Mostrar mensagens com a etiqueta Daniel Oliveira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Daniel Oliveira. Mostrar todas as mensagens

28/02/22

Invasão da Ucrânia: quando ver televisão faz muito mal à saúde

Não devia ter furado a minha decisão de só ligar a TV para ver filmes e séries policiais. 
Só ontem, três momentos de nos fazer temer pelo futuro. 
Uma repórter enviada à Ucrânia a perorar sobre nada enquanto fazia festas num cão, um apresentador a gaguejar penosamente informação requentada enquanto brincava com um dqueles quadros electrónicos onde se podem usar canetas a cores, e a pergunta de um jornalista a Daniel Oliveira: «Daniel, acha que a ameaça nuclear de Putin é a sério ou ele está só a fazer bluff?»
Imaginei logo o comentador português à conversa com o ditador russo: «Ouve lá, ó Vladimir, tu diz-me cá. Mas fala com verdade! Tens mesmo armas nucleares na manga ou estás só a querer assustar-nos?»
Desliguei o aparelho antes de ouvir o que Putin respondeu ao Daniel.


20/06/11

Que mal terá feito o Nuno Crato ao Daniel Oliveira se nem sequer andaram juntos na escola?

Primeiro, segundo li, chamou-lhe talibã no Eixo do Mal. Agora parece querer psicanalisá-lo no divã do Arrastão: "Na educação, um saudosista mais ocupado com os seus próprios fantasmas do que com os problemas reais do ensino público nacional".
É que à luz disto [e apesar das setinhas laranjinhas], não percebo como se possa discordar do Crato.

07/03/11

Às vezes me espanto, outras me envergonho ou a luta de classes à luz do Festival da Canção

A prova que vivemos soterrados em informação inútil é que também eu fiquei a saber da existência de um grupo chamado “Homens da Luta”. Li algures que “trazem de volta a música de intervenção, de raízes tradicionais e ritmos africanos e cheias de humor”.
A descrição não me diz nada mas já a música vencedora do Festival da Canção , em que parece que o POVO (de esquerda) votou com ardor e valentia, me deixou estarrecida.
E mais estarrecida fiquei quando dei conta que andam por aí a elevar o Jel (julgo ser o nome do líder) à categoria de cantor de protesto, confirmando assim as previsões de João Lisboa que bem disse não ser improvável que, empolgada pelo efeito-Deolinda, uma nova vaga de politólogos, sociólogos, hermeneutas, historiadores, exegetas, psicólogos e outros Professores Karamba, se lance, avidamente, sobre o crucial acontecimento político-cultural que foi a vitória dos Homens da Luta na relíquia televisiva anual conhecida como Festival RTP da Canção.
Pensava eu que o tempo do Festival da Canção acabara com a televisão a cores. Afinal, voltou com os “Homens da Luta”.
Dizem eles que a sua “ideologia é a luta pela luta" e que querem “o povo na rua a gritar".
Pior do que isto só a Ermelinda Duarte a cantar Somos Livres, vulgo “Uma gaivota voava/voava...”.
Ou o Daniel Oliveira a garantir que eles são a prova que temos hoje mais sentido de humor.
Humor, Daniel Oliveira?!!!!
Tragam-me uma caixa de Kleenex.

14/09/10

Eu acho o Obama racé, o Daniel Oliveira prefere atribuir-lhe uma raça

Quando a esquerda que temos, tão intransigente noutras matérias, insiste no conceito (pimba) de raça(s) bem pode Sarkosy expulsar prioritariamente ciganos.
Mesmo a popularidade de Obama, que varreu o Mundo há dois anos, deveu-se mais à sua simpatia e oratória, à sua RAÇA e à sua juventude, do que ao corte político e ideológico que, apesar de tudo, a sua eleição significaria [Daniel Oliveira, "A Política Pimba"; (as maísculas são minhas)]

Definição da palavra francesa racé (para os frequentadores da Pastelaria que já só tiveram espanhol na escola)

12/09/10

Professora de braga confirma telepaticamente a inocência de carlos cruz (um exclusivo do expresso)



A intuição dela é como o algodão: nunca se engana. Viu o Carlos Cruz na televisão e alcançou o satori. Tudo isto em Braga.
Uma amiga que conhece bem o processo explicara-lhe que a polícia judiciária entalara deliberadamente o ex-apresentador mas foi ao assistir ao último Prós & Contras que todas as suas dúvidas se dissiparam (e o mesmo não se pode dizer do Daniel Oliveira...).
Falou com a irmã e uns amigos e, juntos, lançaram um abaixo-assinado, o qual, no momento em que escrevo, já tem 316 assinaturas.
Um dos subscritores mostra-se particularmente indignado: Esta sentença foi vergonhosa, como é possível que depois de tantos adiamentos os arguidos e advogados não tenham acesso ao acórdão antes da sentença.

