Mostrar mensagens com a etiqueta Fredric Brown. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fredric Brown. Mostrar todas as mensagens

29/04/22

PARA DESENJOAR DA GUERRA: E SE FRED HOYLE E CHANDRA WICKRAMASINGHE TIVESSEM RAZÃO?

Descoberta recente comprova que os meteoritos transportam todo o material genético que nos constitui como seres vivos, hipótese há muito defendida pelos físicos Fred Hoyle e Chandra Wickramasinghe, sendo o primeiro o pai do conceito "Big Bang" que usou pejorativamente.

Daí aos homenzinhos verdes de Martians, Go Home de Fredric Brown  vai uma distância cósmica, mas não deixa de ser reconfortante pensar que, se dermos cabo disto tudo, a vida há-de sobreviver algures. 

«Une nouvelle preuve que les météorites transportent les molécules fondamentales de la biologie du vivant»

28/08/09

Porque nos querem fazer crer que a realidade deles é única, inevitável e sem caroços

Confesso: o credo realisticó-pragmático provoca-me apoplexia. Explicando-me melhor. Apesar de provavelmente deus nem sequer existir, entre o bispo George Berkeley e o agnóstico (?) José Sócrates não hesito: janto com o primeiro. Com ou sem temas fracturantes servidos à sobremesa. E digo mais. Entre a ditadura desta corja medíocre e os marcianos de Brown o meu par é o Luke Deveraux.
Tornando a coisa absolutamente clara: I do have certain feelings. My feeling is that whoever is in charge, I want him out (Lewis Black). E chamem-me irrealista à vontade.

09/07/07

A book a day keeps the doctor away V

Li Martiens, go home em francês, há muitos anos, durante uma estadia em Angoulême, numa directa mantida a custo de analgésicos e de antibióticos para os dentes. Comecei quando o abcesso resolveu finalmente dar o ar de sua graça e só terminei pela manhã, muitas gargalhadas depois, esquecida do siso. O autor, Fredric Brown (falecido em 1972 e que publicou este livro na década de 50), não estará no Olimpo dos escritores de ficção científica (parece que tinha problemas com o álcool e um prazer dissoluto ao poker), mas, meus amigos, Martiens Go Home é das coisas mais divertidas que já li do género. Luke Deverreaux, um escritor em crise de inspiração, refugia-se no deserto para escrever. Um dia, vários bourbon emborcados, batem-lhe à porta. Um ser verde, pequenino e de orelhas pontiagudas, está do lado de fora. Convencido que anda a ter alucinações, Luke pega no carro e dirige-se ao bar da cidade mais próxima, o que é, como se sabe, a atitude certa a tomar quando se anda a beber sozinho há demasiado tempo. Ao balcão do bar, o escritor tropeça de novo num ser verde, pequenino e de orelhas pontiagudas. Começa a ficar preocupado. A medo, pergunta ao barman, que não lhe leve a mal, se não estará a ver o mesmo que ele. O homem responde-lhe enquanto continua calmamente a limpar os copos: «Ah sim, já chegaram há uma semana. Não me diga que não sabia?». Depois é o relato de uma invasão marciana em toada hilariante: «Salut Toto, c'est bien la Terre ici ?».
Não sei se há tradução em português e, por via das dúvidas, guardei religiosamente a edição francesa na estante.