise de coprolalia e depois lembro-me de Billy Wilder: «They say Wilder is out of touch with his times. Frankly, I regard it as a compliment. Who the hell wants to be in touch with these times?»
Obrigada, Mestre!


02/05/12

Do único homem que podia ter sido meu mestre, who else but Billy Wilder?



"(..) they say Wilder is out of touch with his times. Frankly, I regard it as a compliment. Who the hell wants to be in touch with these times?"
in Billy Wilder, Interviews, Robert Horton, Univ. Press of Mississipi

20/01/12

1300 euros, reconheço que pode ser pouco de reforma, mas há que não esquecer o direito ao uso, porte e manifesto gratuito de arma de defesa

«Tudo somado (...) quase de certeza que não vai chegar para pagar as minhas despesas», Aníbal Cavaco Silva
Entretanto, o próprio e todos os outros membros do Conselho de Estado, têm direito às seguintes mordomias: aqui.
Não é que ache mal; o que acho mal é que andem a choramingar em público.
Eu, pessoalmente, não digo que me casasse por 1300 euros; mas já amancebar-me...

17/11/10

Vão desculpar-me a linguagem de caserna mas custa-me a crer que um clube de gajas nuas fomente a leitura de Faulkner ou sequer do Henry Miller

Cada um lê como muito bem lhe apetece. Uns gostam de ler na cama, antes ou depois de dormir ou de outra coisa qualquer. Há quem teime nos cafés, apesar do sumiço dos mesmos. Há quem prefira jardins e há quem eleja a sanita. Há leitores que só na biblioteca e outros que só em trânsito. Há quem leia enquanto come. Há quem não dispense o barulho e há quem exija silêncio.
O meu leitor preferido é Eliot: I read, much of the night, and go south in the winter.
Isto era tudo o que eu sabia sobre o assunto antes de ter tropeçado no Naked Girls Book Club, um clube semiprivadoe exclusivamente feminino em que a condição para se ser sócio é gostar de ler despido(a). E quem julgue que a coisa se fica pela leitura d’ O amante de Lady Chatterley ou similares mais apimentados, esclareço já que quando se clica no rectângulo à direita que diz “books reviews” vamos parar imediatamente a Faulkner e ainda por cima a Absalom, Absalom.
Impressionados? Eu fiquei, embora confesse que só me veja a ler Tolstói muito vestida, de preferência de xaile, lareira acesa e uma caixa de madeleines para acompanhar o cognac.
O que me leva da Karénina a Marilyn. Dizia Wilder: My aunt Minnie would always be punctual and never hold up production, but who would pay to see my aunt Minnie?
Citado o meu guru, se é verdade que as meninas do Book Club serão um pouco mais atraentes do que a tia Minnie do Wilder, I presume, ainda assim a Marilyn mete-as a todas num chinelo. Despida ou vestida. E se ela lia e mesmo que não lesse!

11/03/10

Do PREC ao PEC ou é o capitalismo, estúpido

Ainda sou do tempo d’ os ricos que paguem a crise, o que quer dizer que tem dias em que me sinto bestialmente antiga.
É verdade que os ricos não pagaram crise coisíssima nenhuma – nem os que cá ficaram nem os que partiram em demanda extemporânea das terras de Vera Cruz – mas eu, reconheço, diverti-me.
A crise no fundo não me dizia nada, e os únicos ricos que conhecia haviam falido há muito, o que à luz da minha experiência lhes acrescenta imensa patine.
Abreviando, eu era jovem, e os jovens de então, quando lhes passava a queda para o suicídio, divertiam-se com qualquer coisa. Seria do l’air du temps.
Estou naturalmente mais velha, e apesar de insistir em contrariar o spleen confesso que acho este PEC muito menos empolgante do que o PREC.
Concluo também, à luz das medidas anunciadas, que isto de ser socialista é bem mais fácil quando há money.
Ou como dizia a jovem americana do One, Two, Three (filme hilariante do meu guru Billy Wilder), dirigindo-se ao marido comunista a propósito do filho de ambos: “When he's 18 he can make his mind up whether he wants to be a capitalist or a rich communist".