Aguardam-se declarações do Ministério da Educação, da DREN e daquele senhor que tem a mania de falar em nome dos pais dos alunos e cujo nome de momento não me ocorre.

07/09/10

Posso não perceber nada de leis mas não serei completamente desprovida: ou há moralidade ou comem todos, eis a mensagem de Carlos Cruz

200 nomes. E não faz a coisa por menos.
A propósito, um texto com pés e cabeça que já começo a ficar farta de tanto choradinho sobre os perigos da justiça portuguesa bater aos pontos a da Coreia do Norte.

«Depois das lamentáveis e desastradas prestações televisivas dos últimos dias de Carlos Cruz e do seu advogado, o ex-apresentador de televisão parece agora disposto a avançar com outros meios para lançar a dúvida na opinião pública sobre a sua condenação.
A sua estratégia tem passado por várias fases: numa primeira fase clamou inocência com base no completo desconhecimento dos factos que lhe eram imputados ou se suspeitava ter praticado. Manteve-se nesta estratégia, mesmo depois de ter sido preso, até terem começado a circular publicamente depoimentos que o incriminavam.
Numa segunda fase, que parece ter começado na instrução e prevalecido durante todo o julgamento, a sua defesa preocupou-se fundamentalmente com a exibição de factos que pudessem contrariar ou pelo menos pôr em dúvida as provas incriminatórias. Daí a repetida alegação de que os factos imputados não estavam fundamentados.
Numa terceira fase, que parece ter começado imediatamente após o julgamento e que ontem já foi muito notória no programa “Prós e Contras”, a defesa parece basear-se na seguinte pergunta: “Então, se é assim, porquê só eu?”.
Esta é sem dúvida a estratégia que poderá colher mais aplauso junto da opinião pública e que mais problemas pode trazer aos poderes constituídos, a todos sem excepção. Sendo inequívoca a existência de múltiplas violações e de abusos sexuais sem conta, dezenas, centenas (...), é óbvio para toda a gente que o número de prevaricadores terá de ultrapassar em muito a meia dúzia de condenados do "Processo Casa Pia”.
Se é certo que relativamente a muitos o crime já prescreveu ou já se extinguiu o procedimento criminal por morte dos presumíveis culpados, não será menos verdade que relativamente a muitos outros tudo continua ainda sendo possível. E é essa questão que Carlos Cruz verdadeiramente promete reavivar quando, com aparente ingenuidade, a invoca em sua defesa. Aparentemente, Carlos Cruz quer dizer que a inconsistência da prova com base na qual foi condenado é tão evidente que a existência de provas idênticas produzida no processo não serviu sequer para processar mais ninguém, quanto mais para fundamentar outras condenações.
Realmente, o que Carlos Cruz quer dizer é que se os factos que serviram de prova e fundamento para a sua condenação são assim tão relevantes, muitos outros, além dele, terão igualmente de ser condenados por existir nos autos prova da mesma consistência relativamente a eles.
E com esta estratégia, verdadeiramente arriscada, mas também ditada por aquela coragem de quem já não tem nada a perder, ele sabe que pode conseguir uma de duas coisas: ou ganhar ou criar um problema de proporções incalculáveis de muito difícil solução.
Ou seja, para além da estratégia objectivamente prosseguida visando a prescrição do processo, vai agora ser posta em prática uma outra que aponta claramente para a absolvição por “conveniência prática”…»
Post roubado aqui.


E já agora que estou em maré cleptomaníaca, também valerá a pena ler isto:
«(...) num processo desta natureza, tendo em conta o tipo de crimes que estavam a ser julgados, a prova, nomeadamente a que vai para além da existência do facto, se faz — salvo situações excepcionais — mediante recurso a testemunhos. E que a prova testemunhal é livremente apreciada pelo tribunal: o juiz forma a sua convicção tendo em conta todos os elementos juridicamente relevantes. E a melhor doutrina até entende que o juiz (seja individual ou colectivo) do processo, salvaguardados os princípios do Estado de direito, dispõe de um poder discricionário na avaliação dos testemunhos, inalterável na sua concretização, pela proximidade e especial situação em que se encontra perante os factos. (...) E também é bom que se diga que a concordância dos depoimentos pode não ser suficiente para formar a convicção do julgador, assim como a sua eventual divergência o não impede de a formar com base naquele que considera mais credível. Pode haver erros: avaliações deficientes ou interpretações erradas. O que não pode é haver condenação com dúvidas: se o juiz tiver dúvidas, não condena; se não tiver, condena.

