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18/02/08

Do homem da camisa às riscas, na foto, se disse: «Cadavers have never been an obstacle to Hashim Thaçi’s career»

Eu não tenho jeito para escrever à Manuel Alegre, mas aqui vai: hoje é um dia vergonhoso para a União Europeia.
Proclamada a independência do Kosovo, os políticos europeus preparam-se mais uma vez para meter o cu entre as pernas reconhecendo o governo de Hashim Thaçi, um ex-admirador de Enver Hoxha responsável pelo grupo mafioso de Drenica e operacional da organização terrorista UÇK (conhecida pelas ligações à Al-Qaeda), criatura a quem os EUA concederam, entretanto, o estatuto de herói, à imagem e semelhança do que fizeram no Afeganistão com os trogloditas dos Talibãs.
— Para ficar a conhecer o homem a quem a UE planeia dar a mão clique AQUI
— Directamente em português, leia-se o jornalista Pedro Caldeira Rodrigues
— Remate-se com o extraordinário romance A ponte sobre o Drina, de Ivo Andrić (Cavalo de Ferro)

23/01/08

Pensamento Analógico ou de como o mundo tem mesmo muito que se lhe diga

Comentario de Milú, a propósito disto, que preguiçosamente e com vénia transformei em post.



Longas divagações caricatas com pouca substância e umas “raspas” de realidade
Vamos supor que a imigração galega para o Minho tinha continuado depois do século XIX, quando chegou a ser de alguns milhares, e que, 100 anos depois, os galegos representavam 70 por cento da população da província minhota.
Segue-se um período de turbulência na Ibéria, com Bascos e Catalães a alcançarem a independência, com apoio directo da França e da Itália, e indirecto da Alemanha e do Reino Unido (por causa de Gilbraltar).
Os galegos não são muçulmanos como os kosovares albaneses, mas querem a independência do que passam a chamar Galiza Sul, com fronteiras no rio Minho e no Douro. Para realizarem o velho sonho da Grande Galíza/Grande Albânia, conseguem o apoio da NATO, que bombardeia a nossa querida província (e Lisboa/Belgrado) e dá cobertura à limpeza étnica de 30 % da população portuguesa/sérvia que ainda lá vivia.
A independência da Galiza Sul está por um fio e os portugueses perdem Braga (símbolo religioso da sua identidade) e Guimarães (símbolo da conquista militar do seu território e berço da Nação). D. Afonso Henriques dá voltas e espuma de raiva no túmulo em Coimbra… se este não for o dele, dará noutro.
Mais: como os Galegos/Albaneses representam 20% da população das Astúrias/Macedónia exigem um aprofundamento dos direitos autonómicos que já têm e vêem a independência da Galiza Asturiana/Albanesa Macedónia ao virar da esquina. E desta vez, talvez nem seja preciso a NATO.
Ora, os 500 mil Galegos/Albaneses que vivem no norte da província de Castela y Leon/Grécia também querem juntar-se aos seus e já estão de “espada desembainhada”, com a retaguarda bem protegida.
Afinal, parece que o sonho de Enver Hoxa de criar a Grande Albânia – o Farol da Humanidade – é viável e está prestes a tornar-se realidade. E talvez ela ainda venha a ser maior e mais forte do que o Hoxa esperava, pois está numa região charneira para os eixos euro-árabe e euro-africano e pode vir a ter um poder muito superior aos dos seus vizinhos numa zona hiper-conturbada.
Isto é uma ficção de muito baixo gabarito, mas enquanto a escrevia estava a tentar perceber um pouco melhor o que se passa naquele quintal que fica logo a seguir ao da Itália. Confesso que o nevoeiro da incompreensão ainda ficou mais denso.
Só duas pequenas notas: os muçulmanos albaneses integraram-se entusiasticamente nas fileiras nazis; até pode parecer que não gosto das gentes daquelas bandas. Não é verdade: sou fã de Nero Wolf, montenegrino.

20/01/08

Parece que o mundo tem mesmo outras preocupações além das relacionadas com os cigarros e o fitness

O candidato ultranacionalista de direita Tomislav Nikolic foi o vencedor da primeira volta das eleições na Sérvia, com 39,4% dos votos contra 35,4% do moderado Boris Tadic. Em Fevereiro é o tira-teimas.
Até lá, a pobre da Eslovénia há-de continuar com o dossier escaldante do Kosovo no regaço. E para se ficar a perceber um pouco mais do assunto, enquanto fumamos ou não fumamos um cigarro, porque não clicar aqui?