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17/06/22

A MARTINHA! Ó A MARTINHA!

Não sei mesmo como alguém pode levar a sério uma ministra  falo evidentemente de Marta Temido  que, quando convidada do programa da Cristina Ferreira, diria acerca do seu papel em tempos de pandemia: «Lembro-me muito daquele filme, "A Vida É Bela", em que o pai tentava sempre proteger o filho num campo de concentração e contar-lhe histórias, animá-lo, para o proteger daquele ambiente negativo. Eu acho que é isso que nós temos de fazer uns aos outros» (sic).

Mais fofa só a Teresa de Calcutá que era má como as cobras!


02/08/11

A/c da abécula (sonhadora? idealista? rebelde?) que anda por aí a inverter o sentido das escadas rolantes pondo em risco a saúde e segurança públicas

… e que nos intervalos vem estacionar na Pastelaria esquadrinhando os seus posts e comentários com a minúcia que, imaginamos, o Santo Ofício terá dedicado aos textos de Giordano Bruno antes de o mandar (com toda a lógica) para a fogueira; dois conselhos de leitura alternativos e muito mais vantajosos:
As Obras Completas de Descartes (em latim)
As Obras Completas de Madre Teresa de Calcutá (em albanês)
Sempre às ordens.

29/03/10

Padres pedófilos saltando como coelhos da cartola

Não sou cristã. Nem por convicção, nem por água benta. Em casa de meus pais pontificava Jean Barois.
Pequenina, sentia-me estranha no colégio por ser a única que não acreditava em Deus. Às vezes falava com Ele e pedia-lhe um sinal. Coisas pueris. Que chovesse num dia de sol. Que a marmelada da sanduíche se transformasse em queijo. Que a camisola de lã me deixasse de picar. Nunca obtive resposta.
Já crescida, li sobre a Inquisição e outros temas edificantes da historiografia cristã. Tive a minha fase mata-frades. Há uns anos, em Auschwitz, voltei a sentir vontade de despachar alguns elementos do clero, mas também já me cruzei com católicos interessantes.
Pela parte que me toca, irrita-me o Novo Testamento. Prefiro a neurose judaica ao sorriso da Teresa de Calcutá (do que é que ela ri, afinal?).
À Virgem Maria, reputo-a responsável por séculos de prazer subtraído às mulheres; e mesmo a única ideia evangélica na aparência simpática — a de que somos todos irmãos em Deus — subverteu-a o proselitismo: os que negavam o parentesco eram perfilhados à força.
Chegada aqui, não sou cristã mas também não sou ateia. Gosto de me pensar panteísta, à maneira de Espinosa ou de Einstein. Ao ateísmo acho-lhe sobretudo uma falha: empobrece a imaginação. Quanto a acreditar em Deus, lembro a frase de Hemingway, citada pelo escritor Lobo Antunes, quando lhe perguntaram por isso: “Às vezes, à noite, no escuro”.
Agora quanto aos pedófilos, é assim. As denúncias são demasiadas, e demasiado graves, para que se possa continuar na lengalenga do costume que todas as classes (???) têm defeitos (???) desse género (???) (em Portugal, ao que parece, a coisa resume-se mesmo ao Frederico da Madeira que bazou para o Brasil).
Não sendo católica, e reconhecendo que as religiões de Deus único não terão trazido assim tanto Bem ao mundo, confesso, porém, que fico um pouco assustada com a hipótese de a Ratzinger sucederem os Bob Proctor. É que o primeiro, ao que dizem, terá de responder ante Deus. O Deus dele. Mas pelo menos isso.