05/09/10

A Casa Pia nunca existiu

Conhecida a sentença que condena todos os arguidos — com excepção de Gertrudes Nunes, a dona da casa de Elvas absolvida por razões técnicas (alteração de 2007 à lei do lenocínio) —, os visados avisaram que vão recorrer da decisão. Marinho Pinto, que não falará de cor, garantiu publicamente que o risco de prescrição é real.
Um processo é o que é e a justiça o que se sabe. Não vais ao cóquitel tás fodido, dizia o Cesariny.
Findo o primeiro round, os condenados cumprem o seu papel: recorrem. As vítimas regozijam-se, naturalmente. Um determinado tipo de reacções, ou a ausência delas, é que me espanta. Ou me envergonha.
Os que põem a mão no fogo pela inocência dos condenados (ou, pelo menos, pela de Carlos Cruz) usam dos mais variados argumentos. Da cabala política aos erros judiciários, do bode expiatório à inveja.
Os que não têm dúvidas sobre a decisão do tribunal clamam maioritariamente contra o tempo leve das penas (é verdade que se eu estivesse na pele do Bibi não hesitaria em pensar que cá no burgo a confissão não compensa…).
No intervalo, o absoluto silêncio. Em alternativa, um silêncio ruidoso e, como sempre, alicerçado no legalismo. Tomás Vasques escreve que se mantém fiel ao princípio da presunção de inocência até ao trânsito em julgado de sentença condenatória.
Parece-me bem mas deixo uma ou outra pergunta. Os arguidos foram ou não foram considerados culpados pelo Tribunal de Primeira Instância? A sua presunção de inocência sai ou não ferida neste primeiro acórdão, independentemente dos trâmites posteriores? E usando agora a muleta lançada pelo Marinho Pinho: se a coisa prescrever, como é possível que aconteça, qual será a posição do Tomás Vasques quando todos se safarem: vai considerá-los inocentes (à Leonor Beleza foi isso que aconteceu, não foi)?
Daniel Oliveira comenta o caso esperando que tenha sido feita justiça e mostrando-se sobretudo indignado — valha-lhe a retórica — com os jornalistas e com o Pedro Namora.
No Jugular, outro blogue de esquerda, sempre célere no apoio a todas as causas fracturantes, até ao momento em que escrevo a única referência consistia num post da Ana Matos Pires, que não faço ideia quem seja mas a falha é certamente minha, que esboça uma piada (?) sobre a relação entre a Casa Pia e a Maddie, remetendo para um jornal que também não costumo ler.
Não sou boa em listas e por isso fico-me por aqui.
Resumindo: nem uma palavra sobre as vítimas da Casa Pia (é que os miúdos foram mesmo repetidamente enrabados, topam?). Nem uma palavra sobre o padre António Emílio Figueiredo (já falecido) que denunciou o regabofe já nos idos de 60 e por isso foi para a rua (pois, temos pena mas este não era pedófilo). Nem uma palavra sobre o Mestre Américo Henriques, defensor dos putos e a quem a Costa Macedo decidiu pôr no sítio.
Resumindo que não me posso enervar: esta esquerda (desprovida de compaixão) não é a minha esquerda. Esta esquerda é quanto muito canhota.

01/08/10

Este post é assim uma espécie de resposta a um post do Daniel Oliveira

O silêncio é o modo como o chamado "multiculturalismo" resolve os impasses morais a que o conduz o seu relativismo. Ou muito me engano ou nenhum dos partidos que, em Portugal, fazem bandeira política da igualdade e dignidade das mulheres (e dos direitos humanos em geral) se manifestou ainda sobre a condenação, no Irão, à morte por apedrejamento de Sakineh Ashtiani, de 43 anos, acusada de alegado adultério.
"Adultério", em regimes islâmicos como o do Irão, é qualquer relação sexual fora do casamento, abrangendo não só pessoas casadas como viúvas ou divorciadas e homossexuais. Até ser-se vítima de violação é "adultério".
Em 2008, na Somália, Asha Ibrahim, de 13 anos, foi levada para um estádio e ali publicamente apedrejada até à morte pelo "crime" de ter sido violada. Para prolongar a agonia e sofrimento dos condenados, o art.º 104.º do Código Penal iraniano manda que as pedras "não podem ser tão grandes que matem imediatamente, nem tão pequenas que não possam ser classificadas de pedras". Nada disto incomoda a boa consciência "multicultural". O que a incomoda é a proibição da "burka" em França.
Manuel António Pina, aqui.

O post do Daniel Oliveira chama-se, que nem a propósito, "Como sabemos, a França estará sempre na linha da frente dos direitos humanos e dos direitos das mulheres e pode ser lido (e visto) aqui.