28/04/09

Tês3 para os Índios já! [ou que se vistam a preceito e animem o turismo com os seus modos picarescos]

Um já está, faltam 7. Foi inaugurado com pompa e circunstância. E foi construído em U para que nem um só hóspede deixasse de ver o mar, dizem. Fica na Meia-Praia, em Lagos, e também dizem que é de luxo.
Serão 8, portanto. Vão dar trabalho a muita gente que nem todos podem ser doutores. Até porque para doutores já nos basta o Pinho e para engenheiros, o Sousa, mais conhecido por Sócrates. Aos índios da Meia-Praia, a esses há que realojados em casas com condições que aquilo é uma vergonha!
Tês3 para os Índios, já!*
Humanize-se, pois, o que resta de costa e de vazio, que os portugueses têm horror ao vazio, como se prova pela mania das esplanadas que depois ninguém frequenta dadas as correntes de ar.
Que mil negócios de betão floresçam, mas agora sem tapar as vistas (veja-se o Estoril-Sol que bonito que ficou assim em degrauzinhos, tipo socalcos do Douro...). Nada de Torremolinos ou Quarteiras: Quintas do Lago é o novo paradigma litoral...
No meio disto tudo, só uma ideia perversa me consola: com a subida das águas prevista por bastos cientistas, pode ser que um dia o betão afunde [sempre se perdia menos do que a casa do Garrett deitada abaixo pelo Pinho].
Triste consolo, porém! O que me lembra, a propósito de "porém", uma frase do meu mestre [um dia havia de citá-la]:
They say Wilder is out of touch with his times. Frankly, I regard it as a compliment. Who the hell wants to be in touch with these times?
*[ou que se vistam a preceito e animem o turismo com os seus modos picarescos]

18/06/08

O meu mentor: short and snappy

Billy Wilder agradece em 40 segundos a homenagem pelos seus 90 anos [a Pastelaria fez 1 no dia 6 mas eu esqueci-me]

04/12/07

Citações sobre Jornalismo Dedicadas a José Manuel Fernandes e Hugo Chávez. Servidas à Borla, com os Cumprimentos da Pastelaria

Edward Eggleston: «O jornalismo é coscuvilhice organizada»
Ellen Goodman: «No jornalismo, existiu sempre tensão entre falar primeiro e falar verdade»
Mark Twain: «Não sou editor de jornal, e tentarei sempre ser bom e portar-me bem para que Deus nunca me transforme num»
Graham Greene: «Uma das razões que, cada vez mais, leva os romancistas a distanciarem-se dos jornalistas é que os romancistas andam a tentar escrever a verdade e os jornalistas andam a tentar escrever ficção»
Karl Kraus: «Jornalista: uma pessoa sem ideias mas com habilidade para expressá-las; um escritor cujo talento melhora com o prazo de entrega do texto: quanto mais tempo tem, pior escreve»
G. K. Chesterton: «O jornalismo consiste, em larga medida, em dizer que "Lorde Jones faleceu" a pessoas que não sabiam sequer que Lorde Jones alguma vez estivera vivo»
Frank Zappa: «Os jornalistas do Rock são pessoas que não sabem escrever entrevistando pessoas que não sabem falar para pessoas que não sabem ler»
Carl Sandburg: «Os jornais dizem por antecipação o que vai acontecer — talvez»
Stuart Paddock: «O que nos guia é dizer a verdade, temer a Deus e fazer dinheiro»
Charles Tatum (aliás, Kirk Douglas, em Ace in the Hole, filme de Billy Wilder de 1951): «Consigo lidar com grandes notícias e com pequenas notícias. E se não houver notícias nenhumas, saio à rua e mordo um cão».
Neste caso não era preciso.

[Aos visitantes da Pastelaria baralhados com esta borla a José Manuel Fernandes, informo que o Público, jornal de que é director, noticiava ontem (3/12/2007) na primeira página: «Venezuela diz "sim" à proposta de Chávez, oposição apela à vigilância». Como 3 de Dezembro não foi dia das mentiras e Hugo Chávez perdeu nas urnas, supõe-se que a chamada de capa do Público de hoje seja: «José Manuel Fernandes, enganado por uma astróloga de Sintra, mantém a fé nos Pastorinhos de Fátima: a derrota de Chávez foi um milagre!»

04/11/07

O Maestro Sacode a Batuta - e Siga a Banda!


Nino Rota, tema de 81/2 de Frederico Fellini, 1963 E parafraseando Billy Wilder: «Um mundo que conseguiu criar o Taj Mahal, William Shakespeare, (a música de Nino Rota) e pasta de dentes às riscas não pode ser assim tão mau»

28/06/07

Pensamento reconfortante antes de ir para a cama

«Marilyn não precisa de aulas de representação. Precisa de se inscrever no colégio suíço Ómega, onde dão cursos de Pontualidade Superior. Mas, enquanto esperamos por Marilyn, ninguém na equipa perde tempo. Eu, por exemplo, tive oportunidade de ler Guerra e Paz e Os Miseráveis»

Billy Wilder, de novo (adoro o homem, o que é que querem que vos diga?)
Fotografia de Marilyn a dançar com Truman Capote

13/06/07

Pensamento reconfortante antes de ir para a cama

«Um mundo que conseguiu criar o Taj Mahal, William Shakespeare e pasta de dentes às riscas não pode ser assm tão mau»
James Cagney em «One, Two, Tree» de Billy Wilder (no boneco ao lado)